Postado em 19 de outubro de 2016 por Lu Bento

Depois de uma eternidade, finalmente consegui retomar a regularidade (que nunca existiu) de postagem aqui no blog e retomo também a proposta do terapia de ser mãe. Confesso que fiquei bem chateada quando roubaram meu celular que tinha os áudios de tudo que meio a mente quando eu li o livrinho. Aí fiquei chateada, frustrada e deixei de lado. Mas agora já superei essa adversidade e resolvi parar com essa sofrência de lamentar o material perdido. Bora pra mais uma edição do Terapia do Ser Mãe? Hoje vamos falar do conselho número 3 do livrinho. Preparadas? Então acompanhem aqui:

tsm-3 - pensamento - conselhos repreensivos

Gente, dar pitaco todo mundo quer né? Ainda mais em se tratado de criação de filhos. Não é a toa que dizem por aí que todo mundo é ótima mãe até ter filhos. Porque quando é à vera, a coisa muda de figura. Seu filho idealizado não age da forma que você previu. Você não é tão convincente  e capaz de fazer tudo acontecer da forma que você quer só com um olhar. Você percebe que na prática, toda aquela teoria de como criar filhos não se aplica, simplesmente não dá pra você fazer aquilo daquela forma que você pensou que faria. Enfim, na vida real, você lida com situações reais, e  tudo é imprevisível.

Se você, como mãe, consegue perceber tudo isso, então já deu pra sacar que não adianta tentar dar fórmulas mágicas pra ninguém né? Funcionou na sua casa? Que lindo! Compartilhe a sua experiência e inspire e ajude outras famílias. Mas não venha ditar regras né? Não precisa criar um manual de como ser uma mãe perfeita como você porque todas as suas técnicas podem não servir de nada para outras mães, em outras famílias, outros contextos.

De boa intenção o inferno está cheio

 

Quantas vezes pessoas estranhas já vieram repreender você pela forma como você estava cuidando das suas crianças? Isso é super comum né? Mas como isso é opressor! Ainda mais quando parte de uma mulher mais velha, ou mais experiente com crianças.  Já ouvi várias vezes ” você não pode deixar essa menina assim, sem casaco. Tá frio!” E a menina fica derretendo de calor assim que eu cedo às pressões e coloco um casaco.  Minha filha tava sem casado porque eu sei como se comporta o corpo dela. Eu sei que ela não está sentido frio, mesmo que esteja um pouco frio para as outras pessoas.  O meu instinto e a minha experiência diante da minha família balizam as minhas decisões. E aí, chega uma pessoa estranha, que não nos conhece e me aconselha, em tom de reprovação, a fazer algo?  Isso não ajuda nenhuma mãe! Como já falamos e já sabemos, a maternidade é uma eterna fonte de culpas. E não ajuda em nada certas pessoas interferirem de forma tão hostil em nossos procedimentos e decisões cotidianas.

Algumas pessoas estão sempre prontas para dar pitacos na vida dos outros. Sabe, aquele discurso do “se fosse meu filho não faria isso”. Nem sempre no sentido de nos diminuir ou humilhar, muitas vezes essas pessoas acham mesmo que tem algo ~ revolucionário ~ para ensinar. Como se nós, mães, estivéssemos o tempo todo em busca de alguém para nos ensinar a cuidar dos nossos filhos. Nem sempre a gente está precisando de ajuda e nem sempre essa intervenção em tom de ~ ajuda~ é oferecida para nos ajudar de verdade.

Sobre a nossa necessidade de se empoderar

A maternidade é marcada pela insegurança e pelo desejo constante de fazer o melhor para nossas crias. Umtsm3 - conselhos repreensivosa das primeiras coisas que uma mãe precisa é aprender a confiar em si mesma. Confiar em suas próprias e não comprar esse discurso da culpa que a sociedade tenta nos vender. Você provavelmente conhece várias pessoas que falam em “culpa materna”. Mas toda essa culpa que a gente às vezes carrega só serve pra tornar ainda mais difícil o nosso cotidiano. A gente não precisa disso! A gente não precisa internalizar esse discurso de que somos culpadas por tudo que foge do padrão na nossa maternidade.

Todo mundo erra e ser mãe não nos faz imune a isso. Pense na sua mãe: quantas vezes você não pensou que a decisão tomada por ela não era a melhor no momento? Quantas vezes ela mesma reconheceu isso? A gente tenta sempre fazer o melhor, mas nunca será perfeito. Nunca será! Então o melhor mesmo é confiar em si mesma, confiar em suas escolhas e decisões e seguir em frente. Errou? Tenta consertar. Não dá mais pra fazer diferente? Mude a partir de agora e aprenda com o passado.

Aceitar as nossas limitações é um caminho para o nosso empoderamento e para que a gente possa lidar melhor com a enxurrada de conselhos repreensivos que recebemos.


E aí, o que você achou desse pensamento? Concorda, discorda… já recebeu muitos “conselhos repreensivos”? Conta aí…

E se você não sabe que livro é esse que eu estou usando como base para essas postagens, dê uma olhadinha neste texto onde eu explico a proposta deste projeto.

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