Postado em 22 de março de 2018 por Lu Bento

No domingo passado realizamos mais uma atividade presencial, a oficina Família Leitora – mediação de leitura afetiva. Foi uma oportunidade incrível de compartilharmos com outras famílias nosso interesse por leitura e algumas ideias que colocamos em prática para  fomentar o prazer o o hábito de ler em nossa família.

Família Leitora - banner

Poder compartilhar nossas pesquisas e práticas sobre o assunto é sempre um momento de extrema alegria e realização. Eu e o Leo acreditamos na leitura como ferramenta de empoderamento das crianças, principalmente das crianças negras, e  uma oportunidade incrível de estreitamento de vínculos afetivos. Por isso, sempre que temos a oportunidade de dividirmos nossa experiência com  outras famílias fazemos isso com muita satisfação.

A oficina deste final de semana foi parte das atividades do evento Mostra de Literatura Negra Ciclo Contínuo, na qual também  participamos na produção e mediação de algumas mesas. De um modo geral, foi um evento com programação variada, que atraiu diferentes públicos e promoveu a literatura com protagonismo negro. Foi muito gratificante participar de uma iniciativa como esta e contribuir de alguma forma para a divulgação da literatura negra.

 

A oficina Família Leitora

Família Leitora - oficina

A oficina foi uma realização para nós. Sempre pensamos formas de compartilhar com outras famílias as coisas que temos aprendido na convivência e educação das meninas. O nosso trabalho com literatura nos levou a valorizar muito a leitura como ferramenta de construção de vínculos afetivos. Por isso, realizar uma oficina de mediação de leitura para famílias se tornou um grande projeto da nossa família.  Fazemos isso em conjunto, compartilhando os conhecimentos que adquirimos na prática cotidiana e com todos os estudos que fazemos nessas áreas.

 

Já trabalhamos com oficinas para educadores apresentando literatura com protagonismo negro e como esses livros podem ser utilizados na prática escolar. Mas é muito diferente quando a gente decide compartilhar com outras famílias as ideias e práticas que funcionam aqui em casa e que nos ajudam a fomentar o hábito de leitura. As meninas ainda não são alfabetizadas, mas posso afirmar com muita tranquilidade que elas já são grandes leitoras.

Nosso objetivo é levar a oficina Família Leitora para mais espaços e compartilhar com mais famílias a importância e a diversão do  hábito de leitura.  Que essa jornada seja longa e próspera!

 

Postado em 24 de maio de 2017 por Lu Bento

Olá pessoal! Vamos falar sobre livros? Existe um ampla bibliografia voltada para mães e no Leituras Maternas compartilho com vocês minha impressões sobre esses livros. O universo materno é abordado de diferentes maneiras nas publicações impressas. Nesse edição, trago pra vocês um livro de exaltação a figura materna e um livro de poesias que ampliam nossos sentidos sobre o maternar.

Leituras

 

 

As mães que mudaram o mundo

Histórias inspiradoras de mulheres que fizeram a diferença para seus filhos e para  mundo

 

mães que mudaram o mundoAutor:Billy Graham

Editora: Habacuc

Comprei esse livro por pura compulsão por livros em uma dessas feiras de saldão. Li esse livro por plena necessidade de estímulo e motivação nessa jornada materna. Sem dúvidas, é um livro cativante. A história e o empenho dessas mulheres em fazer o que elas consideraram melhor para seus filhos é reconfortante. E é exatamente o que se espera quando se pega um livro com forte viés religioso: conforto.

O livro conta a história das mães de grandes personalidades do mundo, mostrando como essas mulheres aturam para que essas pessoas (em geral, homens) se destacassem ou aprimorassem características que foram marcantes para história do mundo. Fiquei um pouco chateada porque essa mulheres são definidas a partir de seus filhos famosos, a mãe de Luther King, a mãe de Condoleeza Rice. Mas entendo que essas mulheres se tornaram interessantes para o grande público devido aos seus filhos famosos. Ah, falando nisso, um dos motivos que me fizeram comprar esse livro foi a curiosidade de conhecer essas mães pretas aí…

No meio da leitura fiquei meio saturada pelo viés religioso do livro, sempre ressaltando a fé dessa mulheres como decisiva no poder de influencia delas ou citando mulheres bíblicas. Pra quem não é religioso, pode ser chato tudo isso. Mas pra quem acredita, pode ser uma mais uma forma de fortalecer a maternidade também na dimensão religiosa.

A escrita é bem simples, a leitura é super acessível para as pessoas que não tem o hábito de leitura e, como são histórias individuais, é perfeito pra mães que nem sempre tem tempo para ler um livro. Dá pra ler fora da ordem dos capítulos e ir buscando as histórias que mais te interessam ou se conectam com o momento que você está vivendo. É aquele tipo de publicação feito pra dar de presente, tem até um espaço de dedicatória na primeira página. E funciona bem como presente viu?

Não foi um livro que eu amei, mas valeu a pena ter lido. E ele continua com espaço na minha estante.

Livro nota 2

Cria Jubal

 

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Autora: Adriana Rolim

Editora: Metanóia

Gente, filho é poesia. E praquelas pessoas mais próximas das palavras, só a poesia pra conseguir expressar os sentimentos da gravidez e da maternidade. É isso que a Adriana Rolin faz nesse lindo livro. Esse livro faz você se sentir entrando na intimidade de uma família a cada poesia, conto, relato, fotografia. Amor que transpassa as páginas do livro  nos fazem perceber o quanto essa obra deve ser importante pra essa família.

Além da maternidade, Cria Jubal articula diferentes dimensões do nosso ser, a mulher-companheira, a mulher-ativista, a mulher-amiga, a mulher-artista… todas elas juntas, com essas nuances se sobrepondo. Acaba servido de estímulo para nos vermos completas, perspectiva que muitas vezes é esquecida quando nos tornarmos.

A leitura de Cria Jubal, além de enternecer meu coração, me fez olhar com outros olhos pra mima vivência cotidiana, me vez ver com olhos de poeta o amor que nutrimos uns pelos outros em casa e me estimulou a escrever um pouco mais sobre isso.

Esse é aquele livro pra dar de presente para amiga quando nasce o bebê ou ela descobre que está grávida. Leitura e espera e de conforto.

Onde encontrar: InaLivros

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E aí, gostaram do Leituras Maternas desse mês? Conta pra gente nos comentários! Tem dicas de livros sobre maternidade? Bora conversar! Até a próxima.

Postado em 30 de julho de 2016 por Lu Bento

Pessoal! Decidi dividir um pouco mais as coisas. Tenho recebido muitos pedidos pra mais dicas de livros infantis no LêproErê, então decidi separar as coisas e só falar de livros infanto-juvenis por lá. E este será o nosso novo espaço pra falar sobre livros mais adultos. Assim a gente fala um pouquinho de tudo, não é mesmo? E já que é pra falar de literatura em geral,  eu apelo logo pra minha querida, minha musa, minha top top das galáxias, a Chima. Não sabe quem é Chima?  Acompanhe o primeiro Leituras Maternas  do blog! 

 

 

Meio Sol Amarelo

 

meio sol amareloAutora: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Cia das Letras

Onde Encontrar: InaLivros

Chimamanda Ngozi Adichie. Se você nunca ouviu falar sobre essa mulher, por favor, volte duas casas. Sério, a Chima – olha a intimidade da pessoa! – é uma das maiores escritoras contemporâneas. Sim, sou apaixonada por ela. Seus livros são maravilhosos, já falei de Americanah aqui e o quanto ele foi inspirador para esse blog e agora venho falar sobre Meio Sol Amarelo.

Em Meio Sol Amarelo, Chimamanda fala sobre disputas étnicas na Nigéria, que resultaram na guerra de Biafra, a partir da vida de duas irmãs gêmeas  Igbo, Ollana e Kainene. A história não é contada linearmente, ela tem idas e vindas e a cada capítulo a história foca o ponto de vista de personagens alternados. Isso torna a leitura bem dinâmica e a gente acaba nem percebendo que está lendo um livro de 504 páginas.

Apesar do tema bem denso, Chimamanda conta a história de uma forma muito humana e apaixonada, e isso tem muito a ver com o fato dela também ser uma mulher de origem Igbo e a narrativa conter inspirações biográficas. Ela se inspirou muito nas histórias contadas por seus pais e familiares que viveram e sofreram durante a guerra.

Sou praticamente da idade de Chima e ouvi falar muito pouco (quase nada mesmo) sobre a guerra de Biafra na escola.  Infelizmente a África não era pauta nas escolas na minha época. Mas lembro bem de referências à fome e à miséria, e daquelas imagens de crianças barrigudas desnutridas morrendo de fome. Foram as imagens das crianças de Biafra que ajudaram a difundir a ideia de que em África só há fome e miséria.

Voltado para a história do livro, Meio Sol Amarelo fala também de histórias de amor (meu lado mulherzinha pira!) e Chimamanda sabe fazer isso muito bem. São romances complexos, com problemas e dinâmicas bem reais, passando longe daquele modelo de amor-romântico redentor dos romances água com açúcar.

Diante de tudo isso, nem preciso falar porque recomendo a leitura né? Chima é maravilhosa!


Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção

 

Espelhos, MIradouros e Dialéticas da PercepçãoAutora: Cristiane Sobral

Editora: Dulcina

Onde Encontrar: InaLivros

A dica agora é um livro de contos. E que livro de contos! Espelhos, miradouros, dialéticas da percepção foi uma leitura para o clube do livro do Leia Mulheres Negras. Já estava com ela em casa, na fila de espera  e por sorte, ele se tornou prioridade devido ao clube de leitura.  Que bom! Porque Cristiane Sobral faz um trabalho muito bonito de reflexões sobre negritude e identidade nessa obra.

Foi uma leitura muito gostosa e que me levou a várias reflexões sobre nossos modos de vida, sobre o impacto do racismo em nossas emoções e sobre a minha própria trajetória de reconhecimento como mulher negra. Uma leitura que vale a pena ser feita.

Acabei fazendo um bate papo com ela sobre o livro para o blog da Ina. Se você ficou curioso sobre a obra, ou se leu e quer saber o que a autora fala sobre ela, leia a nossa conversa no blog da Ina!


Gente, os livros citados hoje estão disponíveis na InaLivros, a minha livraria virtual especializada em literatura negra. E pros leitores do blog há um descontinho especial, basta colocar o código AMAEPRETA10 no final da compra, ok?

Acesse a loja: InaLivros

Então, gostou das dicas? Já leu algum desse livrou ou outros livros dessas autoras? Comente aí… ou então entre em nosso grupo no Facebook voltado para o debate sobre literatura negra, o Quilombo Literário – clube de leitura.

Beijo e até a próxima semana!

Postado em 22 de janeiro de 2016 por Lu Bento

Pessoal, infelizmente devido a instabilidade do tempo no Rio de Janeiro, o nosso encontro precisou ser adiado.  Em breve informaremos a nova data!

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Postado em 24 de julho de 2015 por Lu Bento

tempo1A vida está corrida e não tenho passado muito por aqui. É a velha desculpa da falta de tempo. Mas a página do Facebook esteve bem ativa durante todo esse tempo e já temos mais de 3 mil pessoas acompanhando as públicações dA mãe preta. A partir de hoje pretendo voltar a postar com uma certa regularidade, mas essa vida de ser mulher-preta-mãe, estudante, trabalhadora, brogueira, dona de casa, esposa, e bla, bla bla… não é fácil pra ninguém. O dia só tem 24 horas e é com isso que a gente tem que se virar. Então, bora lá pra um resumão dos últimos acontecimentos.

Postado em 3 de junho de 2015 por Lu Bento

O I Kalma Aswad será um piquenique com contação de histórias infantis, um evento gratuito e aberto que envolverá toda a família. Entendemos que pais e responsáveis são os educadores diretos de suas crias. Nos cabe fomentar as trocas e a construção de identidades.

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