Postado em 30 de novembro de 2015 por Lu Bento

Sou mãe (de duas crianças pequenas), mulher, esposa, dona de casa, servidora pública, empresária,busy mom3 estudante, blogueira, gestora de conteúdo de um site.  Só pra falar as ocupações mais frequentes. Sim, sou uma mãe multitarefa. Dá pra dar conta de tudo? Não, não dá. E eu acabo fazendo coisas pela metade, do jeito que dá, na última hora. Isso é bom? Não, não é. Mas também não é bom pra mim abrir mão de alguma dessas identidade. Tudo que eu faço (ou tento fazer) atualmente tem uma razão de ser pra mim. Um sentido, uma fonte de prazer, uma fonte de realização.  Sou o tipo de pessoa que não se realiza fazendo uma coisa só. Muito menos uma de cada vez. Mesmo que no conjunto da obra, não saia uma coisa perfeita, sou um quebra-cabeça formado por cada uma dessas peças, e uma peça faltando é um pedaço de mim incompleto.

Quisera eu poder dar conta de tudo que eu faço no dia-a-dia. Quisera eu poder aproveitar minhas horas com mais qualidade! Mas isso aqui não é um muro de lamentações. Hoje eu tenho total consciência que o tempo é uma construção social. A gente constrói nosso tempo. A gente define, a cada decisão, quais são as nossas prioridades. O que dá tempo de fazer e o que não dá tempo. São essencialmente escolhas.

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Meu compromisso comigo, hoje, é ter tempo pra me dedicar com maior qualidade a cada um dos meus afazeres. Mesmo com os imprevistos. Mesmo com as mudanças de prumo e os sucessivos novos cálculos da rota. Haja flexibilidade para mudar de caminho o tempo todo. Mas se tem uma coisa que eu sou é flexível com relação aos meus planos. Quanto menos rígidos, melhor.

Sei que muitas mulheres tem rotinas mais complicadas que a minha, trabalham e estudam tanto quanto eu, ou até mais e dão conta de todos os afazeres. Sei também de gente que faz muito menos coisas e ainda está achando muito. Isso é relativo e pessoal. O que a gente faz, como ocupamos nosso tempo, são decisões pessoais que depende do nosso estilo de vida, nossos objetivos e possibilidades.

busy mom2No momento, me é possível estudar, fazer uma nova pós-graduação e me qualificar na área em que eu trabalho. Estou estudando um monte de coisa nova, mergulhando em um mundo que eu não domino, sendo desafiada a compreender termos técnicos, a refletir sobre questões que não faziam parte do meu cotidiano na graduação e na outra pós que eu fiz.  Ao mesmo tempo, também surgiu a oportunidade de começar um negócio próprio, trabalhar com algo que eu amo (livros!). Tenho que abrir mão da tarde no sofá pra sair pra trabalhar? Tenho. E abro mão com prazer. Porque faço isso junto com a minha família. A gente sai e todos juntos vendemos livros, eu, o marido e as curicas. E tem sido momentos maravilhosos ao lado deles.

Eu conto um pouquinho dessa minha vida porque essas transformações estão no meu cotidiano mas também estão em mim. Acho que essa meu momento multitarefa tem muito a ver com os 30 que chegaram e com eles chagou também uma vontade de construir mais, produzir mais.  E a cada nova tarefa eu descubro um novo prazer, uma nova possibilidade de atuação nesse mundo, um novo interesse.

Tem sido gostoso sair da caixinha da maternidade e explorar outras possibilidades. Tem sido odarah1gostoso ver que a maternidade era apenas um dos meus caminhos. Lógico que nada que eu faço agora desconsidera a minha dimensão mãe. As curicas estão crescendo cada vez mais independentes (tudo bem, Mini Bentia ainda é  um grudezinho), e é muito bacana vê-las criando autonomia. Ver que o centro do mundo delas não sou mais eu, que elas ficam bem em outros ambiente, interagindo com outras pessoas. Por que o que eu quero, no final das contas, é criar mulheres que se bastam, que corram atrás dos seus sonhos, que não sejam emocionalmente dependentes de ninguém, apesar de manterem vínculos fortes com aqueles que elas amem. E pra isso, eu quero me tornar esse tipo de mulher que eu espero estar criando. A criação começa por mim.

E eu acho que estou me criando bem.

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