Postado em 9 de dezembro de 2014 por Lu Bento

Depois de muito pensar, relutar, ponderar e adiar finalmente decidi iniciar um blog. Cheguei àquele ponto na vida no qual precisamos parar um pouco, refletir sobre nossos caminhos e escolhas, avaliar os rumos que a nossa vida toma é realinhar o prumo se preciso for. E nesse processo de autoaceitação e autoconhecimento eu vi no blog uma maneira de externar as palavras que vivem presas dentro de mim.

Optei por falar sobre maternidade porque é algo que me move. Porque, assim como muitas mulheres por aí, eu acredito que nasci pra ser mãe. E é tão complicado constatar isso sabendo que o ser humano nasce pra ser múltiplo, pra ser tudo que ele quiser ser. Não me entendam mal. Mulheres não nascem para serem mães. Tornam-se mães ao longo da vida, por escolha ou contingência, e podem inclusive optarem por viver essa maternidade ou não ao longo do processo. Eu sei disso. Mas quando eu olho pra minha vida, minha história, meu passado, minha personalidade, vejo que tudo que mais me dá prazer e me motiva tem a ver com a maternidade.

Hoje eu sou mãe de duas meninas. Mas já fui mãe de cachorros, mãe de filhos imaginários, mãe de bonecas, mãe de anjos, mãe de afilhados… E sejamos sinceros, quem se sente vocacionado à maternidade não deixa de ser mãe nunca! Hoje eu sou mãe desse povo todo citado (sempre no plural, família grande é tudo de bom!) e ainda tem espaço pra mais filhos, é só chegar!

Isha Bentia é minha filha mais velha, hoje tem 2 anos e 2 meses. Foi uma gravidez em que eu vivi para esperá-la. Gravidez de risco, repouso absoluto, muito tempo deitada, muito medo de perdê-la. Mas a menina chegou bem, com saúde, dissipando os fantasmas das perdas anteriores e trazendo alegria e luz pra toda a família. Realizei o sonho de ser oficialmente mãe (já era mãe de duas estrelinhas que depois conto melhor nos meus relatos de aborto).

Com a chegada de Mini Bentia, minha caçula de 8 meses, bem em meio ao processo de chegada aos trinta anos, e diante da grande possibilidade desta ser a minha última gravidez, a ficha caiu: “pronto, sou mãe e agora?” Vi que quero criar minhas filhas segundo meus próprios princípios e não só reproduzir automaticamente o que se faz por aí ou o que foi feito pelos nossos pais.

Mas para isso, é preciso refletir sobre quais são esses princípios, refletir sobre o que eu acredito, refletir sobre como nossas relações se dão, sobre os meus desejos e os desejos delas. Afinal, as meninas não são uma tabula rasa esperando que eu deposite todas minhas crenças e as construa à minha maneira. São seres humanos autônomos, sujeitos de direitos e de desejos, que devem ser respeitadas.

Espero que esse espaço seja pra isso, para que eu possa pensar e construir uma maneira de maternar. Que eu possa trocar com vocês expectativas e experiências, aprender e ensinar e com isso vamos juntos trilhando nossos caminhos.

Sejam bem-vindas e bem-vindos!! ♥
Que comecem os trabalhos!!!

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