Todos os posts sobre Literatura
Postado em 24 de junho de 2017 por Lu Bento

Olá pessoal!

Existe uma variada literatura voltada pra mães, não é mesmo? São livros e mais livros que nos “ensinam” ou orientam, pra ser mais suave, a educar nossos filhos. A verdade é que pedagogos, médicos, psicólogos, todos querem compartilhar conosco seus anos e anos de estudo e experiencia. Fora a infinidade de livros de mães compartilhando suas experiências pessoais e desabafos sobre a maternidade real.

Esse é o nosso espaço de diálogo sobre esses livros. No leituras maternas desse mês quero falar de 2 livros que li há pouco tempo sobre o assunto, um voltado pera a educação dos filhos e outro de compartilhamento de vivências maternas. Porque entre uma fralda e o apoio à tarefa de casa,  mãe lê e produz literatura!

 

Vamos brincar? Atividades para ensinar bons hábitos para crianças

capa - Vamos brincar

Autores: Eduard Estivill e Yolanda Saenz Tejada

Editora: WMF Martins Fontes

Tenho passado por muitos problemas Não que elas sejam propriamente mal-educadas. As pessoas de fora até as elogiam e falam que são meninas bem educadas. Mas em casa é um terror. Mini Bentia não guarda absolutamente nada do que ela usa e Isha Bentia parece ter uma surdez seletiva que só faz as coisas que pedimos depois de que a gente perde a paciência. Sei que a origem desses comportamentos está muito mais em nós, pais, e em como lidamos com a nossa própria bagunça e desatenção com as demandas delas. Mas também sei que precisamos de ajuda para mudar esses comportamentos em nós e ajudá-las nesse processo educacional. E esse livro entra como uma das ferramentas que têm nos ajudado a melhorar nossa comunicação intrafamiliar.

Eu confesso que fiquei com o pé atrás com relação a essa obra porque o autor, o médico espanhol Eduard Estivill também é autor de um livro bem criticado, Nana Nenê, que “ensina” a estabelecer rotinas de sono para bebês com métodos, no mínimo, polêmicos que estimulam os pais a deixarem as crianças chorando sozinhas por longos minutos. Mas como o livro tava bem baratinho em um saldão da Martins Fontes e, como eu tava bem desesperada em aprender métodos eficientes para lidar com minhas dificuldades na criação das meninas, que eu decidi me aventurar nesse leitura.

A leitura é bem rápida, esse é um livro de consulta porque traz várias atividades para serem feitas com as crianças em diferentes situações e, com isso, ensiná-las bons hábitos. Gostei muito das atividades propostas, algumas já estou começando a por em prática, mas preciso de um tempo para avaliar o quanto elas funcionam pra minha realidade.

De qualquer forma, curti a leitura, fiquei com algumas ideias e com muitas esperanças de que as coisas melhores mor aqui.

Livro nota 3

Mamãe é rock

 

Mamãe é rock

Autora: Ana Cardoso

Editora: BelasLetras

Esse é aquele típico livro de maternidade real. Ana Cardoso trás relatos bem intensos sobre o cotidiano de uma família e a criação de filhos, de forma bem humorada. Sabe aquela sensação de rir da própria desgraça? Não que as situações que passamos no dia-a-dia cheguem a ser uma desgraça, mas algumas são bem frustrantes e sem um pouco de graça não dá pra passar por tudo isso sem ficar maluca.

A leitura é leve e divertida. Aquela típica leitura de relaxamento, sabe? E ideal para quem não tem muito o hábito de ler. A diagramação é bem irreverente, ele lembra muito aqueles livros pra pré-adolescentes sabe, me veio logo na memória aquele antiguinho “Coisas que toda garota deve saber”. Mas é essa identidade visual jovial e irreverente que facilita a conexão com o livro e tem tudo a ver com o próprio conteúdo.

Adorei ler, me identifiquei em muitas partes dele, principalmente porque também sou mãe de duas meninas. E lendo algumas coisas lá fiquei imaginando que provavelmente passarei por situações bem parecidas em alguns anos.

Livro nota 3


E aí, já leram esses livros? Conta pra gente! Até a próxima.

Postado em 24 de maio de 2017 por Lu Bento

Olá pessoal! Vamos falar sobre livros? Existe um ampla bibliografia voltada para mães e no Leituras Maternas compartilho com vocês minha impressões sobre esses livros. O universo materno é abordado de diferentes maneiras nas publicações impressas. Nesse edição, trago pra vocês um livro de exaltação a figura materna e um livro de poesias que ampliam nossos sentidos sobre o maternar.

Leituras

 

 

As mães que mudaram o mundo

Histórias inspiradoras de mulheres que fizeram a diferença para seus filhos e para  mundo

 

mães que mudaram o mundoAutor:Billy Graham

Editora: Habacuc

Comprei esse livro por pura compulsão por livros em uma dessas feiras de saldão. Li esse livro por plena necessidade de estímulo e motivação nessa jornada materna. Sem dúvidas, é um livro cativante. A história e o empenho dessas mulheres em fazer o que elas consideraram melhor para seus filhos é reconfortante. E é exatamente o que se espera quando se pega um livro com forte viés religioso: conforto.

O livro conta a história das mães de grandes personalidades do mundo, mostrando como essas mulheres aturam para que essas pessoas (em geral, homens) se destacassem ou aprimorassem características que foram marcantes para história do mundo. Fiquei um pouco chateada porque essa mulheres são definidas a partir de seus filhos famosos, a mãe de Luther King, a mãe de Condoleeza Rice. Mas entendo que essas mulheres se tornaram interessantes para o grande público devido aos seus filhos famosos. Ah, falando nisso, um dos motivos que me fizeram comprar esse livro foi a curiosidade de conhecer essas mães pretas aí…

No meio da leitura fiquei meio saturada pelo viés religioso do livro, sempre ressaltando a fé dessa mulheres como decisiva no poder de influencia delas ou citando mulheres bíblicas. Pra quem não é religioso, pode ser chato tudo isso. Mas pra quem acredita, pode ser uma mais uma forma de fortalecer a maternidade também na dimensão religiosa.

A escrita é bem simples, a leitura é super acessível para as pessoas que não tem o hábito de leitura e, como são histórias individuais, é perfeito pra mães que nem sempre tem tempo para ler um livro. Dá pra ler fora da ordem dos capítulos e ir buscando as histórias que mais te interessam ou se conectam com o momento que você está vivendo. É aquele tipo de publicação feito pra dar de presente, tem até um espaço de dedicatória na primeira página. E funciona bem como presente viu?

Não foi um livro que eu amei, mas valeu a pena ter lido. E ele continua com espaço na minha estante.

Livro nota 2

Cria Jubal

 

criajubal-202x224

Autora: Adriana Rolim

Editora: Metanóia

Gente, filho é poesia. E praquelas pessoas mais próximas das palavras, só a poesia pra conseguir expressar os sentimentos da gravidez e da maternidade. É isso que a Adriana Rolin faz nesse lindo livro. Esse livro faz você se sentir entrando na intimidade de uma família a cada poesia, conto, relato, fotografia. Amor que transpassa as páginas do livro  nos fazem perceber o quanto essa obra deve ser importante pra essa família.

Além da maternidade, Cria Jubal articula diferentes dimensões do nosso ser, a mulher-companheira, a mulher-ativista, a mulher-amiga, a mulher-artista… todas elas juntas, com essas nuances se sobrepondo. Acaba servido de estímulo para nos vermos completas, perspectiva que muitas vezes é esquecida quando nos tornarmos.

A leitura de Cria Jubal, além de enternecer meu coração, me fez olhar com outros olhos pra mima vivência cotidiana, me vez ver com olhos de poeta o amor que nutrimos uns pelos outros em casa e me estimulou a escrever um pouco mais sobre isso.

Esse é aquele livro pra dar de presente para amiga quando nasce o bebê ou ela descobre que está grávida. Leitura e espera e de conforto.

Onde encontrar: InaLivros

Livros nota 4


E aí, gostaram do Leituras Maternas desse mês? Conta pra gente nos comentários! Tem dicas de livros sobre maternidade? Bora conversar! Até a próxima.

Postado em 30 de julho de 2016 por Lu Bento

Pessoal! Decidi dividir um pouco mais as coisas. Tenho recebido muitos pedidos pra mais dicas de livros infantis no LêproErê, então decidi separar as coisas e só falar de livros infanto-juvenis por lá. E este será o nosso novo espaço pra falar sobre livros mais adultos. Assim a gente fala um pouquinhod e de tudo, não é mesmo? E já que é pra falar de literatura em geral,  eu apelo logo pra minha querida, minha musa, minha top top das galáxias, a Chima. Não sabe quem é Chima?  Acompanhe o primeiro Leituras Maternas  do blog! 

Leituras

Meio Sol Amarelo

 

meio sol amareloAutora: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Cia das Letras

Onde Encontrar: InaLivros

Chimamanda Ngozi Adichie. Se você nunca ouviu falar sobre essa mulher, por favor, volte duas casas. Sério, a Chima – olha a intimidade da pessoa! – é uma das maiores escritoras contemporâneas. Sim, sou apaixonada por ela. Seus livros são maravilhosos, já falei de Americanah aqui e o quanto ele foi inspirador para esse blog e agora venho falar sobre Meio Sol Amarelo.

Em Meio Sol Amarelo, Chimamanda fala sobre disputas étnicas na Nigéria, que resultaram na guerra de Biafra, a partir da vida de duas irmãs gêmeas  Igbo, Ollana e Kainene. A história não é contada linearmente, ela tem idas e vindas e a cada capítulo a história foca o ponto de vista de personagens alternados. Isso torna a leitura bem dinâmica e a gente acaba nem percebendo que está lendo um livro de 504 páginas.

Apesar do tema bem denso, Chimamanda conta a história de uma forma muito humana e apaixonada, e isso tem muito a ver com o fato dela também ser uma mulher de origem Igbo e a narrativa conter inspirações biográficas. Ela se inspirou muito nas histórias contadas por seus pais e familiares que viveram e sofreram durante a guerra.

Sou praticamente da idade de Chima e ouvi falar muito pouco (quase nada mesmo) sobre a guerra de Biafra na escola.  Infelizmente a África não era pauta nas escolas na minha época. Mas lembro bem de referências à fome e à miséria, e daquelas imagens de crianças barrigudas desnutridas morrendo de fome. Foram as imagens das crianças de Biafra que ajudaram a difundir a ideia de que em África só há fome e miséria.

Voltado para a história do livro, Meio Sol Amarelo fala também de histórias de amor (meu lado mulherzinha pira!) e Chimamanda sabe fazer isso muito bem. São romances complexos, com problemas e dinâmicas bem reais, passando longe daquele modelo de amor-romântico redentor dos romances água com açúcar.

Diante de tudo isso, nem preciso falar porque recomendo a leitura né? Chima é maravilhosa!


Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção

 

Espelhos, MIradouros e Dialéticas da PercepçãoAutora: Cristiane Sobral

Editora: Dulcina

Onde Encontrar: InaLivros

A dica agora é um livro de contos. E que livro de contos! Espelhos, miradouros, dialéticas da percepção foi uma leitura para o clube do livro do Leia Mulheres Negras. Já estava com ela em casa, na fila de espera  e por sorte, ele se tornou prioridade devido ao clube de leitura.  Que bom! Porque Cristiane Sobral faz um trabalho muito bonito de reflexões sobre negritude e identidade nessa obra.

Foi uma leitura muito gostosa e que me levou a várias reflexões sobre nossos modos de vida, sobre o impacto do racismo em nossas emoções e sobre a minha própria trajetória de reconhecimento como mulher negra. Uma leitura que vale a pena ser feita.

Acabei fazendo um bate papo com ela sobre o livro para o blog da Ina. Se você ficou curioso sobre a obra, ou se leu e quer saber o que a autora fala sobre ela, leia a nossa conversa no blog da Ina!


Gente, os livros citados hoje estão disponíveis na InaLivros, a minha livraria virtual especializada em literatura negra. E pros leitores do blog há um descontinho especial, basta colocar o código AMAEPRETA10 no final da compra, ok?

Acesse a loja: InaLivros

Então, gostou das dicas? Já leu algum desse livrou ou outros livros dessas autoras? Comente aí… ou então entre em nosso grupo no Facebook voltado para o debate sobre literatura negra, o Quilombo Literário – clube de leitura.

Beijo e até a próxima semana!

Postado em 4 de junho de 2016 por Lu Bento

Olá Pessoal! Estavam  com saudades do LêproErê?  O blog vai passar por uma reformulação em breve, o LêproErê vai virar uma atividade presencial no Quilombo Literário da InaLivros e um quadrinho específico pra crianças aqui no blog, então logo, logo teremos mudanças por aqui e será mais fácil encontrar as dicas de livros infantis. E no novo espaço Leituras Maternas falaremos sobre literatura mais adulta, assim tem espaço pra todo mundo e ainda mais conteúdo literário aqui no blog.

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Mas vamos ao que interessa nesse momento: livros! Hoje vou falar sobre dois livros infantis bem bonitos que eu conheci em maio e um  livro que eu considero leitura obrigatória para pais de crianças negras.

Bora lá?


Diarabi e Mansa

DIARABI-E-MANSA_CAPA-FRONTAL-600x600Autor: Souleymane Mbodj

Ilustração: Judith Gueyfier

Editora: Viajante do Tempo

Onde Encontrar: InaLivros

Sinopse: Há muito, muito tempo, Mansa, um jovem príncipe africano, estava à procura de uma esposa. Mas ele recusava todas as princesas que seu pai lhe apresentava e repetia, sem cessar, que queria compartilhar sua vida com uma pessoa muito especial. Assim começa a história de Mansa, o jovem príncipe de coração puro. Sua generosidade guiará seus passos até a linda Diarabi. O amor que os unirá será único, mágico. Ninguém poderá destruí-lo. Nem mesmo os feitiços e o ciúme de uma bruxa. Nem mesmo a morte…

Que livro lindo! Sério, estou apaixonada pela história e pelas ilustrações dessa obra. É uma história de amor daquelas que superam qualquer obstáculo sabe? Mas com um toque de suspense que prende até mesmo aquelas crianças que não dão bola pra histórias melosas. O autor é um senegalês que vive na França  e tem se dedicado à transmissão da literatura oral africana, então o livro tem uma pegada muito gostosa de história contada oralmente. No final do livro ainda tem uma página linda, com explicações sobre palavras utilizadas ao longo do livro, apresentando um pouco da cultura africana e dos idiomas wolof, do Senegal, e mandiga, de Gâmbia, Guiné, Mali, Burkuna, Senegal e Costa do Marfim.


A Bela Wika Ya Wuwu

a bela wika yawuwuAutora: Neuza Lozano Peres

Ilustradora: Gabriela Guenther

Editora: BestBook

Sinopse: Baseado numa história real, Wika Yawuwu virou Francisca quando aqui chegou. Seus descendentes contam o que ouviam de seus antepassados, que Francisca viera ainda menina para o Brasil como parte do rapto perpetrado por homens que buscavam em várias regiões da África pessoas para escravizar.

É um livro que marca uma resistência africana à escravização, e também nos mostra um resgate de uma ancestralidade que é nossa também. Temos muito poucas referências sobre África e sobre nossa raízes africanas e ter uma história que é contata há gerações pode descendentes dessa mulher é reconfortante e inspirador.


Entre o mundo e eu

Entre o mundo e euAutor: Ta-Nehisi Coates

Editora: Objetiva

Sinopse: Tanehisi Coates é um jornalista americano que trabalha com a questão racial em seu país desde que escolheu sua profissão. Filho de militantes do movimento negro, Coates sempre se questionou sobre o lugar que é relegado ao negro na sociedade. Em 2014, quando o racismo voltou a ser debatido com força nos Estados Unidos, Coates escreveu uma carta ao filho adolescente e compartilha, por meio de uma série de experiências reveladoras, seu despertar para a verdade em relação a seu lugar no mundo e uma série de questionamentos sobre o que é ser negro na América. O que é habitar um corpo negro e encontrar uma maneira de viver dentro dele? Como podemos avaliar de forma honesta a história e, ao mesmo tempo, nos libertar do fardo que ela representa? Em um trabalho profundo que articula grandes questões da história com as preocupações mais íntimas de um pai por um filho, Entre o mundo e eu apresenta uma nova e poderosa forma de compreender o racismo. Um livro universal sobre como a mácula da escravidão ainda está presente nas sociedades em diferentes roupagens e modos de segregação.

Ser uma pessoa negra no Brasil não é tão diferente de ser uma pessoa negra nos Estados Unidos. A proximidade com que determinadas situações são narradas ao longo desse livro e as preocupações de Coates sobre como o racismo afeta diretamente a existência de seu filho são compartilhadas por nós, leitores e pessoas negras brasileiras. É uma leitura muito intensa e poderosa nesse sentido, fundamental para pais de crianças negras e importantíssima para introduzir a conversa sobre racismo com os nossos jovens. O livro aborda questões que não podemos mais fingir que não nos afetam.


Bom pessoal, foi isso!  Semana que vem continuamos com o LêproÊre, e deve sair quinta, como o esperado. Assim que eu tiver um posicionamento quanto as mudanças de layout do site , eu aviso direitinho ok? Enquanto isso, não deixem de ver as dicas de livros que eu publico também no blog da Ina, no site da InaLivros e no nosso projeto #100meninasnegras.

Até semana que vem!


 

Postado em 14 de janeiro de 2016 por Lu Bento

No LêproErê de hoje 3 livros que eu particularmente gosto muito e que eu estava louca pra comentar com vocês. Dois de um super ator voltadas para o público infantil e  outro para ler sozinha(o). Pronta pra conhecer essas obras?

leproere14

 

Livro: Cadernos de Rimas do João

caderno de rimas do joãoEditora: Pallas
Autor: Lázaro Ramos

Sim, o ator Lázaro Ramos é autor de livros infantis! Delícia descobrir que alguem que você admira é multitalentoso né? Cadernos de Rimas do João é o ssegundo livro de Lázaro e é uma obra muito linda. Já falei aqui o quanto me surpreendi com a recepção de Isha Bentia a um livro de poesias. Desde então passei a ter outros olhos para esse tipo de obra voltada para o público infantil, inclusive eu mesma passei a ler e a querer compreender mais a poesia. Mas isso é assunto para outro post. Hoje quero falar do livro de poesias do Lázaro, que de uma maneira muito gostosa nos presenteou com versos simples e curiosos de um eu-poético jovem que ao mesmo tempo que fala de Mãe,de Autoestima e de Acaso. Eu gostei muito do livro, não acho todas as poesias dele tenham agradado às meninas, mas també acho que ele seja mais adequado para um faixa etária maior que a delas ( talvez para crianças com mais de 6 anos).

Além disso, as ilustrações são muito bonitas, um trabalho super bem feito pelo ilustrador Mauricio Negro.

Caderno-de-rimas-do-Joo_ilustrao2

Onde encontra: InaLivros

Livro: A velha sentada

A Velha Sentada
Autor: Lázaro Ramos

Editora: Uirapuru

Esse é o primeiro livro do Lázaro e conta a historia de uma menina que não queria sair do computador, só queria ficar sentada em casa. A historia se desenrola em torno disso em um enredo e bem atual e que fala bastante às crianças de hoje em dia.

O estilo difere completamente da segunda obra do autor, tanto na escrita quanto na estética e formato do livro, mas acho que essa obra é muito adequada para a leitura individual e para ser utilizada em escolas. As ilustrações são bem fofas e chamam a atenção das crianças.

Onde encontrar: InaLivros

Livro: Olhos D’água

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Autora: Conceição Evaristo

Editora: Pallas

Gente, esse livro é uma bomba! Não por ele ser ruim, muito pelo contrário, ele é maravilhoso. A questão é que ele realmente abala as nossas estruturas. É um livro de contos

que fala muito da realidade da população negra, em especial, das mulheres. Conceição nos trás retratos de vivências negras que são marcados por dores, desencontros e fragmentações de nossa existência perpassadas pelo racismo estrutural na qual estamos inseridos e somos alvo. Como em todo livro que fala da população negra, a minha sensibilidade e empatia com as personagens fica ainda mais aflorada e por ser um livro que foca muito na maternidade, foi uma leitura muito impactante pra mim. Já no primeiro conto que dá título ao livro, cai em prantos dentro do ônibus, com moça ao meu lado me perguntando se estava tudo bem e eu tendo que explicar que era só um livro, talvez tentando me convencer também que não há por aí inúmeras pessoas tentando sobreviver nessa sociedade que nos desumaniza.

Não que seja um livro pessimista, pelo contrário, suas histórias intensas e de alta carga emocional nos alerta para a vida que existe além das nossas redes sociais e de convivência ou das novelas de tv.

Não tinha lido nada da Conceição Evaristo ainda, já acompanhava a fama dela e estava ansiosa pra conhecer a obra da autora, e posso afirmar que foi ainda melhor do que eu esperava. Olhos d’água é uma obra que vale muito a leitura, só recomendo que você esteja e um momento emocionalmente bom, pois não é aquela leitura leve e divertida. É uma leitura densa e carregada de emoções, e que ao final, no deixa com a certeza de que um dos maiores atributos da negritude é a resistência.

Onde encontrar: InaLivros

Bom galera, foi isso! Semana que vem tem mais LêproErê!

Postado em 7 de janeiro de 2016 por Lu Bento

No LêproErê de hoje um livro maravilho que foi lançado no final do ano passado e uma surpresinha pra vocês que acompanham o blog (e a página!) da mãe preta. Bora começar os trabalhos de 2016 porque esse ano promete muita novidades e coisas boas!

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Livro: Quando me descobri negra

descobri-negra4Autora: Bianca Santana

Editora: SESI-SP

 

Gente, que livro lindo!  Quando me descobri negra é uma coletânea de cronicas e relatos sobre negritude e identidade que toca o coração. Então, esse livro é assim.

Eu tive o imenso prazer de ler alguns textos do livro antes mesmo de sua publicação por fazer parte junto com a autora do Círculo de Mulheres Negras da Casa de Lua, uma casa feminista de São Paulo. E desde a primeira leitura fiquei encantada com a cadência da escrita de Bianca. Não é (só) porque ela é minha amiga não, mas Quando me descobri negra trás alguns recortes do cotidiano que com os quais nos identificamos e que nos faz perceber que a sutileza do racismo e do preconceito em alguns momentos não deixa marcas tão sutis em que é alvo. Pelo contrário, faz com que a pessoa passe por uma negação da sua própria negritude e  o processo de resgate dessa identidade é também um processo de curas e reconhecimento das suas características físicas e ancestrais.

A leitura é rápida e super fluida, não é nem de longe um livro cansativo de se ler. Excelente leitura inclusive para quem não tem tanto o hábito de ler e uma boa indicação de livro para jovens que estão na efervescência do processo de construção da própria identidade.

Tive o prazer de participar do lançamento do livro com a InaLivros e posso dizer que ele é um dos nossos campeões de vendas nesse fim de ano. E todo mundo tem dado um retorno super positivo, dizendo que gostou muito do livro e se emocionou com ele.

Onde encontrar: InaLivros | site do livro

Por esses motivos, Quando me descobri negra foi escolhido como o primeiro brinde dos nossos sorteios do blog, e como a Bianca é uma pessoa linda, consegui um exemplar com um autografo lindo para a ganhadora. Corre lá na página do sorteio e e participe!

Postado em 3 de setembro de 2015 por Lu Bento

No LêproErê de hoje, destaco 3 livros que podem agradar o público juvenil.

 

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Postado em 30 de julho de 2015 por Lu Bento

Olá pessoal! Hoje é quinta-feira e finalmente voltamos com o LêproErê! No post de hoje, uma história bem fofinha para exercitar a imaginação.

 

Livro: A menina e o tambor

Menina_Tambor1Autora: Sonia Junqueira

Ilustradora: Mariângela Haddad

Editora: Autêntica

Esse é um lindo livro de imagens, ou seja, um livro sem texto nenhum. Perfeito pra aguçar a nossa imaginação. A partir dos desenhos vamos deduzindo a história e isso faz com que ele possa ser lido tanto por adultos e quanto crianças não alfabetizadas. A partir das imagens, fui construindo a história com as meninas e foi maravilhoso!

Eu era meio reticente sobre livros de imagens, achava que era um desperdício fazer um livros e não escrever nada. Mas A menina e o tambor me fez libertar a minha criatividade e experimentar a construção da história junto com elas, com as palavras delas, sem que eu mesma me influenciasse com as palavras da autora.

Acabou que Isha Bentia (2a11m) ficou super feliz em poder ler um livro sozinha. Já combinamos que ela vai contar essa história pro papai essa noite. Mini Bentia (1a6m) não se concentra muito na leitura, mas eu indico o livro para os pequenininhos que estão começando a falar e a perceber as diferentes expressões faciais até aqueles que já estão quase lendo e já conseguem bem identificar os contextos dos desenhos e acompanhar a partir deles a evolução da história.

Esse foi o LêproErê de hoje. Espero que vocês tenham gostado.

 

 

 

Postado em 3 de junho de 2015 por Lu Bento

O I Kalma Aswad será um piquenique com contação de histórias infantis, um evento gratuito e aberto que envolverá toda a família. Entendemos que pais e responsáveis são os educadores diretos de suas crias. Nos cabe fomentar as trocas e a construção de identidades.

cartaz1 kalma aswad

 

Postado em 30 de abril de 2015 por Lu Bento

Chegamos à 10ª postagem do nosso LêproErê! Que delícia né? Que venham ainda mais dicas de livros pra criançada! Estou muito feliz em poder compartilhar minha dicas de leitura com vocês, espero que esteja sendo tão divertido e prazeroso pra vocês quanto tá sendo pra mim. Bora lá?

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Livro Infantil

O mundo no black power de Tayó O mundo no black power de Tayó

Autora: Kiusam de Oliveira

Editora: Peirópolis

 

Tayó é uma menina negra que tem muito orgulho do seu cabelo crespo. Só essa premissa já faria o livro incrível, mas Kiusam consegue superar nossas expectativas nos apresentando uma menina esperta, consciente de sua negritude e de suas raízes africanas.

Esse livro é lindo e a temática é uma das mais marcantes para as mulheres negras. O cabelo, mas do que um atributo estético, é um elemento de identidade. Aprender a gostar do cabelo desde pequena é fundamental para a autoestima das crianças negras, principalmente das meninas, e esse livro faz um exaltação do cabelo crespo que nos inspira.

A menina Tayó enfrenta o racismo na escola com muita segurança e a firmeza de quem saber o seu valor. Estou louca para lê-lo pra minhas meninas, mas acho que elas ainda são um pouco pequenas pra acompanhar o livro todo. De qualquer forma, já são fãs da “tia” Kiusam por causa do livro Omo-Oba: histórias de princesas, que eu apresentei no LêproErê #01.

A edição é em capa dura, o que torna o livro bem resiste nas mãos dos pequenos. O mundo no black power de Tayó é um livro que eu recomendo pra todas as crianças pretas, principalmente para as meninas.

 


E aí, gostaram da dica de hoje? Espero vocês no próximo LêproErê! Até mais.

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