Postado em 18 de abril de 2016 por Lu Bento
Hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil e nada mais oportuno do que falarmos sobre leitura para os nosso pequenos. A data de hoje foi escolhida em homenagem a Monteiro Lobato, um das maiores personalidades racistas do Brasil, que é considerado o grande patrono da literatura infantil apesar das inúmeras manifestações racistas em suas obras. Mas não quero passar uma data tão significativa para o estímulo da leitura na infância falando desse ser, tão vamos falar de coisa boa, vamos falar de literatura para nossas crianças pretas!
O banco Itaú tem uma campanha maravilhosa de incentivo à leitura, o “Leia para uma criança” na qual eles anualmente distribuem livros e fazem outras ações de incentivo à leitura. A partir desse projeto comecei a refletir sobre a importância de lermos para uma criança negra.  E é sobre isso que quero falar com vocês hoje.
Resolvi fazer uma lista com 10 motivos para lermos para uma criança negra. Espero que você, ao ler esse motivos, se anime a ler mais para suas crianças negras e pra outras crianças negras.

1-Ler para uma criança preta fortalece os laços afetivos e nos aproxima da criança

Ler para alguém gera cumplicidade. A sua entonação, o sentimento que você imprime na voz, na postura, nos silêncios durante a leitura são pessoais. Uma pessoa nunca lê igual a outra.  Ter a oportunidade de dividir isso com crianças é muito especial. Ter a oportunidade de compartilhar as sua impressões de uma leitura com uma criança é maravilhoso. O momento em que lemos para um criança é um momento de trocas de afetos, é um momento de aproximação e intimidade.Leia para uma criança negra 5
Em uma rotina exaustiva, na qual mal temos tempo de ver e falar com as pessoas que moram na mesma casa, e quando temos estamos sempre cercados de aparelhos eletrônicos, ler um livro para uma criança durante alguns minutos é muito importante. É um momento em que nos dedicamos integralmente à ler e a estar junto dessas crianças e isso fortalece os laços afetivos.

Leia para uma criança negra e fortaleças seus laços afetivos.

 

2- Um adulto que lê para uma criança é um espelho

Quando lemos para uma criança negra, além de receber o conteúdo a leitura estará absorvendo  também sua própria paixão pelo ato de ler. Uma criança que vê adultos negros lendo, se inspira e percebe que aquilo também faz parte do universo dela. Somos espelhos para os nossos pequenos. Da mesma forma que uma criança não vai se sentir interessada em comer verduras e legumes se nos adultos a sua não comem, ela não se interessará pela leitura se os adultos a sua volta não lLeia para uma criança negraeem.
Por isso, é fundamental que os adultos se tornem leitores.  Se lemos com prazer, nossas crianças absorvem esse prazer pela leitura e passam a querer reproduzi-lo.

Leia para uma criança com prazer, sem que isso se torne uma tarefa chata e burocrática.

3-  Ler bem  melhora a escrita, a fala e a articulação de ideias.

Quanto mais a gente lê, melhor a gente escreve, melhor a gente fala, melhor a gente exterioriza as nossas ideias. Essas são qualidades importantíssimas em nossa vida adulta. Quantos problemas são evitados quando conseguimos nos expressar com clareza, de forma que facilite a compreensão? Então, leia para uma criança negras a a ajude a falar, escrever e se expressar melhor.
Em um sistema educacional que já desvaloriza nossos saberes e se constitui sob uma lógica que exclui pessoas negras, ler para uma criança negra desde pequeno é fundamental para que essa criança tenha ferramentas para acompanhar o processo de aprendizagem formal.

  Leia para uma criança negra e ajude-a melhorar as suas habilidades.

4- Ler é empoderador

Quanto melhor uma criança negra ler, menos manipulada ela será! E isso já é um motivo e tanto para que nossas crianças leiam bem. Precisamos saber mais que juntar sílabas e formas palavras. Precisamo ler as entrelinhas, o contexto, os silêncios. Essa habilidade só se adquire com a prática. Quanto mais ela ler, mais  ela saberá perceber e combater o racismo, mais ferramentas ela terá para se posicionar no mundo. Ler é empoderador.

Leia para uma criança negra e a ajude a se empoderar.

5- Ler é um dos principais refúgios para os oprimidos

Qualquer pessoa em situação de opressão ou de limitação de suas liberdades individuais pode encontrar na literatura um refúgio e uma possibilidade de viver outras realidades que ela não pode naquele momento. A leitura é o nosso passaporte para viver um sonho.  Pessoas em situação de privação de liberdade que leem, pessoas adoentadas que leem, por exemplo, são pessoas que conseguem vivenciar sensações positivas a partir da história dos livros, e mais ainda, conseguem projetar novas possibilidades de futuro. A leitura nos permite abstrair as dificuldades do momento e imaginar novas formas de perceber e reagir  à nossa realidade.
Por que eu falo isso? Eu falo tudo tudo isso porque o racismo é algo que nos oprime, é algo que tenta a todo instante nos limitar, nos restringir a um determinado espaço de subalternidade na sociedade.
Levando esse pensamento para o universo infantil, percebemos que muitos dos grandes autores foram crianças que sofreram preconceito na infância, e que liam muito e a partir daí, desenvolvem ainda mais sua própria criatividade.  A leitura ocupa um espaço que nem sempre conseguimos suprir na vida real e nos aguça a criatividade e a busca por novas possibilidades de reagir à problemas reais.
Daí a importância de lermos para crianças negras. Se a gente estimula o hábito da leitura desde cedo, nossas crianças já dominarão essa ferramenta, e desde cedo poderão buscar suporte na leitura para resistir a situações de preconceito e, se nos preocuparmos especialmente com o conteúdo da leitura, ela lhes dará suporte para combater o preconceito.

Leia para uma criança negra e deixa que o livro se torne o seu companheiro.

 

6- Ler estimula o senso crítico e desconstrói estereótipos

A leitura estabelece paralelos com a realidade, mesmo nas obras mais fantasiosas. É importante fornecer a nossas crianças acesso a esse repertório para que elas desenvolvam o senso crítico. Quando mais a criança lê, mais ela pode fazer conexões de ideias e formar suas próprias opiniões. E uma criança negra que pensa por si, é uma criança negra que não se prende a estereótipos. É uma criança negra que sabe que  ideias preconceituosas não tem fundamento, que elas não estão fadadas a fazer  aquilo que a sociedade espera que pessoas negras façam.

 Leia para uma criança negra para que ela desenvolva o senso crítico.

7- Ler ajuda a aumentar o foco e concentraçãleia para uma criança negrao

Leitura é uma atividade que precisa de atenção. E saber concentrar a nossa atenção é um recurso fundamental.  Nosso acesso as oportunidades são reduzidos. Precisamos ainda mais de foco e concentração para que o racismo nos impeça de atingir melhores condições de vida. E ler é uma forma de desenvolver essa habilidade. 

Leia para uma criança negra e a ajude a manter o foco e a concentração.

8- Ler é um entretenimento de qualidade e baixo custo

As pessoas em geral costumam achar o livro bem melhor que o filme. Porque no livro, nossa imaginação não é limitada pela visão do diretor do filme, pelos limites da tecnologia ou do orçamento. Nossa imaginação é livre. A diversão que um livro pode proporcionar  é muito mais intensa que um filme.
Sem entrar na discussão do preço do livro no Brasil (já viram o preço do cinema?), ler é um entretenimento de baixo custo. Se não dá pra comprar o livro, existe uma ampla rede de bibliotecas super equipadas que podem oferecer o livro.
Visitar livrarias e bibliotecas pode ser um programa maravilhoso para um fim de semana. Além de vários livros que podemos ler livremente, esses espaços geralmente oferecem atividades relacionadas à leitura, como contação de histórias, leituras mediadas e brincadeiras que podem nos auxiliar bastante na transformação da leitura em um hábito.

 Leia para uma criança negra e se divirta gastando pouco.

9- A leitura é uma forma de acessarmos a nossa história

leia para uma criança negra 9Nossos heróis não estão na tv, não estão nas escolas mas estão na literatura! São muitos livros que falam de Zumbi, de Dandara, da resistência negra à escravidão, das riquezas da cultura africana. Muito  já foi escrito sobre a nossa negritude,  sobre nossos ancestrais,  sobre nossas raízes. Nossas crianças precisam conhecer a nossa verdadeira história e não essa história dos livros didáticos e da grande mídia que não nos representa. Nos livros encontramos tudo isso!  Ler para uma criança negra é apresentar a ela esse mundo.

 Leia para uma criança negra e mostre a nossa história.

10- É apresentar a eles a possibilidade para criarem suas próprias histórias

Quanto mais nossas crianças negra lerem, mas elas se sentirão confortáveis em criam suas próprias histórias.

No facebook da Era uma vez o mundo, é possível ver minha curica Isha Bentia e o pequeno Mathias contando suas próprias histórias. Clique e se divirta com eles!
Postado em 25 de fevereiro de 2016 por Lu Bento

No fina de janeiro iniciamos o projeto 100 meninas negras. Este projeto busca listar 100 livros infantis com meninas negras em posição de destaque. A listinha ainda está em 25 títulos publicados, mas já está fazendo sucesso nas redes. Sabe porque?  Por que representatividade importa! E é sobre isso que falaremos hoje!

Como todo mundo sabe, sou mãe de duas meninas negras. E antes disso, fui uma menina negra. Eu sei bem o que é olhar pra tv não obter o reconhecimento da minha imagem como algo positivo. Olhar pro material didático, encontrar vários personagens infantis e não encontrar nenhuma menina negra. Viver constantemente a sensação de não pertencer a um determinado espaço porque não me vejo representada nele.

E isso não é só c2015-07-24 19.05.18oisa da minha cabeça. Pergunte pra qualquer menina preta que você conhece se ela já se sentiu assim em algum momento na vida e a resposta será: “sim, em vários momentos!”. Se você é ou foi uma menina preta você sabe exatamente o que estou falando e quais sentimentos afloram quando retomamos essas questões.

Não é o tipo de sentimento que a gente gostaria que ninguém sentisse, muito menos nossas crias. Por isso, inspirada e desafiada pela fala recorrente de muitos educadores que afirmam que não há variedade de material editado e publicado com protagonismo negro, decidi listar 100 livros infantis com protagonistas negras.  A pesquisa começou pelo próprio acervo da InaLivros, se estendeu por editoras que tradicionalmente publicam material paradidático e estava em 80 títulos quando eu decidi começar a publicar. Ainda faltavam 20 para a meta e eu decidi pedir sugestões para os fãs da página no Facebook. Não só bati a meta, como hoje estou com 120 títulos com meninas negras!

E são só títulos que destacam meninas negras! Imagine se formos pensar também nos títulos que destacam os meninos negros (logo, logo faremos a lista dos meninos !), as lendas negro-africanas, a cultura negro-brasileira, a religiosidade de matriz africana… enfim, diversas outras formas de se trabalhar a implementação da lei 10639/03 nas escolas! Cem títulos é pouco perto da variedade de material que está disponível no Brasil sobre o tema.

Estou publicando a lista das 100 meninas negras no Tumblr, e quem quiser acompanhar, o endereço é esse aqui: 100 meninas negras.

Representatividade

O projeto foi muito bem recebido pelo público, que cada vez mais colabora com novas indicações de livros, e pela imprensa, que já me convidou para algumas entrevistas. É gratificante ver um trabalho que nasceu de uma demanda tão minha ganhar asas e se tornar tão relevante socialmente. É delicioso ver outras mães pretas chegando, contando suas histórias e perceber que estamos em rede para que a nova geração se sinta representada em todos as instâncias.

Um ponto que eu sempre toco nas entrevistas é a importância desse reconhecimento no objeto, no caso, no livro. As meninas adoram livros com personagens negras porque elas se veem ali. E quem não gosta se ver representado em alguma situação de destaque?  Diz pra mim se você não gostou de ver a Beyoncé arrasando no clipe de Formation e falando por exemplo que gosta do cabelo afro do seu bebê? Então, o mesmo sentimento as meninas negras sentem quando olham um livro infantil com uma protagonista negra fazendo coisas maravilhosas e não só sendo alvo de racismo.

É essa representatividade que um monte de gente vem construído em seus canais no youtube, suas páginas no facebook, suas atuações na vida prática com o empreendedorismo. E nós, porque esse projeto começou comigo, continua com a colaboração do meu marido e cada vez mais pessoas estão chegando pra somar, nós buscamos a representatividade na literatura e na educação.

O projeto 100 meninas negras ainda renderá muito frutos. Planejamos oficinas para aproximar esse material afirmativo a educadores e crianças.  Planejamos levar esses livros para centros culturais, escolas, parques e onde mais houver crianças negras. Mas também crianças não negras, porque elas também precisam muito aprender  a reconhecer e valorizar a população negra.

Agradeço muito a todo mundo que está chegando neste projeto, todos que estão compartilhando as postagens e ajudando a divulgar, todos os autores independentes que apresentam suas obras, todas as editoras que estão enviando novos títulos. Que essa corrente cresça ainda mais. Que a nossa voz continue ecoando por aí e tocando cada vez mais corações e principalmente consciências.

Entrevistas:

Jornal O Tempo – BH

Portal Aprendiz

Postado em 14 de janeiro de 2016 por Lu Bento

No LêproErê de hoje 3 livros que eu particularmente gosto muito e que eu estava louca pra comentar com vocês. Dois de um super ator voltadas para o público infantil e  outro para ler sozinha(o). Pronta pra conhecer essas obras?

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Livro: Cadernos de Rimas do João

caderno de rimas do joãoEditora: Pallas
Autor: Lázaro Ramos

Sim, o ator Lázaro Ramos é autor de livros infantis! Delícia descobrir que alguem que você admira é multitalentoso né? Cadernos de Rimas do João é o ssegundo livro de Lázaro e é uma obra muito linda. Já falei aqui o quanto me surpreendi com a recepção de Isha Bentia a um livro de poesias. Desde então passei a ter outros olhos para esse tipo de obra voltada para o público infantil, inclusive eu mesma passei a ler e a querer compreender mais a poesia. Mas isso é assunto para outro post. Hoje quero falar do livro de poesias do Lázaro, que de uma maneira muito gostosa nos presenteou com versos simples e curiosos de um eu-poético jovem que ao mesmo tempo que fala de Mãe,de Autoestima e de Acaso. Eu gostei muito do livro, não acho todas as poesias dele tenham agradado às meninas, mas també acho que ele seja mais adequado para um faixa etária maior que a delas ( talvez para crianças com mais de 6 anos).

Além disso, as ilustrações são muito bonitas, um trabalho super bem feito pelo ilustrador Mauricio Negro.

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Onde encontra: InaLivros

Livro: A velha sentada

A Velha Sentada
Autor: Lázaro Ramos

Editora: Uirapuru

Esse é o primeiro livro do Lázaro e conta a historia de uma menina que não queria sair do computador, só queria ficar sentada em casa. A historia se desenrola em torno disso em um enredo e bem atual e que fala bastante às crianças de hoje em dia.

O estilo difere completamente da segunda obra do autor, tanto na escrita quanto na estética e formato do livro, mas acho que essa obra é muito adequada para a leitura individual e para ser utilizada em escolas. As ilustrações são bem fofas e chamam a atenção das crianças.

Onde encontrar: InaLivros

Livro: Olhos D’água

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Autora: Conceição Evaristo

Editora: Pallas

Gente, esse livro é uma bomba! Não por ele ser ruim, muito pelo contrário, ele é maravilhoso. A questão é que ele realmente abala as nossas estruturas. É um livro de contos

que fala muito da realidade da população negra, em especial, das mulheres. Conceição nos trás retratos de vivências negras que são marcados por dores, desencontros e fragmentações de nossa existência perpassadas pelo racismo estrutural na qual estamos inseridos e somos alvo. Como em todo livro que fala da população negra, a minha sensibilidade e empatia com as personagens fica ainda mais aflorada e por ser um livro que foca muito na maternidade, foi uma leitura muito impactante pra mim. Já no primeiro conto que dá título ao livro, cai em prantos dentro do ônibus, com moça ao meu lado me perguntando se estava tudo bem e eu tendo que explicar que era só um livro, talvez tentando me convencer também que não há por aí inúmeras pessoas tentando sobreviver nessa sociedade que nos desumaniza.

Não que seja um livro pessimista, pelo contrário, suas histórias intensas e de alta carga emocional nos alerta para a vida que existe além das nossas redes sociais e de convivência ou das novelas de tv.

Não tinha lido nada da Conceição Evaristo ainda, já acompanhava a fama dela e estava ansiosa pra conhecer a obra da autora, e posso afirmar que foi ainda melhor do que eu esperava. Olhos d’água é uma obra que vale muito a leitura, só recomendo que você esteja e um momento emocionalmente bom, pois não é aquela leitura leve e divertida. É uma leitura densa e carregada de emoções, e que ao final, no deixa com a certeza de que um dos maiores atributos da negritude é a resistência.

Onde encontrar: InaLivros

Bom galera, foi isso! Semana que vem tem mais LêproErê!

Postado em 7 de janeiro de 2016 por Lu Bento

No LêproErê de hoje um livro maravilho que foi lançado no final do ano passado e uma surpresinha pra vocês que acompanham o blog (e a página!) da mãe preta. Bora começar os trabalhos de 2016 porque esse ano promete muita novidades e coisas boas!

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Livro: Quando me descobri negra

descobri-negra4Autora: Bianca Santana

Editora: SESI-SP

 

Gente, que livro lindo!  Quando me descobri negra é uma coletânea de cronicas e relatos sobre negritude e identidade que toca o coração. Então, esse livro é assim.

Eu tive o imenso prazer de ler alguns textos do livro antes mesmo de sua publicação por fazer parte junto com a autora do Círculo de Mulheres Negras da Casa de Lua, uma casa feminista de São Paulo. E desde a primeira leitura fiquei encantada com a cadência da escrita de Bianca. Não é (só) porque ela é minha amiga não, mas Quando me descobri negra trás alguns recortes do cotidiano que com os quais nos identificamos e que nos faz perceber que a sutileza do racismo e do preconceito em alguns momentos não deixa marcas tão sutis em que é alvo. Pelo contrário, faz com que a pessoa passe por uma negação da sua própria negritude e  o processo de resgate dessa identidade é também um processo de curas e reconhecimento das suas características físicas e ancestrais.

A leitura é rápida e super fluida, não é nem de longe um livro cansativo de se ler. Excelente leitura inclusive para quem não tem tanto o hábito de ler e uma boa indicação de livro para jovens que estão na efervescência do processo de construção da própria identidade.

Tive o prazer de participar do lançamento do livro com a InaLivros e posso dizer que ele é um dos nossos campeões de vendas nesse fim de ano. E todo mundo tem dado um retorno super positivo, dizendo que gostou muito do livro e se emocionou com ele.

Onde encontrar: InaLivros | site do livro

Por esses motivos, Quando me descobri negra foi escolhido como o primeiro brinde dos nossos sorteios do blog, e como a Bianca é uma pessoa linda, consegui um exemplar com um autografo lindo para a ganhadora. Corre lá na página do sorteio e e participe!

Postado em 3 de setembro de 2015 por Lu Bento

No LêproErê de hoje, destaco 3 livros que podem agradar o público juvenil.

 

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Postado em 30 de julho de 2015 por Lu Bento

Olá pessoal! Hoje é quinta-feira e finalmente voltamos com o LêproErê! No post de hoje, uma história bem fofinha para exercitar a imaginação.

LêproErê #11

Postado em 30 de abril de 2015 por Lu Bento

Chegamos à 10ª postagem do nosso LêproErê! Que delícia né? Que venham ainda mais dicas de livros pra criançada! Estou muito feliz em poder compartilhar minha dicas de leitura com vocês, espero que esteja sendo tão divertido e prazeroso pra vocês quanto tá sendo pra mim. Bora lá?

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Livro Infantil

O mundo no black power de Tayó O mundo no black power de Tayó

Autora: Kiusam de Oliveira

Editora: Peirópolis

 

Tayó é uma menina negra que tem muito orgulho do seu cabelo crespo. Só essa premissa já faria o livro incrível, mas Kiusam consegue superar nossas expectativas nos apresentando uma menina esperta, consciente de sua negritude e de suas raízes africanas.

Esse livro é lindo e a temática é uma das mais marcantes para as mulheres negras. O cabelo, mas do que um atributo estético, é um elemento de identidade. Aprender a gostar do cabelo desde pequena é fundamental para a autoestima das crianças negras, principalmente das meninas, e esse livro faz um exaltação do cabelo crespo que nos inspira.

A menina Tayó enfrenta o racismo na escola com muita segurança e a firmeza de quem saber o seu valor. Estou louca para lê-lo pra minhas meninas, mas acho que elas ainda são um pouco pequenas pra acompanhar o livro todo. De qualquer forma, já são fãs da “tia” Kiusam por causa do livro Omo-Oba: histórias de princesas, que eu apresentei no LêproErê #01.

A edição é em capa dura, o que torna o livro bem resiste nas mãos dos pequenos. O mundo no black power de Tayó é um livro que eu recomendo pra todas as crianças pretas, principalmente para as meninas.

 


E aí, gostaram da dica de hoje? Espero vocês no próximo LêproErê! Até mais.

Postado em 16 de abril de 2015 por Lu Bento

Olá pessoal! No LêproErê de hoje dois livros pra agitar as brincadeiras com os pequenos e ajudá-los a conhecer o mundo ao seu redor. Vamos conferir?

 

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Livro: 150 jogos para a estimulação infantil

 

150 jogos para a estimulação infantil

Autores: Jorge Batllori e Victor Escandell

Editora: Ciranda cultural

 

No LêproErê de hoje um livro muito legal pra se ter em casa e incrementar as brincadeiras com as crianças. São brincadeiras simples, super tranquilas de serem feitas com o que tem em casa, e na maioria das vezes não precisa de nada além disposição pra brincar com os pequenos.

Comprei numa das feiras de livro de shopping, e foi bem legal porque me ajudou a incrementar as brincadeirinhas com as meninas. São atividades que podem ser feitas desde o nascimento até aproximadamente 3 anos e pra mim, mãe de primeira viagem sem crianças próximas na família e morando longe dos parentes, foi bem útil pra me ajudar a interagir com as meninas de maneira que fosse estimulante e divertida pra elas.

Não que seja uma leitura fundamental sem a qual você com conseguirá se conectar, interagir e estimular o seu pequeno. Nada disso. Mas é bem legal pra ajudar a variar o repertório. Até porque ficar brincando de sumiu-achou o dia inteiro às vezes enche o saco.

Livro: 50 maneiras de criar um bebê sem frescura

50 maneiras

Autor: Jenny Rósen

Editora:Panda Books

Essa é outra dica pras mães de primeira viagem que estão apreensivas sobre como criar um bebê. Sim, é um livro com dicas óbvias pra quem já tem filhos. Mas pra quem ainda não tem, às vezes é complicado decidir o que deixar o bebê fazer ou não deixar. Queremos ser zelosas, sem ser fresca. E definir esse limite nem sempre é fácil.

Eu gostei bastante porque li durante a gravidez, então já fui pensando aos poucos o que poderia ser aceitável pra mim ou não. Foi legal pra que eu colocasse logo Isha Bentia no chão, desse liberdade pra ela se sujar, experimentar, aprender texturas, sabores…

Eu tinha medo de ser uma mãe muito fresca, de não deixar a menina fazer nada, de ficar enlouquecida com germes e bactérias que existem em todo lugar… e o livro me ajudou a ser uma mãe que cria suas filhas no mundo real.

De quebra, a ajuda a gente a perder o preconceito com as famílias que tem bichinhos de estimação que tem contato com o bebê desde cedo. Coisas de quem não foi criada com bichos!


Então pessoal, esse foi o LêproErê essa de semana! Se você tem indicações de livros que quer ver por aqui escreva pra gente: contato@amaepreta.com.br

Até o próximo!

Postado em 9 de abril de 2015 por Lu Bento

No LêproErê de hoje dois  livros que as curicas adoram!  A galera aqui de casa tem uma certa quedinha por leões, e nesses dois livros o rei da selva é o personagem principal! Estão curiosos?

 

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Além do leão como protagonista, nos livros de hoje tem outra característica em comum: são livros sonoros! Livro sonoro foi uma das coisas mais legais que descobrimos por aqui. Primeiro porque eles vêm com a narração de toda a história, o que possibilita que as meninas vejam os livros sozinhas e ouçam quantas vezes quiserem.  E também porque a narração nos dá várias possibilidades de interação com os livros, e tem sido bem divertido explorá-las wm nossos momento de leitura.

Livro: Toque e Sinta – Leão e os amigos da floresta

toque e sinta - leão

 Editora: Blu Editora

 Esse livro não tem propriamente uma história, mas sim frases apresentando cada um dos animais.  Além da narração das páginas, ele tem uma parte com texturas para cada animal. Gostei muito por ser um livrinho que estimula vários sentidos. Mini Bentia, de um pouco mais de um ano, ficou especialmente encantada com ele. E já ajuda a própria formação de vocabulário da criança, que vai conhecendo os animais.

Outro ponto que eu gostei muito nesse livro é que ele vem com um botãozinho para desligar os sons, o que é muito útil pra que o livro não fique fazendo barulho cada vez que alguém ou alguma coisa encosta nele.

O livro é super bacana também pra crianças que apresentem algum tipo de deficiência, pelas diversas possibilidades de interação com ele com o áudio, as texturas, a capa dura, a linguagem simples. Muito bom mesmo!

Livro: Conto de Fadas – O leão e o mosquito

o leão e o mosquito Editora: TodoLivro

Esse livro é voltado para as crianças um pouco maiores, Isha Bentia ( 3 anos) gostou bem mais desse porque ele tem uma história de fato, e isso é muito mais interessante pra ela. É um conto de fadas sobre um mosquito que adorava se vangloriar por conseguir perturbar todos os animais e nenhum conseguir pegá-lo. As imagens na lateral correspondem às páginas do livro, e acaba sendo um joguinho de procurar e achar, porque Isha Bentia adorava identificar nas páginas do livro a correspondência com o desenho em destaque. O final da história foi bem forte, e como a curica se impressiona com qualquer coisa, foi preciso uns momentos de diálogo pra ela lidar melhor com o que aconteceu.

Postado em 8 de abril de 2015 por Lu Bento

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Somos um casal de leitores. Amamos livros e esse amor vêm desde antes de nos conhecermos, então quando nos casamos posso dizer que  coisa ficou crônica. Antes das meninas, nossos livros tinham um lugar de destaque na casa, são (eram né, a coleção já cresceu!) três estantes dessas de ferro completas e mais alguns livros espalhados pela casa. Sempre carregamos aquele livro na bolsa pra uma leitura no meio do caminho, sempre  temos um livro ao lado da cama pra ler antes de dormir.

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