Postado em 4 de maio de 2018 por Lu Bento
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Em abril estreou na Neflix a série australiana Turma do Peito ( The Letdown), criada por Sarah Scheller e Allisson Bell e fala sobre maternidade. É tão focada nas mães e suas percepções da maternidade que o título em inglês remete ao que chamamos de apojatura em português, que é a “descida do leite” que ocorre em até 5 dias após o nascimento da criança . Apesar do ridículo título em português ( “turma do peito” remete mais a uma comédia adolescente dos anos 80/90 da sessão da tarde), a série é bem interessante e aborda o tema de uma maneira acidamente cômica. A verdade é que série se pretende cômica, mas dialoga tanto com as transformações da maternidade na vida da mulher que tem horas que dá vontade de chorar de tanta identificação.

E foi por isso que ela me provocou  sentimentos contraditórios. Quando terminei de assistir o primeiro episódio não sabia se chorava ou ria de nervoso. Muitas emoções sobre o meus não-partos e as minhas sensações no puerpério foram evocadas e senti muita empatia e solidariedade pelas personagens. Bateu  realmente aquela vontade de abraçar cada uma delas e dizer “vem cá mana, vai dar tudo certo. Descansa um pouco que eu fico com o bebê enquanto você dorme. Ninguém aqui vai te julgar por isso.”

Cada um dos seis episódios contam a história de Audrey, personagem de uma das criadoras da série, a Alisson Bell, que é uma mãe recém-nascida que busca em  um grupo de mães ajuda para se adaptar a nova rotina.  A roda de mães no primeiro episódio foi especialmente angustiante. Nessa cena, cada mãe falava sobre seus partos, cesárias, as intercorrências e como se sentiam diante do que aconteceu.

turma do peito

Aos poucos a série vai extrapolando a relação mãe-bebê e passa para uma perspectiva de vida social  envolvendo um  bebê, o que torna os episódios mais leves e divertidos. Então já é possível começar a rir sem chorar em seguida. Ganha destaque a importância de uma rede de apoio para as mães e a maior responsabilização das pessoas em volta. Isso enriquece muito a série e  joga luz nas atitudes de pessoas sem filhos que costumam desconsideram as mães  e suas vivências.

Assisti logo na estreia e fiquei muito impactada com a possibilidade de se fazer comédia com sentimentos e vivências tão profundas na vida das mulheres que se tornam mães. Depois de um tempo, percebo a própria dinâmica da série como uma metáfora para a maternidade, na qual o primeiro episódio é o puerpério e aos poucos a vida vai se adaptando à nova realidade e ficando mais leve e  divertida.

 

Confesso que maratonei a série e fique bem contente com o final da temporada e na expectativa de uma nova. Gostei muito da série principalmente por  dar mais visibilidade ao tema e humanizar a maternidade. Sair do esteriótipo da maternidade cor-de-rosa e mostrar que a maternidade não é tão instintiva  quanto nos fazem acreditar.

 

Dica de Leitura:

A dica de leitura de hoje é a matéria do Portal Lunetas sobre a série Turma do Peito. Nela várias blogueiras falam sobre o assunto e eu também dou minha opinião por lá. Confira a matéria Turma do Peito – série da Netflix aborda a maternidade sem máscaras.

Postado em 14 de abril de 2018 por Lu Bento

As meninas estão estudando na escola o Sistema Solar. E isso trouxe o tema para o nosso cotidiano. Todos o dias elas chegam com novidades e contam sobre os planetas e suas novas descobertas. Lógico que o nosso olhar também ficou direcionado a temas que se relacionavam ao novo interesse delas. Hoje eu compartilho com vocês nossas viagens pelo tema Universo.

 

Desevendando o Sistema Solar

Livro: Sistema Solar – uma exploração visual dos planetas, das luas e de outros corpos ceestes que orbitam nosso Sol

Autor: Marcus Chown

Editora: Blucher

Sinopse:

Nunca antes as maravilhas do Sistema Solar – seus planetas, planetas anões, o Sol, as luas, o cinturão de asteroides e o Cinturão de Kuiper – foram tão acessíveis aos leitores de todas as idades.Começando com uma visão geral fascinante e depois em uma organização por planetas ordenados de acordo com a distância do Sol, “Sistema Solar” nos leva em uma viagem pelo tempo e espaço com direito a um lugar na primeira fileira para testemunhar o nascimento explosivo do Sistema Solar, uma viagem em direção (e depois em profundidade) a cada um dos seus oito planetas, e uma exploração igualmente profunda dos asteroides e cometas.

 

Esse livrão não é propriamente para crianças pequenas, mas é um material maravilhoso sobre o sistema solar. Assim que bati os olhos nele na #feiradolivrodaunesp fiquei encantada.
É um livro com muitas fotos, imagens fornecidas pela NASA  que forma captadas por sondas de exploração ou criadas em programas específicos a partir dos conhecimentos científicos que já existem sobre os planetas.
Uma leitura de referência impressionante, que diverte e educa, além de estimular a curiosidade e o gosto pela ciência. Ele consegue equilibrar muito bem informações mais gerais com outras muito específicas e aprofundadas sobre o universo. Gostei muito dessa obra, uma importante referência para quem quer aprender sobre esse tema.
Fiz questão de comprar um livro assim, que fosse bem mais aprofundado do que se espera para crianças da idade das curicas porque eu e meu irmão tivemos um desses em nossa infância. Era um livro de quando a minha mãe era criança ( imaginem o quanto ele estaria defasado agora!) e a gente amava andar com ele pra cima e pra baixo.
Meu irmão viviam com o livro, perguntando pra os meus pais sobre os planetas, explorando as imagens e se divertindo em imaginar o espaço. Meu irmão tinha a idade que a Isha Bentia tem hoje. Me deu uma tristeza lembrar do livro e ter mais ele aqui pra ver com elas, mas lembro que doamos ele pra uma biblioteca numa grande leva de doações de livros que fazíamos de tempos em tempos. Infelizmente nem sei o nome da coleção para tentar achar a foto da capa na internet.
Lembro desse livro com muito carinho, uma das minhas melhores lembranças sobre livros na infância, e do fascínio que o universo me causava. E ainda causa. Ver que somos tão pequenos diante de tudo que está lá no alto, ver como tudo funciona de uma maneira sincronizada e harmônica, ver que a vida é um ciclo, não importa se você é uma estrela, um ser humano ou um micróbio.
Esse livro do Sistema Solar é o nosso queridinho da vez, resgatando memórias afetivas e nos ajudando a construir outros momentos que, espero, fiquem guardados nas lembranças das meninas.

Pra não ficar só no que eu tô falando, vocês podem ver uma amostra do livro ou acessar a navegação online por ele no site da editora. 🙂

 

Uma Viagem pelo Espaço

Livro: Uma viagem pelo espaço

Autor: John Haslam e Steve Parker

Editora: Queen Books

 

Sinopse:

Você já se perguntou o que tem no espaço? Embarque nesta viagem pelo sistema solar e além dele para descobrir os segredos do nosso incrível universo. A sobrecapa vira um lindo pôster!

 

Como eu buscava livros que fossem acessíveis para elas, tratei de arrumar também infantil sobre o espaço. Esse aqui, além de trazer ilustrações fofas, é repleto de curiosidades sobre o espaço, tudo utilizando uma linguagem simples e voltada para crianças.  O tema espaço chegou pra elas através das figuras de afeto da escola, que estavam viajando pelo espaço. Então um livro sobre viagem espacial veio bem a calhar.

Ele também vem com o poster bem bonitinho com os planetas do sistema solar, e foi uma delícia ver a Mini Bentia abraçada com o livro e reconhecendo Vênus, o planeta da turma dela na escola.  Ter uma opção mais adequada à idade delas foi uma forma de manter acessível o conhecimento. A mesmo tempo que eu quero estimular a pesquisa e a curiosidade delas com o livro mais científico, quero também que elas sintam que esse conhecimento é acessível a elas, que esse assunto pode e deve ser explorado por elas a partir dos conhecimentos que elas possuem hoje.

Lemos juntos, conversamos sobre os planetas e vamos compartihando e construindo conhecimentos. Essa aventura espacial tem sido um momento especial em família, e cada vez que elas chegam com um “mamãe, você sabia que…” eu fico encantada com a quantidade de coisas que as minhas meninas estão aprendendo todos os dias.

 

Falar sobre ciência em casa é uma forma de estimular as meninas a se interessarem por temas que ainda são pouco explorados por pessoas negras. Quantos cientistas negros brasileiros conhecemos? Somos de humanas e pra gente é muito mais natural falar sobre outros temas que não envolvam tantos números e cálculos. Então ter a oportunidade de pensar astronomia com elas tem sido maravilhoso para nos tirar da zona de conforto e fornecer a eles outros refereciais, diversificando os estímulos. Além disso, o tema espaço e muito apresentado para meninos, como se desbravar o universo fosse uma atitude masculina. Então a gente aproveita pra romper com essa visão sexista e, quem sabe, plantar a sementinha de novas astronautas por aí…

 

 

 

 

 

 

 

Postado em 10 de abril de 2018 por Lu Bento

mentes diferentes - banner

Hoje foi o lançamento da campanha 30 mentes diferentes, uma inciativa da agência Rae,MP em comemoração aos seus 30 anos. Nós, do AMP, temos o prazer de participar dessa campanha junto com vários outros projetos sociais que se dedicam a pensar e promover transformações no mundo. O evento de lançamento de campanha reuniu várias dessas mentes diferentes e promoveu uma manhã de diálogos entre as experiências sociais e formação de network.

mentes diferentes - lu bento

Sou a 24ª mente diferente e nosso trabalho será divulgado em comerciais em rádio e revistas especializadas em marketing, o que traz visibilidade para as ações que realizamos em prol de uma educação antirracista e nos  ajuda a obter mais parcerias. Agradeço muito ao Marcelo Ponzoni pela oportunidade e a toda a equipe da Rae,MP pelo carinho e acolhida.

Esse foi o video de apresentação do A mãe preta:

O projeto 30 mentes diferentes pode ser acompanhado pelo site próprio e pelo canal no youtube. A cada semana, um projeto é apresentado. Conheçam esses trabalhos extraordinários!

Postado em 4 de abril de 2018 por Lu Bento

4 de abril é uma data meio dolorosa pra mim. Em 4 de abril de 2010, um domingo de Páscoa, perdi meu segundo bebê. Um dia marcado por sentimentos de renascimento e esperança que pra mim ficou marcado como um dia de dor e perdas profundas. Quem já perdeu um bebê sabe o quanto essa experiência pode ser devastadora. Neste dia, perdi também a fé em mim mesma e a vontade de viver.

Isso foi em 2010. Já se passaram 8 anos. Durante muitos desses anos, o período entre os dias 04/04 e 29/05 era de recolhimento e luto pra mim. Vocês já devem ter imaginado o motivo da minha data limite: a minha primeira perda.

Esse era um período do ano em que eu me sentia bem vazia e incapaz. Me lembrava dos meus fracassos na maternidade e me culpava por tudo que tinha acontecido, principalmente porque as perdas eram relacionadas a uma questão específica do meu corpo e sua dificuldade em “segurar uma gravidez”, a IIC. Eu me fechava para o mundo e cultivava a minha dor, tirando as casquinhas das minhas feridas quase cicatrizadas e deixava doer, como se eu não merecesse felicidade nenhuma nesse período do meu ano.

Ano passado, quando completou 10 anos da minha primeira perda, deixei meu coração cicatrizar. Me perdoei e me permitir só sentir saudades das poucas semanas que tivemos juntos e do sonho de uma vida em comum. Encerrei meu período anual de luto com a segurança que eu não precisava mais chorar por eles, muito menos por mim. Tinha chegado a minha hora de viver.

Viver duas experiencias de perda seguidas sempre  foi muito estranho para mim. Com esse meu segundo filho, sempre sentia que a minha dor era mais calejada, como se eu sofresse menos por ele não ter chagado a nascer e mais por mim, por ter fracassado novamente. E dá-lhe mais ciclos de culpa e dor.Me sentia egoísta por não ter demonstrado meus sentimentos com a mesma intensidade que na primeira perda.  Por ter perdido ele com apenas 15 semanas de gestação, não cheguei a ter fotos com a barriga. Muitas pessoas não sabiam que eu estava grávida, o que às vezes dá uma sensação de que ele sequer existiu. Demorou bastante para que eu entendesse que, no final das contas, é tudo um dor só, uma imensa sensação de vazio por não ter conseguido levar a gravidez adiante e por perder aquele ser específico em formação. Além disso, a experiência anterior e a possibilidade de uma despedida interna me auxiliaram a lidar melhor com a sua morte.

Do luto à nova perspectiva

Mas, como eu já disse, encerrei meu longo luto ano passado. Esse ano pude enxergar o dia 4 de abril com outras cores. Descobri que 4 de abril era o dia de aniversário de Maya Angelou, grande poeta e ativista negra norte-americana. Em 2010, ano em que eu estava sofrendo, ela recebeu do presidente Barack Obama um grande reconhecimento em vida pela sua obra. E este ano o Google fez um maravilhoso doodle homenageando Maya, com participações de artistas como Alicia Keys e Oprah Winfrey recitando seu belíssimo poema Still I rise. (veja a tradução do poema)

Coincidentemente, ou não porque as coisas misteriosas seguem uma própria lógica que nem sempre conseguimos alcançar, o poema de Maya Angelou destacado no doodle dialogou muito com meus sentimentos. Essa ideia de me levantar de um lugar quem que fui colocada me anima e me ajuda a perceber o 4 de abril como uma data de renascimento. “Eu me levanto”, diz Maya Angelou contra o racismo. “Eu ainda me levanto”, eu digo aos meus sentimentos de impotência e culpa por não ter conseguido levar a gravidez até o fim e dar a luz ao meu filho.

Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Em uma madrugada que é maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram

MAYA ANGELOU

 

Outro fato interessante que descobri antes de escrever esse texto foi que 4 de abril também foi o dia da morte do Reverendo Martin Luther King Jr., um importante ativista negro e que então é um dia pra lembrar a sua memória e legado. Luther King Jr. pregava como ferramenta de transformação social a não violência e o amor ao próximo e suas palavras tocam de tal maneira as pessoas que ele conseguia mobilizar multidões para luta antirracista nos Estados Unidos. Foi a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz. Saber que meu filho se recolheu ao Orum no mesma data que King Jr. é um reconforto.

Pra finalizar as ressignificações do 4 de abril em minha vida, hoje uma colega de trabalho acaba de ter seu filho. Uma vida nova. Uma nova história que começa no 4 de abril e tem um longo caminho adiante.

Diante de tantas novas perspectivas, vejo que finalmente transformei meu luto em saudade e ressignifiquei o impacto do dia 4 de abril em minha vida. Esse ano, pude finalmente vivenciar um 4 de abril de Páscoa, de renovação e renascimento.

Postado em 22 de março de 2018 por Lu Bento

No domingo passado realizamos mais uma atividade presencial, a oficina Família Leitora – mediação de leitura afetiva. Foi uma oportunidade incrível de compartilharmos com outras famílias nosso interesse por leitura e algumas ideias que colocamos em prática para  fomentar o prazer o o hábito de ler em nossa família.

Família Leitora - banner

Poder compartilhar nossas pesquisas e práticas sobre o assunto é sempre um momento de extrema alegria e realização. Eu e o Leo acreditamos na leitura como ferramenta de empoderamento das crianças, principalmente das crianças negras, e  uma oportunidade incrível de estreitamento de vínculos afetivos. Por isso, sempre que temos a oportunidade de dividirmos nossa experiência com  outras famílias fazemos isso com muita satisfação.

A oficina deste final de semana foi parte das atividades do evento Mostra de Literatura Negra Ciclo Contínuo, na qual também  participamos na produção e mediação de algumas mesas. De um modo geral, foi um evento com programação variada, que atraiu diferentes públicos e promoveu a literatura com protagonismo negro. Foi muito gratificante participar de uma iniciativa como esta e contribuir de alguma forma para a divulgação da literatura negra.

 

A oficina Família Leitora

Família Leitora - oficina

A oficina foi uma realização para nós. Sempre pensamos formas de compartilhar com outras famílias as coisas que temos aprendido na convivência e educação das meninas. O nosso trabalho com literatura nos levou a valorizar muito a leitura como ferramenta de construção de vínculos afetivos. Por isso, realizar uma oficina de mediação de leitura para famílias se tornou um grande projeto da nossa família.  Fazemos isso em conjunto, compartilhando os conhecimentos que adquirimos na prática cotidiana e com todos os estudos que fazemos nessas áreas.

 

Já trabalhamos com oficinas para educadores apresentando literatura com protagonismo negro e como esses livros podem ser utilizados na prática escolar. Mas é muito diferente quando a gente decide compartilhar com outras famílias as ideias e práticas que funcionam aqui em casa e que nos ajudam a fomentar o hábito de leitura. As meninas ainda não são alfabetizadas, mas posso afirmar com muita tranquilidade que elas já são grandes leitoras.

Nosso objetivo é levar a oficina Família Leitora para mais espaços e compartilhar com mais famílias a importância e a diversão do  hábito de leitura.  Que essa jornada seja longa e próspera!

 

Postado em 8 de março de 2018 por Lu Bento

Olá Essa lista só tem filmes leves e divertidos. Lógico, pode ser que role uma ou outra cena com uma carga emocional mais forte, mas geral, assisto filmes que me divertam e não me façam pensar. Quero só relaxar e curtir, já problematizo em outras dimensões da minha vida, quando paro pra ver um filme quero só dar umas risadas e esquecer os problemas da vida, mesmo quando eu acabo problematizando e tento um olhar crítico sobre o temas. Então vamos a nossa listinha de filmes sobre mães disponíveis na Netflix!

Clube das mães solteiras

Pense num filme leve e divertido? Clube das mães solteiras é aquela filme pra uma sessão da tarde com pipoca e refrigerante no seu dia de folga das crianças. Porque a principal mensagem do filme é: cuide de você. Não dá pra cuidarmos dos outros se não conseguimos cuidar minimamente de nós mesmas. E o filme mostra muito isso e como a vida dessas mulheres que são as principais ( se não as únicas!) cuidadoras dessas crianças que enfrentam dificuldades na escola.

Diversão com um toque de reflexão, principalmente pela disparidade das situações das mães solteiras brancas e negras.

Sinopse:

Cinco mães solteiras de origens diferentes são unidas por um incidente na escola dos filhos. Enquanto tentam lidar com os desafios diários, elas criam um grupo em que encontram apoio e momentos de diversão.

 

Trailler:

Perfeita é a mãe

Um filme que busca desconstruir a ideia de mãe perfeita. Ao mostrar as opressões que o modelo de super maternidade gera nas mulheres comuns e nas que não se enquadram nos padrões, o filme traz uma discussão muito boa sobre o que é ser uma boa mãe. E essa disputa entra a “mãe perfeita” e a ‘”menas main” é propagandeada pela mídia até hoje.  Por mais que a gente tente fugir, essa questão é muito presente no universo materno.

Para fazer graça, o filme faz questão de estereotipar as práticas maternas colocando-as em categorias bem caricatas “as mães naturebas”, “as mães esportistas”, “as mães lésbicas” , “as mães afro-descendentes”. Me incomodou a força do rótulo porque, na realidade, a carapuça serviu e quando acontece isso a gente sempre para pra pensar sobre as nossas práticas.

Mas mesmo com essas farpadas, o filme continua sendo uma ótima opção de diversão para mães, e o sucesso de público possibilitou a continuação da história com o filme Perfeita é a Mãe 2.

 

Sinopse:

Amy tem um bom casamento e sucesso na carreira. Aparentemente, sua vida é perfeita. Porém, ela acaba se cansando das obrigações e do estresse do dia a dia, e, em companhia de três mulheres que vivem a mesma situação, vai em busca de sua liberdade.

 

Trailler:

Ele tem seus olhos

Um filme sobre adoção no qual um casal negro adota um bebê branco. Só esse argumento totalmente improvável na realidade brasileira já me deixou super curiosa com o filme. Pensar a adoção como um amor incondicional no qual os adotantes amam o filho adotado sem se importar com sexo, raça ou origem é algo muito bonito e altruísta.

O filme me trouxe várias questões sobre adoção interracial e sobre como as pessoas tentam fazer parecer um preconceito racial um candidato à adoção que não esteja aberto a interrracialidade.

Provocativo e inteligente,  esse filme predeu minha atenção pela proposta inusitada e pelos dilemas que trouxe. Mas me divertiu mesmo por como conduziu o enredo e pelo lindo desfecho.

 

Sinopse:

Paul é casado com Sali. Tudo seria melhor na vida deles se pudessem ter um filho. Um dia Sali recebe o telefonema que estavam esperando por tanto tempo: a adoção foi aprovada. O bebê é adorável, tem 6 meses, ele é loiro de olhos azuis… ele é branco, eles são negros. Para a família de Sali, um choque!

trailler:


Então, esses são alguns dos muitos filmes sobre mães na Netflix. Já assistiram algum desses? Me conte aí… até a próxima!

Postado em 23 de fevereiro de 2018 por Lu Bento

Uma das fases mais difíceis da vida de uma mulher é quando ela perde um bebê. Não importa se ela tinha descoberto a gravidez há 1 dia, se já estava sentido o movimento do bebê ou que já está preste a dar a luz. Toda perda é um luto. É um vazio de uma expectativa não realizada. É uma sensação de fracasso e incompetência que toma conta da gente e que não é fácil de superar.

mental e do modo como estamos lidando com a perda.
Quando a perda envolve então uma gravidez recente, que não apresenta ainda sinais visíveis para as outras pessoas, é ainda mais sofrido. Mesmo sabendo que há controvérsias entre um embrião ser considerado vida ou não, para aquela família e especialmente para aquela mãe que desejou a gravidez, um embrião é um filho em formação. E não importante a fase de desenvolvimento que ele se encontre, para ela é uma vida.

Depois da perda temos que buscar um novo significado para a nossa existência. Deixamos de ser uma gestante, uma futura mamãe e passamos a ser só uma mulher. Mas é impossível voltarmos a ser a mulher de antes.  Depois que passa a parte do luto coletivo, ninguém mais de te vê como mãe e nem mesmo alguém que perdeu um ente querido próximo.  Você é só mais uma mulher.

Deixar de ser mãe

Em nossa sociedade, uma pessoa que perde os pais é considerada órfã. Quem perde o companheiro ou a companheira é chamada viúva/viúvo. Mas, e quem perde um filho? Talvez essa inversão da ordem natural do fluxo da vida seja tão traumático que a gente não saiba lidar tão bem como isso. Não há um nome para uma mãe que perde um filho. Não há um protocolo social para lidar com essas coisas e é bem natural que ninguém saiba muito bem como lidar.

O que eu sei, pela minha experiência de perdas gestacionais, é que a dor aos poucos é substituida pela saudade e pela lembrança da gravidez, mesmo que breve. Sei também que deixar de lembrar a todo momento do bebê que se foi é totalmente diferente de esquecer. A lembrança se torna menos presente na vida porque a gente saí do estado de dor profunda e passar a admirar as coisas boas que nos acontecem também. E a lembrança vem como uma saudade do que vivemos, e principalmente, como uma saudade do que poderíamos ter vivido.

Ah, que você não deixa de ser mãe. Mesmo que a sociedade não reconheça a sua maternidade, ela nasceu em seu íntimo no momento em que você descobriu ( e desejou) a gestação. O seu

sentimento materno pode ser aproveitado em muitas coisas na sua vida, compartilhado e desenvolvido no seu cotidiano.

Uma coisa que seu sempre faço é dedicar um tempo a lembrar dos meus meninos nos dias que marcam a perda deles. Paro e tento lembrar da gravidez, dos meus sentimentos na época, minha alegria quando soube da gravidez, meus planos… gosto muito de imaginar como seria a minha vida se eles estivessem aqui, se eles voltaram pra mim na forma das meninas ( perdi dois meninos antes de tê-las), se eles cumpriram seu propósito nesse mundo tão rápido que nem precisaram chegar a nascer. Sei lá, várias coisas passam pela minha cabeça como forma de tentar compreender porque essa probabilidade matemático-biológica aconteceu exatamente comigo e desse forma e como isso foi recebido por mim e transformou a minha história.

A religiosidade e a espiritualidade,  de modo mais amplo, também são ferramentas para lidarmos com essas situações. Sei que nem todo mundo acredita em algo que traga uma explicação para a perda gestacional, e tudo bem lidar com tudo isso só no plano concreto também. Mas é certo que amor e acolhimento são os sentimentos mais benéficos para mães que perderam seus filhos.

 

Grupos de apoio

Saiba que você não está sozinha. Existem muitas mães sem filhos por aí, convivendo com sentimentos bem semelhantes aos seus. Se estiver sendo difícil demais lidar com tudo isso sozinha, existem grupos de apoio à mães que sofreram perda gestacional ou neonatal. Esses grupos são excelentes espaços de acolhimento e validação dos nossos sentimentos.

Infelizmente não conhecia nenhum desses na época das minhas perdas, mas reconheço a importância deles e a necessidade de ter pessoas com quem compartilhar nossos sentimentos. Eu mesma já acolhi várias mulheres que tiveram suas perdas depois de mim e sempre estou disponível para conversar sobre isso com quem me procura.

Já que você chegou até aqui, indico esses grupos de apoio para mães em processo de luto por perda gestacional e neonatal que realizam encontros presenciais em diferentes estados:

 

 

Como esse é um blog de uma mãe preta, preciso destacar que ainda não conheço nenhum grupo desses que lide também com a questão racial. Para nós, mulheres negras, a perda gestacional muitas vezes está relacionada à violência obstétrica e outras violências decorrentes do racismo. Nossas histórias de perdas tem um componente a mais de dor e sofrimento, negligência médica, pouco ou nenhum tempo de licença do trabalho pós-perda, falta de apoio familiar e comunitário.  Não estou aqui querendo medir o sofrimento de ninguém, mas sei o quanto esses outros aspectos se adicionam à nossa dor e tornam ainda mais complexos nossos sentimentos.

 

Dica de Livro:

Sobre esse tema indico o livro Ele se foi, e agora? – Como superar a perda gestacional, de Patrícia BellasEla fala sobre perda gestacional e dá algumas dicas para famílias que estão enfrentando esse momento.

 

 

Postado em 5 de outubro de 2017 por Lu Bento

 

 

 

 

“Mamãe, o menino falou que não ia brincar comigo porque os amigos dele são brancos e eu sou marrom. Ele disso que não gosta de marrom.”

“E o que você disse filha?”

“Eu disse que eu gosto de marrom, e que às vezes as famílias são marrom. E toda a minha família é marrom e eu sou linda!”

” Ah é filha? E ele?”

” Ele disse que só brinca com os amiguinhos brancos.”

 

Esse foi o meu diálogo desta manhã com a minha filha caçula, de 3 anos. Ela me contou, com muita naturalidade e sem nenhum sinal de mal-estar que um coleguinha da turma falou que não brincaria com ela porque ela é “marrom”. Quando ela começou a conversa e me disse isso, meu sangue gelou. Um desconforto físico tomou conta do meu corpo e eu percebi que minha filha, minha garotinha que mal deixou de ser um bebê, já está enfrentando o racismo.

Mini Bentia é muito sensível e emotiva, então assim que ela me contou isso eu a imaginei chorando e ficando triste essa rejeição com base em sua cor de pele. Em seguida, perguntei qual foi a reação dela e a resposta me surpreendeu e me acalmou. Ela não se deixou abalar pela rejeição e falou de forma positiva da sua cor de pele.  Não tenho como ter certeza que ela agiu dessa maneira. O racismo nos pega de surpresa e nos deixa sem ação, mesmo quando já sabemos várias respostas para o preconceito. Como essa história está sendo contada por ela depois, é claro que essa reação positiva pode ser uma forma idealizada, pode ser uma construção de como ela gostaria de ter agido na hora, mas que não fez de verdade ou pode até mesmo ser uma forma dela me contar que me deixe feliz com ela, porque sempre falamos em casa o quanto gostamos de ser negros.  O final da história é aquele já narrado, o menino manteve a mesma posição e não brincou com ela.

Mesmo que os fatos não tenham acontecido exatamente assim, é pouco provável que a cena toda seja uma invenção da minha pequena. Crianças negras sofrem racismo na escola desde cedo e é até natural que as crianças não saibam lidar com as diferenças.

Na escola da Mini Bentia, a maioria das crianças são brancas. As professoras também. Então pensando no contexto daquele espaço e nas prováveis relações que esse menino estabelece, o contato com pessoas negras deve ser muito pequeno. Somando-se a isso, a ausência de representatividade negras nos desenhos animados, na publicidade e nos espaços de poder fazem com que a criança branca cresça com uma visão distorcida sobre a negritude.  Eu entendo que a criança branca não queira se misturar com crianças de outras etnias, que prefira ficar entre iguais. O que eu não entendo é que adultos não façam nada quanto a isso. Não entendo como professores e pais não desenvolvem um olhar atendo sobre essas questões, não percebem que as crianças brancas estão afastando as crianças negras ou se negando a brincar ou interagir com elas.

Essa atitude de afastamento a partir da diferença é o embrião do racismo. E ele é alimentado pela falta de educação para as relações étnico-raciais, pela falta de uma atitude pró-ativa para o combate à discriminação racial na infância e pela omissão das pessoas não-negras na luta antirracista.

O caso relatado pela Mini Bentia mostra que essa situação precisa de uma intervenção. Não sei se algum adulto acompanhou o diálogo, nem se esse menino convive com outras crianças negras além da minha filha e essa foi uma atitude pontual, uma justificativa naquele momento pra não brincar com ela. Não sei sequer se a família dessa criança a ensina a se afastar de pessoas negras ou se essa foi só uma percepção da criança de que o afastamento é uma postura adequada diante das diferenças. Não tenho essas respostas.

Só sei que o nosso trabalho de formiguinha só vai resolver parte do problema, a parte que nos afeta e nos faz sofre. Minha filha me contou tudo isso com naturalidade, como se fosse mais um fato corriqueiro da escola e sorriu quando me contou a sua resposta para o menino. Eu posso trabalhar para que ela entenda que é o menino que sai perdendo com essa atitude, que a discriminação racial não é culpa dela e que ele é que está agindo de uma forma errada e mal educada. Mas e a outra parte? Quem trabalhar para ensinar o menino a conviver e respeitar as diferenças? Quem ensina pra criança que essa atitude é racismo? Quer percebe logo na primeira infância as raízes dessa atitude racista e procura combatê-la?

Eu marquei uma reunião com a direção da escola para informar o que minha filha contou essa manhã. Mas nada me garante que as pessoas se interessarão verdadeiramente em por essa questão. Nada me garante que as professoras olharão com amis cuidado para as interações entre as crianças e perceberão essas situações a ponto de intervir. Nada me garante que os profissionais da escola estão habilitados para promover uma educação pra diversidade, que valorize as diferenças e que combata o racismo. Nada me garante que a família do menino será informada para também se dedicar a promover uma educação que respeite o outro e que o ensine a conviver com as diferenças.

Não dá pra colocar toda a carga do racismo nas costas das pessoas negras. O racismo contra negros é um problema gerado pelos brancos e precisa ser combatido por todos.

 

Postado em 1 de outubro de 2017 por Lu Bento

Estou prestes a realizar a minha primeira viagem longa sem as meninas. Pra quem viaja sempre, pode não ser nada demais. Mas pra mim, a proximidade dessa experiência está reativando aquele sentimento de culpa que se instala em todas as mães assim que começam a viver a maternidade.

Viajo para Espanha em outubro para participar da Gira por la Infancia, um grande encontro internacional sobre promoção da participação infantil no mundo. A proposta da viagem é incrível e eu fui convidada a participar devido ao meu projeto 100 meninas negras e todas as atividades que realizo em prol de uma infância sem racismo. É uma grande oportunidade pra mim e estou muito feliz em participar desse projeto.

 

Mas com a proximidade da viagem, eu preciso explicar para as meninas sobre esses dias que estarei fora ( 3  longas semanas!) e como será a dinâmica da casa enquanto eu estiver fora. Decidi começar a falar sobre isso com 1 mês de antecedência para que a gente fosse se adaptando aos poucos. Ao meu ver, seria bem traumático só falar com elas sobre isso na semana da viagem. Queria que elas estivessem envolvidas na preparação da viagem, ma arrumação das coisas e entendessem que essa é uma experiência boa para toda a família.

Aqui em casa temos uma parceria incrível no cuidados das meninas e sei que o pai vai dar conta direitinho da missão. Elas sentirão saudades de mim como pessoa, mas não por se sentirem desassistidas ou desamparadas e isso me dá mais segurança e tranquilidade para viajar. Mas também sei que a saudade vai bater de ambos os lados em algum momento e que não vai ser nada fácil lidar com os apelos de “mamãe, volta logo!” que eu vou ouvir.

Isha Bentia, com 5 anos, consegue compreender melhor e costuma lidar de uma forma bem madura com as frustrações. Ela fica calada, meio triste, mas parece entender quando a gente não consegue atender uma demanda dela. Mini Bentia, com 3 anos e psiciana de corpo e alma, chora sempre que se sente triste. Chora, pede pra gente voltar, abre um berreiro. Mesmo sabendo como ela age, sei que isso vi me abalar e reacender a culpa por estar longe. Não sou aquela mãe super apegada às filhas, que não consegue ficar um dia longe, mas o meu complexo de culpa bate exatamente n

a questão de priorizar algo importante pra mim em oposição a algo importante pra elas.  E essa viagem é uma grande oportunidade pra mim. Além disso, decidi ficar mais alguns dias na Espanha após  o encontro pra conhecer mais a fundo Madrid. Aí já viu né, podendo voltar antes pra casa eu vou ficar sozinha curtindo uma viagem enquanto marido e filhas seguram a onda.

Racionalmente a gente sabe tudo que provavelmente acontecerá, como cada um de nós vai reagir e como enfrentar a situação. Mas a verdade é que e bate um medinho de ficar tão longe delas. De não estar aqui para resolver o problemas, para acolher as meninas quando elas precisam.

 

Viajar sem filhos – a culpa da mãe

 

A verdade é que em nossa sociedade, a mulher é quem assume a maior parte (ou mesmo a totalmente) a responsabilidade de cuidados com as crianças. Então, para uma mulher-mãe viajar sem filhos deixando as crianças aos cuidados de outras pessoas é bem pesado. Primeiro porque você se cobra quando a necessidade de se afastar das crianças por um determinado tempo. Depois porque a sociedade te cobra quanto a isso.

Quantas vezes eu falo que estou prestes a viajar e alguém me pergunta ” E as menina, como vão ficar?” O primeiro pensamento de uma mulher-mãe que queira viajar é quem cuidará dos meus filhos. Se você planeja uma viagem, mas não tem essa resposta na ponta da língua será julgada e mal-falada. Como se nossa vida depois de ter filhos se resumisse a cuidar deles, tê-los sempre como prioridade, abdicar da nossa autonomia como ser humano para viver em função deles.

“É preciso uma aldeia para cuidar de uma criança” já diz o provérbio africano. A gente precisa se aproximar desse conceito como uma mantra e começar a responsabilizar os outros integrantes da nossa rede nesses cuidados. Mãe também é gente e precisamos do nosso espaço. Precismos existir para além da maternidade e essa existência deve ser construída na medida em que gente afrouxa as amarras com as crias. Elas precisam de laços fortes com outras pessoas da rede também.

Estou tentado levar numa boa essa minha primeira experiência de desatar os nós com as meninas e deixar que a minha rede cuide delas.

Postado em 30 de setembro de 2017 por Lu Bento

Estreou ontem na Netflix um dos meus desenhos favoritos dos anos 90, O ônibus mágico. Esse desenho maravilhoso sobre um grupo escolar que aprende sobre ciência viajando em um ônibus mágico e descobrindo as respostas para suas perguntas através da experiência.  Com qualquer produção que busca tornar a ciência mais atraente para as crianças (e pessoas em geral), o desenho foca muito na prática, na compreensão dos fenômenos naturais através da experiência, bem diferente do que as escolas reais fazem, focando principalmente na teoria.

A versão atual do desenho, produzida e transmitida pela Netflix, mantém  o formato de começar a exploração científica a partir de um questionamento de uma das crianças. A professora Frizzle conduz as crianças em uma aventura de aprendizado, onde várias coisas mágicas acontecem e as crianças vão construindo o conhecimento a partir disso. Com a devida atualização tecnológica ( a versão antiga falava em disquetes nos computadores, por exemplo), a série volta com 13 episódios de 25 minutos, um bom tempo para  desenvolvimento de uma história completa sem perder o foco e a atenção das crianças.

Um dos primeiros desenhos animados preocupados com a diversidade e com a representação positiva das diferenças, o grupo de alunos é composto por meninos e meninas de diferentes origens étnicas e personalidades, formando o equilibrado ecossistema onde todos têm um papel importante. Isso é incrível em termos de identificação, principalmente porque a cada episódio criança se torna protagonista, dando destaque para sua personalidade. É um desenho que não hierarquiza as crianças, onde os pretos não estão lá apenas para ser “o melhor amigo do protagonista branco”.

O desenho original foi inspirado em uma série de livros (livros, sempre eles!) escritos por  Joanna Cole  e ilustrados por Bruce Degen qu chegaram ao Brasil através do selo Rocco para jovens leitores. Infelizmente não conheço os livros, mas o desenho animado é incrível e acho uma boa forma de estimular a curiosidade dos pequenos sobre ciências.

Assisti os dois primeiros episódios com a Mini Bentia, mas pra crianças de 3 anos o desenho não é tão interessante ainda. Agora estou assistindo os demais episódios com a Isha Bentia, de 5 anos, e ela parece bem mais interessada em descobrir como as coisas funcionam. De minha parte, vou aproveitar pra fazer também uma maratona dos episódios da primeira versão, as 4 temporadas também estão disponíveis na Netflix!

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