Postado em 11 de setembro de 2016 por Lu Bento

Não é fácil lidar com problemas de saúde. Quando esses problemas estão relacionados à gravidez então, fica muito mais difícil de lidar. Toda mulher que quer ser mãe, se descobre grávida e enfrenta problema de saúde durante a gestação sabe o quanto isso perturba o nosso emocional. Hoje quero dividir com vocês a minha experiência de enfrentar duas gestações de alto risco.

Médico é um tipo complicado. Não sei se por lidarem tanto com doenças ou pelo volume de trabalho mais muitos deles vão perdendo a empatia com o passar do tempo e acham que podem falar conosco sobre os nossos problemas de saúde com a mesma naturalidade como falam entre si. Pois bem, gravidezes que necessitam de uma atenção especial, seja por questões de saúde da mãe ou do feto são classificadas como de alto risco. E quando você recebe a informação de que a sua gestação é de alto risco, o desespero toda conta de tudo.

Eu sei bem como é essa situação. Já precisei induzir 2 abortos por IIC e me tornei hipertensa aos 22 anos, o que me fez passar por duas gestações com grande risco de desenvolver pré-eclampsia ou eclampsia. Histórico nada favorável né? Pois é, mas não me fez desistir de ter minhas filhas.

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Não sei se o caso de vocês tem a ver com alguma situação prévia de saúde, como a minha hipertensão por exemplo, tem a ver com alguma intercorrência gestacional, como a diabetes gestacional o mesmo a IIC, ou se está relacionado a um situação externa que aconteceu durante a gravidez e colocou a sua gestação sob cuidados especiais.   Na realidade, seja qual for o motivo para sua gestação atual ou futura ser classificada como de alto risco, será preciso algumas atitudes para que seja menos difícil encarar os desafios e as limitações decorrentes dela. Eu não te digo que será fácil, não será. Mas apesar das dificuldades, estar grávida pode ser uma experiência muito gostosa e te trazer boas lembranças.

Então vamos falar hoje em 5 passos para encarar uma gestação de risco.

1º passo – acompanhamento médico

O primeiro passo pra encarar uma gestação de risco é ter um acompanhamento médico de confiança. E pra isso, hipertensão na gravidez - gestação de riscoprecisamos de pelo menos dois requisitos: um médico que saiba sobre a sua especificidade de saúde e que saiba te acolher emocionalmente, que se passe segurança e esperança de que sua gestação chegará ao final. Um requisito não funciona sem o outro. Não adianta o profissional ser especialista que se ele faz pouco caso dos seus receios. Precisamos de apoio emocional para dar conta do desafio de gerir uma criança e tratar de uma questão delicada de saúde.  Da mesma forma, não adianta um profissional generalista, que faz o procedimento padrão de uma gravidez sem risco e não presta muita atenção às suas especificidades de saúde.  Isso não dá certo!  Então, buscar um acompanhamento médico que te acolha como um todo, em suas incertezas emocionais e suas necessidades de saúde é fundamental.

2º passo – grupo de apoio

O segundo passo é buscar grupos de apoio. Buscar suporte em outras mulheres que passaram ou passam por situações parecidas com a sua. No meu caso, os grupos de gestantes com IIC foram um suporte maravilhosos. Lá eu aprendi muito mais sobre a minha gestação, os riscos e as possibilidades de tratamento. Além disso, pude compartilhar a minha história com outras mães  e mulheres de histórias parecidas. Pude vibrar com cada nascimento e consolar cada mãe que perdia seu bebê. E saber que você também tem a possibilidade de ter esse apoio é muito estimulante. Dividir nossas dúvidas e anseios com quem vive a mesma coisa que a gente é uma forma de multiplicar forças. Então eu recomendo que você procure esse grupos de apoio nas redes sociais e nos fórum de gravidez.

3º passo – pensamento positivo

O terceiro passo é manter o pensamento positivo. Manter o foco no que pode dar certo, visualizar a sua gravidez  transcorrendo sem grandes percalços. A gente sabe o quanto o poder do pensamento influencia na nossa saúde e na energia que a gente passa para o bebê. Enquanto for possível se manter motivada e confiante, é preciso manter esse estado de espírito. Se você acredita em algo, tem alguma religião, sei lá, essa é a hora de se apegar a sua fé. De vivenciar a sua fé e confiar. E não precisa ser religiosa pra ter fé. Ter fé é acreditar e se você é cética, acredite que ciência, na tecnologia e nas estatísticas que dizem ser possível ter o seu filho.

Uma dadas formas de se manter positiva é pesquisar e estudar muito sobre o seu caso. Até para que você possa se basear nas técnicas e métodos que já deram certo. Mesmo que as estatísticas sejam baixas, existe aquele 1% que deu certo, não existe? Foque nesses casos de sucesso, aprenda com eles e acredite ser possível também para você.

4º passo – viva o momento

gestação de risco - repousoO quarto passo é viver o momento. Sim, viva um dia de cada vez. Comemore cada dia, cada semana, cada mês que você consegue avançar. Pensar na gravidez como um todo, com as suas 40 semanas, pode ser um tanto assustador. É muito tempo! Agora, se você divide em pedaços menores de semanas, dias, fica mais leve a você saboreia vitórias pouco a pouco. E novas conquistas nos deixam ainda mas motivadas. Eu costumava ter metas. Tipo, Chegar a “20 semanas” e isso em deixava animada, porque quando eu chegava, eu via que eu podia ainda mais. Eu celebrava uma vitória e me sentia mais motivada e confiante.

Outra forma de viver é o momento é fotografar, filmar, registrar da melhor forma possível a sua gravidez. Porque por mais que seja um momento difícil emocionalmente e fisicamente pra você, é o momento que você está gerando sua cria! Viva isso! Não se deixe levar pelas dificuldades, se você quer uma festa de chá de bebê mas está de repouso absoluto, faça a festa no quarto! Se você quer um ensaio gestante, mas está internada, faça no hospital! Dê um jeitinho, faça adaptações e viva o seu momento da forma que for possível.

5º passo – apoie quem te apoia

E o quinto passo é motivar quem está a sua volta. Eu sei, que o “certo” era a gente estar recebendo apoio emocional das pessoas a nossa volta. O problema é que quando as pessoas não entendem direito sobre um problema, elas tendem a tentar nos consolar. E neste caso, a gente precisa de apoio emocional e não de cgestação de risco - apoio familiaronsolo. Então, todos os passos anteriores nos fortalecem que a gente possa fortalecer aqueles que não tem tanta motivação como nós. A gente precisa passar pra eles essas postura e essa energia de confiança, porque é a partir da nossa segurança em encarara as dificuldades que eles vão sair daquela zona de medo e passar a confiar também que tudo vai dar certo. Então, por mais que seja contraditório, precisamos ajudar as pessoas que irão nos ajudar nos momentos de fraqueza.

A gente sabe que as pessoas podem fraquejar em algum momento, mas quanto menos a gente se abala com as dúvidas do outro e quanto mais a gente consegue mostrar confiança de que vai dar tudo certo, mas os outros recebem essa energia positiva e passam a perceber que se você que a é a gestante está confiante e fazendo o melhor pra conseguir ter esse(s) bebê(s), não há motivos para que as outras pessoas fiquem tão pessimistas.

Gestação de Risco – Infográfico

Pra ficar um pouco mais visual 5 passos fundamentais para conseguir levar a termo uma gestação de risco sem perder a sanidade, fiz um infográfico pra vocês. Seguindo esse 5 passos você estará muito mais preparada para encarar os desafios de uma gravidez delicada.

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Então moça, é isso. Se você está grávida ou pretende engravidar e já sabe que pode ter uma gestação de risco, espero que essas dicas tenham te ajudado.  Caso queira conversar sobre isso, deixe um comentário aqui ou me escreva por e-mail. Eu entendo bem o quanto uma gravidez de risco pode ser solitária e desafiadora mesmo quando a gente tem apoio da família e dos amigos.

Postado em 4 de abril de 2015 por Lu Bento

Hoje é uma data marcante pra mim. É uma daquelas datas que só faz sentido pra quem vive. Uma daquelas datas que a gente não consegue esquecer.

Postado em 22 de fevereiro de 2015 por Lu Bento

Fala galera! No LêproErê de hoje temos 2 livros, um pras mamães e outro pra criançada!

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Livro Infantil

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Livro: Meu Primeiro Grande Livro de Formas e Cores

Editora: Ciranda Cultural

Demos este livro como presente de Natal para Isha Bentia e a curica simplesmente A-D-O-R-O-U!!! Foi um sucesso assim que a menina abriu.  É um livrinho de atividades com um caneta mágica que quando pressionada na resposta correta emite um som de aprovação e quando pressionada em outro lugar emite um som de erro. Ela ficou encantada! Me arrependi de só ter comprado um. Já estou atrás da coleção toda! E com certeza este livro entra pra minha galeria de presentes pra crianças.

Isha Bentia está aprendendo as formas e as cores, então o livro é bem adequado pra idade dela (2a6m). E a gente pode fazer outras perguntas além das que já vem no livro, deixando a brincadeira ainda mais interessante. Ela fica feliz da vida quando acerta a resposta!

Em tempos de internet, tablets, telas touch e tudo mais, e com uma mãe hiperconectada, a curica aqui já está ligadinha nas tecnologias. O legal desse livro interativo é que trás um pouquinho da dinâmica dos aparelhos eletrônicos para o bom e velho livro de papel.

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A menina já brincou tanto que a caneta já está perdida por aí.

Livro Adulto

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Livro: O livro da maternagem

Autora: Dra. Relva

Editora: Schola

 

A dica de hoje é um livro que deveria ser como uma bíblia da maternidade. Tá com um dinheirinho e quer investir em um livro pra ler durante a gravidez? Compra O Livro da Maternagem! Não, ele não custa uma fortuna, e comparado com esse tipo de livro está até com um preço bem em conta. É que nesse caso, é realmente um investimento, se formos analisar o retorno que você terá com a leitura dele.

Ele é uma espécie de manual para grávidas e mães, no estilo do famoso “A bíblia da gravidez” só que muito mais adequado à realidade brasileira e totalmente voltado para quem se preocupa em receber e criar um novo ser com respeito e dignidade. O livro, totalmente baseado em evidências científicas, trás uma perspectiva moderna e atualizada sobre a maternidade, amamentação, criação com apego, humanização do parto e sem deixar de lado orientações sobre cuidados com a criança, alimentação, entrada na escola… enfim, o livro é bem completo. Organizado por uma pediatra, o livro procura cooperar na busca da saúde integral da criança e isso vai muito além de dar um remedinho quando a cria apresenta algum sintoma. Diferentes profissionais colaboram com artigos nos propiciando uma visão ampla da maternagem.

Vale muito a pena pra quem já tem filhos também. Ele definitivamente não se restringe só a gravidez. E ainda oferece uma ampla sugestão de leituras complementares sobre os diversos temas. Ah, o livro é grande e pesado, isso dificulta levar o livro pra todo canto. Mas pro pessoal que curte e-books, ele é vendido também na versão digital.

Ele surgiu a partir de uma comunidade do Orkut (o falecido deu bons frutos!), a Pediatria Radical que hoje continua fazendo sucesso no Facebook.

Foi o melhor livro sobre maternagem que eu já vi e fico muito feliz em ter descoberto ele com as minhas curicas ainda pequenas, porque tenho muito a aproveitar.

Até o próximo!

PS: As fotos estão péssimas. Prometo me esforçar mais como fotógrafa na próxima vez.

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