Postado em 11 de dezembro de 2014 por Lu Bento

Como escrever sobre minha vida com minhas filhas e ao mesmo tempo zelar pela privacidade delas? Esse dilema estará perpassando cada texto do blog e terei que enfrentar nessa jornada aqui.

Quando decidi escrever sobre as minhas meninas na internet, inicialmente no meu perfil do facebook e agora no blog, pensei muito sobre o quanto esse tipo de exposição pode ser prejudicial para elas. Alguns blogueiras falam abertamente sobre o cotidiano dos seus filhos, postam fotos e divulgam cada passo de suas vidas, relatando cada fase do desenvolvimento dos seus rebentos.  Outras optam por não falar quase nada sobre seus filhos, adotam pseudônimos e não postam fotos nem nada que possa expor suas crias.

Tenho pensado muito sobre isso e sei que preciso respeitar o direito à privacidade das minhas pequenas. Ao mesmo tempo, como moramos longe da família, sei que tem um monte de gente ansioso pra acompanhar o crescimento e desenvolvimento das curicas, e a internet é uma importante forma de encurtar essas distâncias.

Acredito que a minha opção de falar sobre as minhas experiências deve repercutir da menor maneira possível na vida da minha família. É uma decisão pessoal minha, individual, e mesmo com todo o apoio do marido, as meninas não tiveram a oportunidade de opinar sobre tudo isso. Assim, procuro preservar a imagem do marido e das filhas ao máximo. Lógico que, em se tratando de um blog pessoal, é impossível não expô-los em alguma medida. O marido entende, e já me apoiou na decisão de escrever. Procuro ser bem cuidadosa, pois sei que elas ainda não conseguem verbalizar suas opiniões sobre tudo isso.

No momento, optei por preservar a privacidade das meninas não postando fotos delas. Mas sei que ao falar sobre as minhas experiências com a maternidade, de certa forma estou expondo elas também.  Essa é uma questão que vai me acompanhar durante todo esse processo de escrita e reflexão, que pode ser conduzida de outras formas ao longo do processo e aos poucos vou construindo minha conduta sobre esse assunto. Optei também por adotar apelidos ao me referir das meninas na intenção de diminuir o impacto sobre a imagem pessoal delas no futuro. Ao mesmo tempo que minhas reflexões se tornam um arquivo virtual público da infância delas assim que são publicadas na internet, também são apenas uma visão da história. A minha visão.

Elas que devem ser protagonistas na construção de suas próprias imagens. Não quero que, no futuro, numa busca pelo nome delas no google apareçam inúmeras postagens do blog da mãe.  Por isso a decisão de usar neste blog os apelidos que já adotava para elas nas postagens do facebook. Claro que, eventualmente, falarei os nomes reais delas (na realidade, isso é assunto de um  próximo post!). A idéia não é esconder a identidade delas, mas sim preservá-las.

Nada é definitivo. Eu mesma nem sei até quando vou continuar escrevendo, ou mesmo o rumo que esse blog vai tomar. Talvez eu acabe seguindo por uma linha mais impessoal,  com artigos mais genéricos e toda essa reflexão sobre a privacidade das meninas se torne obsoleta  na medida em que elas deixem de ser citadas neste espaço.

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