Postado em 7 de janeiro de 2016 por Lu Bento

No LêproErê de hoje um livro maravilho que foi lançado no final do ano passado e uma surpresinha pra vocês que acompanham o blog (e a página!) da mãe preta. Bora começar os trabalhos de 2016 porque esse ano promete muita novidades e coisas boas!

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Livro: Quando me descobri negra

descobri-negra4Autora: Bianca Santana

Editora: SESI-SP

 

Gente, que livro lindo!  Quando me descobri negra é uma coletânea de cronicas e relatos sobre negritude e identidade que toca o coração. Então, esse livro é assim.

Eu tive o imenso prazer de ler alguns textos do livro antes mesmo de sua publicação por fazer parte junto com a autora do Círculo de Mulheres Negras da Casa de Lua, uma casa feminista de São Paulo. E desde a primeira leitura fiquei encantada com a cadência da escrita de Bianca. Não é (só) porque ela é minha amiga não, mas Quando me descobri negra trás alguns recortes do cotidiano que com os quais nos identificamos e que nos faz perceber que a sutileza do racismo e do preconceito em alguns momentos não deixa marcas tão sutis em que é alvo. Pelo contrário, faz com que a pessoa passe por uma negação da sua própria negritude e  o processo de resgate dessa identidade é também um processo de curas e reconhecimento das suas características físicas e ancestrais.

A leitura é rápida e super fluida, não é nem de longe um livro cansativo de se ler. Excelente leitura inclusive para quem não tem tanto o hábito de ler e uma boa indicação de livro para jovens que estão na efervescência do processo de construção da própria identidade.

Tive o prazer de participar do lançamento do livro com a InaLivros e posso dizer que ele é um dos nossos campeões de vendas nesse fim de ano. E todo mundo tem dado um retorno super positivo, dizendo que gostou muito do livro e se emocionou com ele.

Onde encontrar: InaLivros | site do livro

Por esses motivos, Quando me descobri negra foi escolhido como o primeiro brinde dos nossos sorteios do blog, e como a Bianca é uma pessoa linda, consegui um exemplar com um autografo lindo para a ganhadora. Corre lá na página do sorteio e e participe!

Postado em 10 de dezembro de 2015 por Lu Bento
A vida não tá fácil pra ninguém. Eu sei. Mas quando você não está bem consigo mesmo, a vida fica ainda mais difícil de se levar. É o que está rolando por aqui. Em meio a uma maré de planos frustrados, como não conseguir dar contada da pós, do blog, das crianças, do casamento, dos meus projetos pessoais… E de tudo mais que se acumula como a bagunça na minha casa, o desânimo bate, entra, senta e fica pra um cafezinho que se estende ao longo do tempo.
Pois é, ando cansada e desanimada pra caramba, sem estímulo pra nada e fazendo só o necessário pra não parar de vez. Em meio a essa sobrecarga física e emocional, aqueles cuidados básicos com a nossa autoestima vão sendo deixados de lado. Tenho que sair? Qualquer roupa limpa serve! Tenho que comer? Qualquer coisa que mate a fome rápido já dá conta. Cuidar da aparência, da saúde? Nem pensar!
Mas como isso aqui não nasceu pra ser um muro de lamentações, bora falar de coisa boa (e não é Tekpix!).
Tenho circulado muitos eventos voltados para a valorização da população negra nos últimos meses. O trabalho com ablackwomenlivraria InaLivros está muito bacana e tem nos proporcionado uma vivência muito rica neste sentido. Em geral, a mulherada vai super produzida, com a maquiagem, o cabelo, as roupas impecáveis. É um verdadeiro desfile de divas! E eu lá, toda mais ou menos, com roupa que estava  minimamente decente. No começo isso nem me incomodava, mas agora tenho prestado mais atenção nas fotos e vejo o quanto o meu visual largado pesa na minha (falta) de autoestima. Parece que eu não pertenço a esse lugar no qual as mulheres cuidam dos filhos, do próprio negócio e ainda conseguem desfilar lindas por aí. E talvez de fato não seja esse o meu universo. Mas com certeza não sou um ser totalmente avesso a ele, se fosse nada disso me incomodaria tanto.
Como já falei antes, estou em uma constante luta contra a minha falta de disposição para me produzir, me cuidar… Mas esse mês, no Odarah Bazar, aconteceu algo que me fez refletir mais sobre a minha aparência e sobre como eu tenho lidado com tudo isso. Uma amiga tem uma marca de roupas, a Camisetas Jazztopia,  e durante a montagem do evento, por um acaso, ela me mostrou um vestido lindo que ela tinha acabo de produzir. Na hora eu achei linda, mas quando ela disse ser tamanho único,  imaginei que não caberia em mim. Depois decidi provar o vestido, certa de que não caberia e morrendo de medo de alargar tentando vestir. Fui para o banheiro, e inicialmente tentei provar do cima do meu próprio vestido, já que ele não caberia em mim mesmo. Quando o vestido coube, vi que precisaria tirar o vestido e baixo pra poder ver realmente o modelo. Tirei a minha a roupa, coloquei tudo de novo e ai a magia aconteceu: eu me vi linda!
Sério, há tempos não me via assim! O vestido tem um decote que valorizou meios seios de uma forma que eu não tenho me permitido usar nos últimos anos. Seja porque eles estão grandes demais depois de ter engordado e amamentado, seja porque não dá pra usar decotes tendo que pegar criança no colo e no chão toda hora. Enfim, eu me senti maravilhosa com o vestido.

O vestido Jazztopia

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Depois que eu vesti este vestido parece que minha energia mudou. Me sentido mais bonita, eu me senti mais confiante, mas segura. Passei a andar com a coluna ereta, com a postura melhor. Passei a falar com mais firmeza. Parecia que eu tinha voltado a ser a mesma mulher de anos atrás. E o mesmo tempo que foi reconfortante, foi revelador pra mim perceber o quanto da minha personalidade e do meu modo de ver e encarar a vida estão escondidos em uma capa de desleixo que eu insisto em usar cotidianamente.
Aquele vestido me fez perceber o quanto minha autoestima precisa ser trabalhada para que eu possa ter forças e ferramentas para conseguir alcançar alguns dos meus objetivos que foram tão negligenciados neste ano. Então eu tomei uma decisão: 2016 precisa ser um ano de retomada da minha autoestima como mulher, como mãe, como profissional, como pessoa. Preciso cuidar mais de mim. E é nesse sentido que eu pretendo trabalhar em 2016.
É difícil pensar que as curicas não podem vir em primeiro lugar nas minhas decisões, mas como cuidar delas se eu não consigo cuidar nem de mim? Já estava planejando fazer um quadro de inspirações para 2016 e esse episódio me fez decidir que meu primeiro quadro de inspirações deverá focar a minha saúde e bem estar. Isso significa que finalmente farei algo concreto para cuidar da minha saúde, bem como para melhora a minha autoestima. Isso envolve reeducação alimentar, exercícios, idas aos médicos,  cuidados com a pele, com o cabelo, com as unhas.
Assim como em 2015 eu decidi me expor mais, no sentido de não ter medo de falar o que eu penso e de ser vista pelas pessoas,  para 2016 eu decido me olhar mais. Me enxergar mais. Sei que o não-olhar para a minha aparência é uma tentativa de não ver também minhas dores e feridas internas, emocionais. E por isso mesmo acredito que o processo de cuidado estético servirá como um portal para que eu cuide também de feridas que eu cultivo consciente ou inconscientemente nos últimos anos.
Não será fácil, não será rápido, não será simples. Mas quando eu vesti aquele vestido a autoestima voltou. E eu não estou disposta a deixá-la escapar novamente.
Postado em 27 de maio de 2015 por Lu Bento

Mini Bentia tem  olhos claros. Não claros de verdade, talvez cor de mel. Um pouco mais claro em  comparação com os meus olhos e os olhos da irmã. Infinitamente longe de serem “olhos claros”. Mas ainda sim essa é uma característica de chama a atenção de algumas pessoas.

Postado em 30 de abril de 2015 por Lu Bento

Chegamos à 10ª postagem do nosso LêproErê! Que delícia né? Que venham ainda mais dicas de livros pra criançada! Estou muito feliz em poder compartilhar minha dicas de leitura com vocês, espero que esteja sendo tão divertido e prazeroso pra vocês quanto tá sendo pra mim. Bora lá?

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Livro Infantil

O mundo no black power de Tayó O mundo no black power de Tayó

Autora: Kiusam de Oliveira

Editora: Peirópolis

 

Tayó é uma menina negra que tem muito orgulho do seu cabelo crespo. Só essa premissa já faria o livro incrível, mas Kiusam consegue superar nossas expectativas nos apresentando uma menina esperta, consciente de sua negritude e de suas raízes africanas.

Esse livro é lindo e a temática é uma das mais marcantes para as mulheres negras. O cabelo, mas do que um atributo estético, é um elemento de identidade. Aprender a gostar do cabelo desde pequena é fundamental para a autoestima das crianças negras, principalmente das meninas, e esse livro faz um exaltação do cabelo crespo que nos inspira.

A menina Tayó enfrenta o racismo na escola com muita segurança e a firmeza de quem saber o seu valor. Estou louca para lê-lo pra minhas meninas, mas acho que elas ainda são um pouco pequenas pra acompanhar o livro todo. De qualquer forma, já são fãs da “tia” Kiusam por causa do livro Omo-Oba: histórias de princesas, que eu apresentei no LêproErê #01.

A edição é em capa dura, o que torna o livro bem resiste nas mãos dos pequenos. O mundo no black power de Tayó é um livro que eu recomendo pra todas as crianças pretas, principalmente para as meninas.

 


E aí, gostaram da dica de hoje? Espero vocês no próximo LêproErê! Até mais.

Postado em 13 de abril de 2015 por Lu Bento

Pedir um beijo pra uma criança é uma prática comum. Nunca nos questionamos quanto a isso e o quanto esse simples pedido pode ser invasivo pra uma criança.

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Fonte: lovelyandbrown.tumblr.com via pinterest

Postado em 10 de abril de 2015 por Lu Bento

A Xuxa postou uma foto em seu facebook com uma camiseta com uma campanha contra o racismo. Não é de hoje que ela é questionada sobre a ausência de paquitas negras. Eu, que nunca pensei que falaria sobre Xuxa aqui, faço uma carta aberta a ela.

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Postado em 8 de abril de 2015 por Lu Bento

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Somos um casal de leitores. Amamos livros e esse amor vêm desde antes de nos conhecermos, então quando nos casamos posso dizer que  coisa ficou crônica. Antes das meninas, nossos livros tinham um lugar de destaque na casa, são (eram né, a coleção já cresceu!) três estantes dessas de ferro completas e mais alguns livros espalhados pela casa. Sempre carregamos aquele livro na bolsa pra uma leitura no meio do caminho, sempre  temos um livro ao lado da cama pra ler antes de dormir.

Postado em 6 de março de 2015 por Lu Bento

autoestima como empoderamento feminino

Um dia entrei no meu facebook e vi uma imagem na minha linha do tempo com a seguinte frase: “Uma mãe que irradia amor próprio  e autoconfiança, na verdade, vacina sua filha contra baixa autoestima.“* Aquilo me marcou. Sou mãe de duas meninas e minha autoestima ia ladeira abaixo desde que perdi meu primeiro bebê. Percebi que era hora de fazer alguma coisa concreta ou minhas filhas cresceriam tendo um péssimo exemplo em casa.

Me olhei no espelho demoradamente e refleti sobre o que eu vinha fazendo por mim mesma nos últimos 7 anos. Logo depois que perdi o primeiro bebê (ainda espero conseguir parir um relato de aborto e da violência obstétrica que sofri na ocasião), comecei a estudar pra concursos públicos. Não demorou muito e passei em alguns e foi bem elogiada pelas pessoas com quem convivo. Todos reconheciam o quão difícil é passar em um concurso e que eu tinha conseguido até relativamente rápido resultados pelos meus esforços. Para mim, eu simplesmente não tinha feito mais que a minha obrigação, afinal, era para isso que eu estudava. Me concentrava mas nos concursos que eu não passei e vivia remoendo o fato de ter errado várias coisas bobas nas provas. Nos concursos que eu passei me comparava com os primeiros colocados e me achava burra por não ter conseguido melhores posições.

Na faculdade, não procurava um grupo de pesquisa porque não me achava boa o suficiente. Fazer a prova do mestrado então, nem pensar! Da menina que falava bem nas aulas e não tinha problemas em se expressar em público quando criança pouco restou. Expressava minhas opiniões cada vez menos e com isso ia me anulando.

A verdade é que eu me culpava enormemente pelo aborto. Se eu não era capaz de segurar um bebê na barriga, o que eu poderia fazer direito? Nada né! Uma baixa autoestima que inicialmente pode ter sido motivada por um fato que me trouxe enorme tristeza foi se perpetuando ao longo do tempo e afetando todos os setores da minha vida. Quando engravidei de Isha Bentia, eu já sabia que precisaria ficar de repouso durante toda a gravidez. A sensação de estar mais doente do que grávida permeou os nove meses e reforçou em mim mais uma sensação de  “fracasso”. Nem uma gestante normal eu poderia ser! A amamentação exclusiva que também não rolou (meu relato de amamentação pode ser visto aqui) foi outro marco nesse meu processo de autodepreciação.

Quando Mini Bentia chegou, achei que conseguiria parir naturalmente. Não consegui. Precisei de uma cesárea no meio do trabalho de parto e acabei com mais um motivo pra me autossabotar emocionalmente. Então eu me tornei aquela que não consegue segurar um bebê no útero sem ajuda externa, não consegue ter uma gestação normal, não consegue parir e não consegue amamentar. Que porcaria de mãe que eu sou? Que porcaria de mulher/mamífera eu sou?

A terapia sempre ajuda neste lado mais deprê da coisa, mas nem sempre consegue nos fazer lidar com essas pequenas autossabotagens cotidianas. A falta de tempo e duas crianças pequenas pra criar me davam passe livre pra priorizar as necessidades das meninas, da casa, do marido, do trabalho e deixar as minhas demandas para último plano. Quero comprar uma roupa nova? Não posso, tenho que comprar isso pras curicas. Preciso me exercitar? Não posso, não tenho tempo livre. Quero voltar a estudar? Não posso, deixa o marido primeiro. Gostaria de fazer tal coisa? Não posso, tenho que cuidar da casa.

Nunca fui das mais vaidosas, mas percebo que nos últimos anos tenho ficado cada vez mais largada. Com a chegada das filhas então, meu tempo pra cuidar de mim mesma foi reduzido a zero e eu não fazia nada pra mudar isso. E nem me lamentava muito quanto a isso, a falta de tempo era a minha justificativa pra andar por aí toda largada.

Então, quando eu vi essa imagem com a frase eu percebi que se não começasse a fazer algo por mim minhas filhas teriam como exemplo uma mãe/mulher que não se cuida, que não se ama.

Por isso decidi começar a cuidar de mim. Claro que começar a se cuidar é um processo e escrever o blog faz parte disso. Precisei começar a escrever pra encontrar uma forma de me expressar, de expressar minhas opiniões e sentimentos e sair da letargia do “tá tudo bem.” o tempo todo. E me expressando consegui me enxergar.

Não estou ainda fazendo nem um terço do que eu gostaria de fazer por mim mesma, mas já tenho tempo pra me exercitar, já cuido melhor da minha pele, do meu cabelo, da minha saúde. Estou me organizando pra voltar a estudar. Já consigo gastar meu dinheiro com algo pra mim sem culpa. Consigo ir ao médico e ao dentista quando preciso e comecei a tirar algumas selfies quando gosto do meu visual. São pequenos passos mas são fundamentais. Isso tudo é empoderamento. Cuidar de si é um processo que não pode ser colocado como um item menos importante na lista de prioridades. Estou cuidando de mim, e assim cuido delas.

Que essa minha mudança de atitude comece a vacinar minhas meninas desde pequenas.

* Pesquisando na internet, as informações indicam que a frase é de Naomi Wolf. Não consegui encontrar uma fonte realmente confiável que me confirmasse essa informação. Quem souber confirmar a autoria, por favor, me ajude.

Postado em 23 de janeiro de 2015 por Lu Bento

LêproErê é um espaço do nosso blog pra falarmos sobre livros. Não só sobre livros infantis, mas também livros paradidáticos, quadrinhos, livros sobre criação de filhos, livros sobre educação e literatura em geral. A ideia do espaço é comentar e divulgar obras que de alguma forma contribuam para o empoderamento das mães pretas,  de suas filhas e  seus filhos.

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A princípio farei comentários sobre livros que eu li e livros que eu li com as minhas filhas. Se você tiver lido algum livro que seja uma boa indicação para as mães pretas deste espaço mande sua contribuição, com o título LêproErê para o nosso e-mail: contato@amaepreta.com.br

Pra começar bem, vamos falar logo de 3 livros. Um infantil, um infantojuvenil e um para adultos.

Infantil

Omo-Oba
Livro: Omo-Oba – Histórias de Princesas
Autora: Kiusam de Oliveira
Ilustrações: Josias Marinho

 

“As histórias desse livro mostram como princesas se tornaram, mais tarde, rainhas.” Assim Kiusam de Oliveira começa a apresentação do seu livro. Já deu vontade de ler né? Ainda mais eu que sou mãe de duas meninas e me preocupo muito em apresentar elementos que elevem a autoestima delas e as ajude a lidar com o preconceito a que estamos sujeitas. Nesse livro, a autora conta alguns contos de orixás de uma forma bem lúdica e simples, perfeito pra crianças terem um primeiro contato com essas histórias. A linguagem é simples e bem delicada, sempre elogiando as figuras femininas. Eu achei lindo!

Isha Bentia adora pegar o livro e ficar apontando as princesas e dizendo quem é quem “essa é a Mini Bentia, essa é a mamãe, essa é a vovó, essa sou eu…” Só de poder pegar um livro e ter essa identificação já me apaixonei.

Como a própria Kiusam fala, ela reforça características que julga serem capazes de empoderar meninas de todos os tempos.

E pra completar,  a galera do LivroClip fez um clip fofíssimo com uma dessas histórias. Confere aí:

Livro infanto-juvenil

LêproErê - Aya1LêproErê - Aya2

Livro: Aya de Youpongon
Autor: Marguerite Abouet
Ilustrador: Clément Oubrerie

Para os adolescentes – e os adultos também – a dica de hoje é uma série de histórias em quadrinhos chamada no Brasil de Aya de Youpongon. Aya é uma adolescente da Costa do Marfim que, junto com suas amigas Bintou e Adjoua, vive os mesmos dilemas de tantas outras jovens de sua geração: garotos, gravidez na adolescência, festas e dúvidas sobre o futuro. Eu adoro quadrinhos e quando vi as histórias de Aya me apaixonei. Minha afilhada adolescente também gostou. A série conta com 5 volumes, mas infelizmente só foram lançadas no Brasil as duas primeiras partes da história. Tomara que os outros volumes sejam publicados no Brasil!

Confere aqui o vídeo da LPM Editores promovendo o livro:

Livro Adulto

Americanah

Livro: Americanah

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Companhia das Letras

Gente, que livro é esse???? Não sei como eu ainda não tinha lido a Chimamanda! Ela é ótima! Americanah é um livro dinâmico e envolvente, conta a a história de Ifemelu e Obinze, um casal de nigerianos que se afasta quando Ifemelu vai pros Estados Unidos estudar. O livro, ora na visão de Ifemelu, ora na de Obinze conta um pouco sobre como é a vida dos imigrantes africanos fora do seu país de origem.

É um banho de autoestima e empoderamento feminino. Ifemelu é minha diva, e foi o estopim para que eu tomasse coragem e começasse o blog. Mal acabei de ler Americanah já percebi que eu precisava ler tudo que a Chimamanda tivesse escrito. Já estou com 2 livros dela na fila e em breve eles estarão por aqui também.  Leitura super recomendada!

Pra completar, existe um clube do livro no facebook para discussão de literatura negra. O livro debatido esse mês é Americanah. Já leu o livro e quer participar? Se inscreve aqui!

Começamos com 3 excelentes livros que eu adoro!

Até o próximo!

Veja mais em Literatura e Literatura juvenil e Literatura para adultos


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