Postado em 4 de março de 2015 por Lu Bento

Olá pessoal! Hoje, uma edição especial do LêproErê pra falar sobre um livro que li esse mês para um clube do livro que eu faço parte. O projeto do clube do livro é uma iniciativa dos blogs Da Literatura e Baú de Histórias e está muito legal.

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A cada mês lemos um livro diferente, decidido por sorteios e de acordo com gênero definido para o mês. Pra saber mais, clica aqui.

Bom, dito tudo isso, estou usando o espaço do LêproErê pra escrever a tal resenha que faz parte das atividades do clube. Melhor, não é propriamente uma resenha. Assim como eu fiz sobre os outros livros no LêproErê, vou escrever sobre minhas impressões e experiências a partir da leitura do livro.  Portanto, ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS!!

Vamos lá!

Livro

jogadorn1

Livro:  Jogador número 1

Autor: Ernest Cline

Editora: Leya

Em tempos de odes à deusa interior, ler O jogador número 1 foi como alimentar a minha nerd interior. E a coitadinha, que estava definhando, se encheu de esperança nessa história distópica cheia de referências a filmes, músicas e videogames dos anos 80. Não que a minha nerd interior seja uma aficionada pelos anos 80. Na realidade, não conhecia quase nada do que foi citado. Mas gostei muito de pesquisar sobre as referências citadas e aumentar o meu repertório. Bateu aquela vontade de compra um Almanaque dos anos 80! 🙂

Demorei mais de 15 dias só nos primeiros capítulos do livro. A leitura estava arrastada, a trama não me prendia e eu tinha uma enorme resistência ao livro. Depois de iniciar outra leitura paralela, consegui me livrar da resistência que eu tinha e focar na leitura.

Depois que a leitura pegou ritmo, fiquei bem empolgada e não conseguia parar de ler. Mexeu bem comigo a sociedade que o livro apresenta, onde a pobreza impera, há escassez de recursos naturais, enfim, uma situação que é muito verossímil e é bem possível que o mundo chegue assim em 2045, quando se passa a história. O personagem principal, Wade, é um adolescente sem família, filho de pais adolescente que não o desejaram e não tinham condições (financeiras, psíquicas, sociais… ) de lhe criar. Morreram cedo, ele ficava com uma tia que tb não dava a mínima pra ele. Enfim, isso que eu estou destacando aqui não é nem tão importante na história do livro, mas é algo que nos faz pensar sobre os rumos que nossa sociedade está tomando.

A história se passa praticamente toda em um mundo virtual, OASSIS, no qual os personagens ficam conectados o tempo todo fugindo da dura realidade. O tal criador do OASSIS morre e resolve fazer uma competição deixando toda a sua fortuna pra quem encontrasse o easter egg que ele escondeu no sistema. Todos os nerds passam a se dedicar a isso. Uma grande coorporação, com o objetivo de tornar o OASSIS pago, forma um exército dedicado a desvendar o enigma, encontrar o easter egg e se tornar a nova dona do OASSIS. O Wade, como o avatar Parzival, é o primeiro caça-ovos a encontrar a primeira da chaves e aí ccomeça a confusão.

A história em si é meio previsível, o menino pobre, super inteligente, junto com outros jovens como ele, tentam desvendar o enigma e encontrar o easter egg antes dos vilões. E obviamente depois de muitos jogos de videogame depois, conseguem né.

Mais o que mais me interessou foi que entre os nerds havia uma menina, Art3mis, e ela era muito boa. Provavelmente a melhor. Achei que o autor deu uma boa moral para as meninas, que ainda não tão discriminadas nesse meio. Além disso, o livro me surpreendeu enormemente ao revelar que o avatar que era o melhor amigo do Parzival/Wade, o Aech (um homem branco e rico no mundo virtual) era controlado por uma mulher, negra e lésbica! Então, além de colocar 2 mulheres entre os melhores nerds do mundo, o autor ainda um tom bem politizado ao livro ao pincelar essa situação racial. A mulher negra aprendeu com a mãe que sempre que ela pudesse se apresentar como homem e como branco na sociedade, que ela o fizesse para que não sofresse preconceito.

Lógico que isso me impactou, porque eu sou mãe, estou criando minhas filhas para serem adultas ou até mesmo mães em 2045 e me assusta pensar que possivelmente não evoluiremos quase nada quando ao preconceito racial.

Enfim, voltando ao livro, ler Jogador nº1 despertou a nerd que existe dentro de mim e prometo cuidar melhor dela de agora em diante. Foi uma leitura gostosa, cumpriu o propósito de divertir. Ah, a discussão no grupo também foi muito boa.

Amanhã tem LêproErê de novo! 🙂

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