Postado em 4 de maio de 2018 por Lu Bento
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Em abril estreou na Neflix a série australiana Turma do Peito ( The Letdown), criada por Sarah Scheller e Allisson Bell e fala sobre maternidade. É tão focada nas mães e suas percepções da maternidade que o título em inglês remete ao que chamamos de apojatura em português, que é a “descida do leite” que ocorre em até 5 dias após o nascimento da criança . Apesar do ridículo título em português ( “turma do peito” remete mais a uma comédia adolescente dos anos 80/90 da sessão da tarde), a série é bem interessante e aborda o tema de uma maneira acidamente cômica. A verdade é que série se pretende cômica, mas dialoga tanto com as transformações da maternidade na vida da mulher que tem horas que dá vontade de chorar de tanta identificação.

E foi por isso que ela me provocou  sentimentos contraditórios. Quando terminei de assistir o primeiro episódio não sabia se chorava ou ria de nervoso. Muitas emoções sobre o meus não-partos e as minhas sensações no puerpério foram evocadas e senti muita empatia e solidariedade pelas personagens. Bateu  realmente aquela vontade de abraçar cada uma delas e dizer “vem cá mana, vai dar tudo certo. Descansa um pouco que eu fico com o bebê enquanto você dorme. Ninguém aqui vai te julgar por isso.”

Cada um dos seis episódios contam a história de Audrey, personagem de uma das criadoras da série, a Alisson Bell, que é uma mãe recém-nascida que busca em  um grupo de mães ajuda para se adaptar a nova rotina.  A roda de mães no primeiro episódio foi especialmente angustiante. Nessa cena, cada mãe falava sobre seus partos, cesárias, as intercorrências e como se sentiam diante do que aconteceu.

turma do peito

Aos poucos a série vai extrapolando a relação mãe-bebê e passa para uma perspectiva de vida social  envolvendo um  bebê, o que torna os episódios mais leves e divertidos. Então já é possível começar a rir sem chorar em seguida. Ganha destaque a importância de uma rede de apoio para as mães e a maior responsabilização das pessoas em volta. Isso enriquece muito a série e  joga luz nas atitudes de pessoas sem filhos que costumam desconsideram as mães  e suas vivências.

Assisti logo na estreia e fiquei muito impactada com a possibilidade de se fazer comédia com sentimentos e vivências tão profundas na vida das mulheres que se tornam mães. Depois de um tempo, percebo a própria dinâmica da série como uma metáfora para a maternidade, na qual o primeiro episódio é o puerpério e aos poucos a vida vai se adaptando à nova realidade e ficando mais leve e  divertida.

 

Confesso que maratonei a série e fique bem contente com o final da temporada e na expectativa de uma nova. Gostei muito da série principalmente por  dar mais visibilidade ao tema e humanizar a maternidade. Sair do esteriótipo da maternidade cor-de-rosa e mostrar que a maternidade não é tão instintiva  quanto nos fazem acreditar.

 

Dica de Leitura:

A dica de leitura de hoje é a matéria do Portal Lunetas sobre a série Turma do Peito. Nela várias blogueiras falam sobre o assunto e eu também dou minha opinião por lá. Confira a matéria Turma do Peito – série da Netflix aborda a maternidade sem máscaras.

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