Postado em 30 de setembro de 2017 por Lu Bento

Estreou ontem na Netflix um dos meus desenhos favoritos dos anos 90, O ônibus mágico. Esse desenho maravilhoso sobre um grupo escolar que aprende sobre ciência viajando em um ônibus mágico e descobrindo as respostas para suas perguntas através da experiência.  Com qualquer produção que busca tornar a ciência mais atraente para as crianças (e pessoas em geral), o desenho foca muito na prática, na compreensão dos fenômenos naturais através da experiência, bem diferente do que as escolas reais fazem, focando principalmente na teoria.

A versão atual do desenho, produzida e transmitida pela Netflix, mantém  o formato de começar a exploração científica a partir de um questionamento de uma das crianças. A professora Frizzle conduz as crianças em uma aventura de aprendizado, onde várias coisas mágicas acontecem e as crianças vão construindo o conhecimento a partir disso. Com a devida atualização tecnológica ( a versão antiga falava em disquetes nos computadores, por exemplo), a série volta com 13 episódios de 25 minutos, um bom tempo para  desenvolvimento de uma história completa sem perder o foco e a atenção das crianças.

Um dos primeiros desenhos animados preocupados com a diversidade e com a representação positiva das diferenças, o grupo de alunos é composto por meninos e meninas de diferentes origens étnicas e personalidades, formando o equilibrado ecossistema onde todos têm um papel importante. Isso é incrível em termos de identificação, principalmente porque a cada episódio criança se torna protagonista, dando destaque para sua personalidade. É um desenho que não hierarquiza as crianças, onde os pretos não estão lá apenas para ser “o melhor amigo do protagonista branco”.

O desenho original foi inspirado em uma série de livros (livros, sempre eles!) escritos por  Joanna Cole  e ilustrados por Bruce Degen qu chegaram ao Brasil através do selo Rocco para jovens leitores. Infelizmente não conheço os livros, mas o desenho animado é incrível e acho uma boa forma de estimular a curiosidade dos pequenos sobre ciências.

Assisti os dois primeiros episódios com a Mini Bentia, mas pra crianças de 3 anos o desenho não é tão interessante ainda. Agora estou assistindo os demais episódios com a Isha Bentia, de 5 anos, e ela parece bem mais interessada em descobrir como as coisas funcionam. De minha parte, vou aproveitar pra fazer também uma maratona dos episódios da primeira versão, as 4 temporadas também estão disponíveis na Netflix!

Postado em 19 de julho de 2017 por Lu Bento

Fala Galera!

A Netflix é um mundo, não é mesmo? Estamos em um ritmo bem devagar de eventos por aqui e eu estou em um momento mais recolhida mesmo, recusando diversos convites pra passear por aí e preferindo ficar no meu cantinho. Com isso, a Netflix é a minha companheira fiel, junto com uma xícara de chá de morango e uma barra de chocolate. Somos o quarteto fantástico desse inverno.

A Netflix percebeu vale muito a pena trazer pro catálogo brasileiros obras diferentes do senso comum. Então podemos encontrar lá várias  produções negras e de várias nacionalidades que raramente chegavam até o público brasileiro. Em junho entrou  no catálogo uma leva de produções coreanas e eu acabei assistindo algumas.

Hoje eu quero falar com vocês sobre elas. Nunca pensei que eu fosse ficar tão interessada na cultura coreana. E na verdade, nem sou tão fã assim, não  ouço K-pop ou  assisto as séries e animes mas famosos,  mas fiquei viciada em alguma séries sobre famílias.

Antes, quero falar que a minha atenção se voltou pra Coréia do Sul depois que o conheci o canal do Youtubecoreanissima Coreaníssima, de uma jovem coreana que passou uma temporada aqui no Brasil, aprendeu português  e mantém esse canal voltado pro público brasileiro Lá ela fala sobre a Coréia do Sul e faz relações e comparações com o Brasil. Não sei bem como cheguei até ela, provavelmente zapeando por canais de estrangeiros falando sobre o Brasil, e gostei do modo como ela se expressa, da desenvoltura e do nome escolhido por ela no Brasil, Helena, o mesmo das minhas filhas. São motivos meio aleatórios para começar a acompanhar um canal, mas acabou despertando em mim esse interesse em conhecer mais sobre a Coréia do Sul e hoje eu sigo o Coreaníssima e acompanho todos os seus vídeos.

Quando as séries coreanas chegaram na Netflix, fiquei curiosa em ver a produções. Nunca fui de ver muitos animes e de saber sobre as culturas orientais, mas sei lá, provavelmente meio nostálgica me lembrando de Jaspion e companhia (mesmo sabendo ser uma heresia misturar Japão e Coréia no mesmo balaio), resolvi procurar alguma pra assistir…

Até agora assisti apenas 2 séries inteiras. Parece pouco, mas essas séries entraram no catálogo em junho e eu faço um monte de coisas da vida além de assistir séries. Então dizer que eu assisti 2 séries inteiras significa que eu surtei e maratonei acompanhando séries coreanas quando eu deveria estar fazendo outras coisas, inclusive dormindo.

Sem mais enrolação, vamos às séries:

Minha Bebezinha

Minha BebezinhaGente, que série maneira! Eu fiquei totalmente viciada nesse série e em toda a sua tosqueira. Porque essas séries orientais tem uma pegada bem tosca né? Essa série não é diferente.

Fiquei frustrada em não ter dublagem em português porque Isha Bentia é minha parceira de Netflix e eu adoraria assistir essa série com ela. Ela até assistiu muitos episódios comigo, mas sem conseguir acompanhar o que está sendo dito fica bem chato. A série é bem leve, super acessível pra crianças. Um programa pra toda a família.

Basicamente a série é sobre um cara que é um policial super reconhecido e precisa cuidar da sobrinha de meses após a morte da irmã e do cunhado. A trama toda da série se desenvolve a partir dessa situação e esse cara durão vai se transformando em paizão ao longo da série.

Tem muito dessa coisa de supervalorizar a transformação do cara diante da criação de um criança como se uma fralda trocada por um homem fosse um grande feito e, por uma mulher, apenas mais uma obrigação. Mas  dá pra problematizar e e divertir ao mesmo tempo.   A série mostra um pouco desse universo da maternidade e do cuidados com as crianças e é bem interessante ver como a maternidade é vivenciada em outras culturas.

 Uma das dificuldades que tive no começo foi acompanhar quem era quem. Eu não estou acostumada a ver tantos coreanos, muito meno com os nomes e reconhecer as personagens foi bem difícil no começo. Outra dificuldade é que as mães são conhecidas pelo nome dos filhos, então é mãe de Fulano pra lá, mãe de Sicrana pra cá  e eu fiquei perdidinha no começo. A ordem que  nome aparece na legenda também confunde: primeiro o sobrenome depois o nome. São tantas diferenças culturais que assistir uma série assim acaba sendo um exercício de olhar de outra forma para culturas diferentes da nossa,  tentar compreender as especificidades de cada povo.

Ah, pra quem curte aqueles romances complicados, que o casal principal sempre tem um impedimento pra ficar junto, essa embromation rola durante a série (de uma maneira bem fofa). Essa parte é bem novela mexicana, sabe? Fiquei bem surpresa!

Melhor da série: Atenção especial às barrigas de grávida. Parece zueira, e provalvemente é, mas eles retratam as grávidas com uma almofada da barriga! Os partos também seguem a linha bem pastelão.

Love in her bag

love in her bagEsse é mais um dorama que me pegou de jeito na Netflix.  É a história de duas primas com ambições bem diferentes na vida que se tornam rivais. A série começa na infância e vai até a vida adulta delas, fazendo com que  a acompanhe os acontecimentos que conectam a duas moças de maneiras bem complexas.

Uma das coisas que me chamou atenção na série, além do enredo bem construído, é que ela conta a história de uma família pobre coreana. Os dois primeiros episódios são todos falando dessa família pobre  e, como o pouco que vemos sobre a Coréia do Sul aqui no Brasil tem a ver com tecnologia e coisas bem modernas, ver um pouco da “vida real” na Coréia foi muito interessante para desconstruir esteriótipos.

A série demora um pouco pra engatar, o primeiro episódio é todo contanto a infância dessas mulheres, com direito a tia fazendo pape de madrasta má e tudo. Demorou um pouco pra que eu entendesse sobre o que a série falava e isso é bem complicado quando se trata de uma produção com episódios de 1h. Mas fui insistente e acabei descobrindo uma série bem divertida.

Com um toque fashionista, Love in her bag tem como cenário a industria da moda, sendo ambientada uma marca de bolsas de luxo. Mais uma vez vemos um traço bem coreano de transmissão de um ofício de geração em geração de uma família. A série mostra isso com muita intensidade, todos os jovens tem alguma relação familiar com a industria das bolsas, como se o talento e interesse pelo assunto fosse transmitido via DNA. É bem diferente daquilo que vemos de filhos seguindo o negócio dos pais apenas por conveniência. Tem muita paixão e respeito pela tradição familiar.

As séries coreanas são bem tranquilas, sem cenas de violência (as cenas de tapa na cara chegam a ser ridículas de tão artificiais) ou sexo ( os canais apaixonados nem se beijam na boca, pra vocês terem uma ideia), então são bem legais pra assistir com os mais novos. Os temas não são infantis, mas são séries que falam muito sobre valores como respeito ao outro e aos mais velhos. Sabe uma série sem maldade? Então, essa série é mais leve que muito desenho infantil por aí. Assisti alguns episódios com Isha Bentia e eu ia lendo a legenda pra ela. Ela adorava. E ainda ficou interessada em conhecer as letras coreanas e em saber onde fica a Coréia do Sul no mapa.

A inocência dos relacionamentos amorosos é encantadora. Os coreanos parecem ser muito respeitadores e o flerte é demonstrado nas séries de modo reservado e contido. Não que essa formalidade toda seja o melhor dos mundos, mas é muito interessante ver outras possibilidades de demonstrar afeto sem essa hipersexualização da produções ocidentais.

As aberturas das séries coreanas são espetaculares. E longas também. 1 minuto só de abertura. Pelo menos a Netflix pula essa parte quando estamos vendo em sequência.  Muitas cores e um toque divertido, parece até que vai começar um desenho animado ou série infantil.

Melhor da série: A série é dramática  e divertida na medida certa. A mocinha é tão Poliana que às vezes irrita. Mas ao mesmo mesmo tempo, coisas boas sempre acontecem ela  nos mostra a leveza e a grandeza de ver o lado bom da vida.


E vocês? Acompanham séries coreanas na Netfix? Conta pra gente!

Postado em 3 de outubro de 2016 por Lu Bento

No sábado passado foi eleita a Miss Brasil (nome da marca patrocinadora do evento) 2016. Mais uma miss eleita numa versão modernizada da objetificação da mulher. Sim, podemos tecer várias críticas a esse tipo de concurso. Os concursos de beleza não têm mais a mesma importância de outrora: não param o país, não tem grandes destaques na mídia, não atraem nem grandes marcas e profissionais do ramo da moda. Mais ainda existe uma tentativa de manter o glamour da competição e, por mais que a gente negue, ainda gera uma repercussão e muito assunto nas rodinhas de conversa.

                                                                                                               Lucas Ismael/Divulgação

Em 2016 percebemos um fenômeno que concentrou a atenção da comunidade negra: 6 mulheres negras foram escolhidas como misses em diferentes estados. A cada eleição de uma miss negra estadual, mais as pessoas negras se sentiam representadas. Foi um movimento muito bonito de valorização da estética negra. E isso vale muito para o fortalecimento da autoestima das pessoas negras.
Todo esse movimento de valorização da beleza negra tornou a vitória de uma mulher negra no concurso de Miss Brasil algo esperado. A estética negra está na moda, e quem valoriza isso alcança uma parcela do mercado que está sedenta maior representatividade. Diversas marcas de produtos de beleza estão lançando linhas voltadas para a pele negra e para os cabelos crespos e cacheados. Eles estão começando a enxergar o potencial desde público consumidor e a valorização das modelos negras nesse concurso de beleza é uma prova disso. O que mudou no país de 2015 para 2016 que provocou uma mudança radical no perfil das candidatas do concurso? O empoderamento da mulher negra, passando pela valorização da estética negra, dos cabelos crespos!
A primeira (e única) mulher negra a ganhar esse concurso foi Deise Nunes, em 1986. São 30 anos de concurso e só agora, a segunda mulher negra foi agraciada com o título de mulher mais bonita do país. Em um país com mais de 50% de população negra. Essa é a nossa realidade. Em 30 anos nenhuma mulher negra que passou por aquela passarela foi considera suficientemente bela para carregar a coroa de Miss Brasil. Fiz uma busca pelas candidatas aos concursos dos últimos 5 anos. Em 2015 não identifiquei nenhuma candidata negra. Em 2014, 3 candidatas negras, sendo 2 de pele escura e cabelos crespos. Não passaram da primeira fase. Em 2013, 1 candidata de pele bem escura que conseguiu o terceiro lugar. E em 2012 identifiquei 2, sendo que apenas a de cabelo alisado conseguiu uma vaga no top 10 da competição. Nesta edição, foram 6 candidatas, sendo que apenas a de pele mais escura não conseguiu fazer parte do top 15.

Não sou fiscal da negritude de ninguém, mas o resultado do concurso nos mostra qual é a beleza negra que agora está sendo valorizada. E mostra o quão recente é essa valorização. Uma beleza negra que se aproxima dos “padrões” brancos. Uma beleza negra que pode vender shampoo para cabelos cacheados, e não exige um produto específico para cabelos crespos. Que pode ocupar o espaço de pele “morena escura” na paleta de cores da maquiagem. Beleza que está na moda, na carona de todo um movimento de empoderamento da população negra. A moda se apropria de um movimento e o ressignifica, excluindo a nossa crespitude, a nossa pele carregada de melanina. É mais uma tentativa de nos dizer o que é belo, como devemos ser.

Eu sinceramente fiquei muito feliz com a vitória de Raíssa Santana. De verdade. Ela conquistou os jurados de cara, ganhou as provas de maquiagem e estilo. E fiquei mais feliz ainda com a união e a quantidade de mulheres negras participando e se destacando ao longo do concurso. Nossa beleza existe e precisa ser valorizada. Não estou aqui para desmerecer a vitória da Raíssa e a presença de todas as outra, longe disso. Minha intenção é que a gente não fique só no padrão da moda, que a gente tome esses casos como exemplo e realmente rompa barreiras, a ponto dos jornais não acharam mais natural noticiar a vitória de uma mulher negra em um concurso de beleza como algo exótico e extraordinário. Que a vitória de uma mulher negra em um concurso de beleza não seja apenas um reflexo de uma moda “black is beautiful” transitória, que só se repetirá daqui há 30 anos. Que mulheres de pele mais escura também possam ocupar esse espaço.

São 62 anos de concurso de Miss Brasil e até agora só duas mulheres negras ganharam. Que Raíssa, assim como Deise foi em 68, seja mais que uma pioneira solitária. E que a nossa estética esteja de fato sendo incluída no mercado da beleza, não como uma moda, mas como um retrato da estética da população brasileira. A Miss Brasil 2016 é uma mulher negra. Que em 2017, 2018, 2019… não seja tão inesperado tanta presença negra no Miss Brasil.

Postado em 31 de maio de 2016 por Lu Bento

Olá pessoal! Maio terminando e finalmente eu dou as caras por aqui. Já deu pra notar que não tá fácil a vida né? Mas tem dicas da mãe preta pra fechar bem o famoso mês das mães! Bora lá?

 

Aplicativo – Trello

 

Trello-blogGente, estou encantada com esse aplicativo! É mais um aplicativo de organização e gerenciamento de tarefas, mas ele é bem funcional e intuitivo, gostei muito assim que me cadastrei e agora é o que eu mais uso, pois uso no trabalho, nos projetos com a livraria e pretendo expandir pra outras áreas. Então, se eu começar a postar regularmente por aqui é porque está dando super certo usar o trello, já estão avisados! 🙂

O Trello pode ser acessado pelo site e também pelo aplicativo, que tem pra IOS e pra Android. Tenho Android e ele funciona super bem, ficou bem mais fácil organizar meus compromissos com ele.

Onde: Trello | Trello app


Site – Como Educar seus filhos

como educar seus filhosNeste site, o prof. Carlos Nadalim fala sobre educação infantil de uma maneira bem esclarecedora, passando dicas práticas e fáceis de aplicar na educação das crianças. Um site com muito conteúdo interessante para quem pensa sobre educação das crianças e busca novas formas e técnicas para despertar as potencialidades dos pequenos. Tem uma pegada um tanto quanto religiosa em alguns aspectos, confesso que preferiria que certas referências a Deus não fossem feitas, mas é possível filtrar e passar por cima de determinadas referências se essa não for a sua praia (como não é a minha!). Ah, ele tem métodos muito voltados para a alfabetização das crianças em casa, não que eu ache que devemos nos preocupar em alfabetizar nossas crias cada vez mais cedo, mas acho muito válido que a gente tenha ferramentas para estimular o interesse da criançada em aprender e descobrir o mundo da leitura.

Ainda é possível acompanhar as dicas do site pelo canal do youtube e pelo podcast, ambos com o mesmo nome e bem fácil de encontrar.

Onde: Como educar seus filhos


Youtube – Toda mãe é meio lóki

O canal da jornalista Fabíola Corrêa é super divertido e bem produzido. A cada vídetoda mãe é meio lokio ela fala sobre um tema e dá voz a especialistas sobre o assunto. Bem legal o formato porque fica leve e informativo.  Como ela mesma diz na descrição: “O objetivo não é atingir a perfeição, e sim dizer ‘calma, vai ficar tudo bem!’, porque – muitas vezes – é só isso que a gente precisa ouvir.” O vídeo sobre sogra é muito bom!!!

Conheci o canal através de um convite da Fabíola para que eu falasse sobre uma foto que ela tirou e que viralizou na internet. Fiquei muito feliz com o convite porque é muito importante que a gente consiga dialogar também com mães não-negras que entendam que há discriminação racial e que é preciso fazer algo quanto a isso. Quem quiser ver o vídeo que euzinha contribuo, clica aqui.

Onde: Toda mãe é meio lóki


Site – Revista Trendr

revista trendrEssa é a primeira revista brasileira do Medium, uma plataforma colaborativa de textos. Entrei no Medium no final do ano passado e estou curtindo muito. Em geral, são textos mais produzidos, pensados, elaborados… nada parecido com o post do facebook. É um espaço para produção de conteúdo com foco na qualidade, e não na quantidade. E a Revista Trendr é uma revista eletrônica que utiliza essa plataforma pra agregar textos em português ( no Medium ainda há prevalece a língua inglesa), voltada para textos que falem sobre questões atuais.  Bem bacana a variedade de temas  e de textos publicados por lá.

Alguns textos aqui do blog também são publicados no Medium e eu também estou começando a colaborar com a Revista Trendr e com a O que aprendi com a vida, outra revista eletrônica mais voltada para comportamento que faz parte da Trendr.   Então tem muita coisa por lá pra quem gosta de ler artigos curtos e atuais. Vale a pena conhecer.

Onde: Revista Trendr


Plataforma – Afroflix

afroflixSaca o Neflix? Agora imagina algo parecido, mas só dando dastaque para produções de roteiristas e diretores negros? É o afroflix! É o paraíso né? Várias obras de autoria negra reunidas em um só lugar. Ainda não é uma plataforma de streaming, mas é uma plataforma que agrega as buscas por conteúdo audiovisual afrocentrado e isso já é o suficiente pra gente se sentir contemplado quando,  naquelas tardes tediosas de domingo, quer assistir uma produção preta. Muito legal mesmo! Outro ponto bacana é que o afroflix está agregando também vlogs do youtube, facilitando a busca por canais de gente preta.

Com direção geral de Yasmim Thayná e o apoio de uma equipe que já trabalha com a questão audiovisual há um tempo, o Afroflix tem um visual bem atrativo e uma proposta de dar visibilidade pra produção negra que merece ser reconhecida e apoiada.

Onde: Afroflix


Bom galera, essas foram as dicas da mãe preta de maio. Já dá pra sair um pouco do facebook e explorar novas paradas na internet né?

Até a próxima!

Postado em 8 de março de 2016 por Lu Bento
Dia 8 de março, dia internacional da mulher e, onde fica a mulher negra nesse contexto?
Sabemos que o 8 de março, o chamado Dia Internacional da Mulher é uma data criada para lembrarmos  do assassinado de 130 operárias que foram trancadas e incendiadas em uma fábrica por lutarem por melhores condições de trabalho e por equiparação de direitos com os homens. A data acabou sendo definida 1910 como dia internacional da mulher, para homenagear as mulheres mortas e discutir a situação da mulher na sociedade, mas só foi tornada oficial pela ONU em um decreto de 1975.  Esse caso se passou em 1857, em Nova Iorque e provavelmente todas as mulheres envolvidas eram brancas.  Mas, e as mulheres negras com tudo isso?
Existe uma data especifica para a celebração da luta da mulher negra latino-americana e caribenha, o dia 25 de julho. Esse data tem ganhado relevância em detrimento do dia 8 de março, que quase sempre exclui as questões específicas das mulheres negras do centro do debate. Mas será que o caminho é mesmo ignorar o dia 8 de março e só falar sobre o 25 de julho? Eu penso que não. Penso que devemos ocupar todos os espaços e questões que atingem as mulheres em geral, atingem com especial crueldade as mulheres negras
Muitas blogueiras e youtubers negras decidiram esse ano enegrecer o dia internacional da mulher. E eu tô amando tudo isso!!! São vários vídeos no youtube no qual mulheres negras falam sobre a importância e a trajetória de outras mulheres negras. Isso é lindo demais! É a gente aprendendo a reconhecer o valor das nossas antecessoras, das nossas contemporâneas e das novas gerações. É a gente percebendo que trajetórias de lutas árduas são frequentes, e que a luta de mulheres negras é ainda mais desafiadora que a  luta de outras mulheres, pois temos que lidar com o racismo e o machismo que insistem em nos colocar nos degraus mais baixos da sociedade.
nossas mulheres negras
Como eu não tô na pegada de gravar vídeos, e como eu também não tive tempo de em inteirar com antecedência do movimento e das ações para  o dia de hoje, queria contribuir compartilhando com vocês os links das páginas e canais que estão levantando a hashtag #nossasmulheresnegras. E  convidar a todos a assistir, aprender e conhecer mais sobre essas mulheres.
dia da mulher

Ana Paula Xongani – Vamos Enegrecer o 8 de março?! | Nossas Mulheres Negras |
https://www.youtube.com/watch?v=nBs9Hw39elw


Gabi Oliveira – Canal DePretas
Nossas Mulheres Negras – Chimamanda, Neusa e Shonda
[embed_video link=https://www.youtube.com/watch?v=dtrUbEByBvc&feature=youtu.be]

 


Quell Alves
Nossa Mulheres Negras – Luislinda Valois Homenagem no YouTube
https://youtu.be/kEsOlM9eWs8


Poliane Brandão–  Canal Negra Bella
Nossas Mulheres Negras- Gloria Maria
https://youtu.be/Uk3coHc489E


Tananda Santos
Nossas Mulheres Negras – Taís Araújo https://m.youtube.com/watch?v=dNXOomJ-hMA


Sá Ollebar – Canal Preta Pariu

sá ollebar
Nossa Mulheres Negras – Rosa Parks, Preta Rara e Mc Soffia
https://youtu.be/Wwr25JpAzcY


Patrícia Rammos  – Canal Um abadá pra cada dia
Nossas Mulheres Negras – Elza Soares
https://www.youtube.com/watch?v=lzd2vbd9G7E&feature=youtu.be


Beatriz Carmo 
Nossas Mulheres Negras – Djamila Ribeiro https://www.youtube.com/watch?v=6eSNLQSc5_c&feature=youtu.be


Aline Custódio  – Canal Preta Aline Custódio
Nossas Mulheres Negras – Claudete Alves
https://www.youtube.com/watch?v=vzGJZqzWz9E


Jaci Carvalho Canal Jacy July
Nossas Mulheres Negras – Lupita Nyong’o
[embed_video link=https://youtu.be/DuC6mrQzuyI]


Verônica Barros – Canal Urbana Club
Nossas Mulheres Negras – Beyonce
https://www.youtube.com/watch…


Mari Elen
Nossas Mulheres Negras – Nina Simone
https://www.youtube.com/watch?v=dEY0pqNlKwo&feature=youtu.be


Michelle Fernandes – Canal Boutique de Krioula
Nossas Mulheres Negras – De minha mãe, para mim, para a minha filha.
https://www.youtube.com/watch?v=rR3unVzo4N8&feature=youtu.be


Carolina Santos Pinho – Canal Central das Divas
Nossas Mulheres Negras – Carolina Maria de Jesus
https://www.youtube.com/watch?v=95I9p_YuJeM&feature=youtu.be


 

Taís Eustáquio
Nossas Mulheres Negras – Etta James
[embed_video link=https://youtu.be/qt4KT8m_g0E]


Dryka Pessanha – Canal de Corpo Alma
Nossas Mulheres Negras – Ruth Souza
https://www.youtube.com/watch?v=drBbz3OTpGk


Regianne Rosa Mirkov – Canal Coisas de Preta
Nossas Mulheres Negras | Oprah Winfrey
https://www.youtube.com/watch?v=EWSOX0YMbAs&feature=youtu.be


Ana Beatriz Pessanha Canal Que seja rosa Makeup
Nossas Mulheres Negras : Maju
https://www.youtube.com/watch?v=HVI6sl6nlnM


Daphne Joel Borges – Canal Daphne Borges

Nossas Mulheres Negras- Michelle Obama
https://www.youtube.com/watch?v=MTEKLYPnk0A


Miriam CarvalhoCanal Miriam Silva
Nossas Mulheres Negras – Dandara dos Palmares
https://www.youtube.com/watch?v=qywUptGeWJ0
Alexandra Freitas Ravelli – Canal Soul Vaidosa
Nossas Mulheres Negras – Assata Shakur
https://www.youtube.com/watch?v=N3zzzjsEOes


Nátaly Nerii – Canal Afros e Afins
Nossas Mulheres Negras Youtubers Negras Engajadas
https://www.youtube.com/watch?v=gN6E2mzGX_Q


Andy Brandão  – Canal Andressa Brandão – Cachos Divos
#NossasMulheresNegras – Alexandra Loras
[embed_video link=https://www.youtube.com/watch?v=vwyrN6cDkXE]


Camila Leite – Canal Camila Leite
Nossas Mulheres Negras – Lauryn Hill
https://www.youtube.com/watch…


Débora Ninja – Canal Débora Ninja
Nossas Mulheres Negras – Angela Davis
https://www.youtube.com/watch?v=KUfFNbb6oTs&feature=youtu.be


Marcilene Leao– Canal Blog da Marcy
Nossas Mulheres Negras – Enedina Alves Marques
https://www.youtube.com/watch?v=Qn5nnjK9q0A&feature=youtu.be


 

Blogueiras e Youtubers negras e o ativismo virtual

A contribuição que essas meninas estão dando em seus canais, páginas e blogs para a elevação da autoestima das mulheres negras é inestimável. São canais que valorizam a mulher negra em diferentes aspectos, que trazem um feminismo totalmente conectado com a realidade das mulheres negras ou seja, falam sobre temas que nós precisamos cada vez mais discutir e refletir.
E tudo isso disponível nas redes sociais é uma maravilha pra apresentar esse universo de temáticas para meninas negras. O trabalho feito pelas blogueiras e youtubers é maravilhoso porque elas acabam apresentando questões importantes para um público inicialmente interessado em moda, maquiagem, cabelo… e faz a ponte entre a geração que assumiu uma estética negra na base da lacração e do tombamento e a dimensão política e auto afirmativa da estética.

Estamos enegrecendo não só o feminismo, mas também o feminino, o belo, o culto… estamos ocupando todos os espaços!
Postado em 29 de fevereiro de 2016 por Lu Bento

Gente, a internet é um mundo! Esse mês descobri umas coisas bem legais por aí, e claro, vou compartilhar com vocês! Bora começar mais um dicas da mãe preta?

dicas-da-mae-preta4

 

YOUTUBE -DePretas

DepretasO canal da Gabi Oliveira é uma lindeza só! Cara, estou viciadinha nele! Ela tem uma fala direta e divertida, que consegue tratar de assuntos sérios de uma forma leve, que não assusta quem não está tão conectado com a militância na questão racial. Além disso, vídeos sobre moda, cabelo, maquiagem, estilo… canal diversificado e muito divertido. A Gabi é uma graça. Apesar dela ainda não ser mãe, ela tem uns vídeos muito bons sobre maternidade, e um deles sobre não querer ter filhos, principalmente sobre filhos meninos tem me rendido muitas reflexões que em breve espero partilhar com vocês.

Onde: DePretas


Tumbrl – 100 meninas negras

100 meninas negrasAh, lá vai você falar sobre isso de novo!? Sim, vou falar porque eu estou amando o projeto, estou amando fazer essa listinha  e estou amando a repercussão que o projeto tá alcançando. Com tanto amor assim não tem como parar de falar sobre isso, não é mesmo?  Então, quem não conhece ainda, venha ver 100 livros infantis com meninas negras, é uma coletânea de indicações de livros e estou fazendo uma listinha linda e bem criteriosa. Estou lendo todos os livros pra não ficar dando dicas bobas pra vocês! <3

Onde: 100 meninas negras


Podcast – LiterárioCast

literário castO episódio 93 do LiterárioCast sobre representatividade na literatura é muito bom. O podcast todo é ótimo, eu acompanho sempre e adoro, mas esse episódio foi ainda mais legal por falar de um tema que tem muito a ver com o que a gente fala por aqui.  Eles não aprofundam na questão racial, mas falam de outros tipos de representatividade que também é importante que a gente reflita sobre.  E já que vocês vão ouvir esse episódio, indico também o episódio 92 sobre o incentivo da leitura e o episódio 88 sobre a classe social da literatura.

Onde: LiterárioCast


Site – Blogueira Negras

blogueiras negrasGente, esse já é um clássico né? Mas pra quem ainda não acompanha, corre pro site do Blogueiras Negras porque lá só tem texto bom. Tudo que a gente pensa, escrito por várias mulheres negras, cada uma na sua militância falando de política, feminismo, sexualidade, beleza, moda… o paraíso virtual das mulheres negras!

Um dos pontos mais bacanas é que o blogueiras negras dá espaço para as mulheres negras, o site valoriza a pluralidade de vozes e assuntos.

Onde: Blogueiras Negras


Netflix- The Gabby Douglas Story

Eu que não sou muito fã de filmes, aproveitei o restinho das minhas férias pra ver esse filme. Ele conta a história da ginasta americana Gabby Douglas, mostrando a vida da menina até ela se tornar o fenômeno da ginástica mundial que ela se tornou hoje. É a quela velha fórmula de filmes de superação, mas é uma menina preta né, só isso a gente se identifica e se inspira pra caramba! Eu assisti pela Netflix.

Onde: Netflix


Galera, essas foram as dicas d’A mãe preta de fevereiro.  Tem muita vida na internet além do facebook, então bora diversificar a nossa vida online!

Beijos!

Postado em 31 de janeiro de 2016 por Lu Bento
A internet é um mundo e nas minhas navegâncias às vezes encontro coisas bem interessantes. Hoje eu trago pra vocês dicas de sites, canais do youtube, podcasts e blogs com  temas que tem tudo a ver com o nosso blog! Alguns conhecidos, outros não tão famosos mas que vale muito a pena conhecer.
Tem horas que você fica perdido na internet? Então corre pra conhecer esse pessoal!

BLOG – Preta Materna

preta maternaPra quem busca uma discussão aprofundada sobre racismo e maternidade, o blog Preta Materna é perfeito. Com textos completos e certeiros, Guaraciara Gonçalves toca em questões delicadas e vem fazendo barulho na blogsfera materna, tirando muita gente da zona de conforto.  Eu adoro! Espero que ela volte a publicar logo, mas só as preciosidades que estão armazenadas lá já valem muito a pena!

Onde: Preta Materna

Blog – Para Beatriz

para beatrizMaternidade feminista você encontra aqui. Se você é daquelas que busca reflexões sobre o lugar da mulher na sociedade, tem inquietações sobre como a maternidade é percebida e tratada pela as outras pessoas, sobre como respeitar na prática as decisões pessoais de nossas crias, então você precisa conhecer o blog Para Beatriz. A Isa Kanupp arrasa nos textos, e é uma das minha referências em termos de blog sobre maternidade. Ela também tem excelentes postagens sobre desenhos e literatura com protagonismo negro.

Onde: Para Beatriz


 

 

FACEBOOK – Mães pela diversidade

“TIRE SEU PRECONCEITO DO CAMINHO, QUEREMOS PASSAR COM NOSSO AMOR !” Mães pela Diversidade
mães pela diversidadeÉ com esse lema que a página Mães pela diversidade enche o facebook de respeito ao outro. É uma página que fala muito sobre orientação sexual, identidade de gênero,  racismo, capacitismo, enfim, questões que costumam dividir e afastar as pessoas e principalmente sobre a necessidade de se respeitar e acolher a todos. Gosto muito dessa página, o conteúdo é fantástico e vire mexe eu compartilho na nossa página do facebook coisas que eu vi no Mães pela Diversidade. Recomendo que quem quer criar filhos sem preconceitos visite e acompanhe esse página!
Onde: Mães pela Diversidade

PODCAST – 30:min

Ano passado eu descobri o mundo dos podcasts e estou apaixonada, principalmente pelos literários. O 30:min é o podcast do site Homos Literatus e  é um dos meus favoritos. Vale muito a pena conhecer, eles fazem análises muito interessantes sobre obras literárias, inclusive fizeram uma discussão sobre literatura africana no episódio #107 que eu recomendo que vocês ouçam. Já adianto que eles falaram bastante sobre a Chimamanda, minha musa literária! E a Ceci, com seu posicionamento feminista,  manda muito bem nas análises e indicações de livros.
Onde: http://homoliteratus.com/category/menu/podcast-menu/30min/

SITE – Leitor Cabuloso

leitor cabulosoOutro site sobre literatura que eu curto muito é o Leitor Cabuloso.  É o meu favorito! Sabe um site que você entra um pouquinho e depois se perde no tempo lendo as colunas, as resenhas, ouvindo os podcasts… então, é nesse site que me perco! Eu ADORO o conteúdo do Leitor Cabuloso e pra não ficar falando dele eternamente, queria destacar os podcasts que são muito bons, a coluna Mulheres de Papel, que fala sobre a presença das mulheres na literatura, e a as notícias do mundo literário sempre atualizadas. Ainda tem o canal do site no youtube, as páginas nas redes sociais (no facebook tem uns gifs maravilhosos!).  Enfim, é muito conteúdo bom!
Onde: Leitor Cabuloso

SITE- Memória da Escravidão, Abolição e Pós-Abolição

memoria e escravidãoEste é o site do projeto Memória da Escravidão, Abolição e Pós-Abolição, vinculado a casa Rui Barbosa, que busca contribuir para uma maior divulgação dos temas sobre e em torno da escravidão, abolição e pós-abolição.  O site disponibiliza uma série de documentos digitalizados do acervo da Casa Rui Barbosa  sobre o tema e links para vários outros estudos relacionados disponíveis na internet. Além disso, o site tem uma parte de jogos com atividades que ajudam pra caramba como atividade complementar nas escolas. Eu já fiquei um bom tempo aqui curtindo os jogos!
Onde: http://www.memoriaescravidao.rb.gov.br/quiz.php

YOUTUBE – Preta Pariu

Um canalpreta pariu sobre maternidade, moda e estilo de vida. Tá pensando o que? Mães pretas também são estilosas! Aqui não tem só maternidade esculhambada não! A Sá posta vídeos toda semana, sempre com um tema relacionado à maternidade, negritude, maquiagem, cabelo… é muito bom!

Onde: Preta Pariu


 

YOUTUBE – PHCortes

PhcortesGente, que menino é esse??? Ele despontou no youtube com a série “Meus heróis negros brasileiros”, e seu vídeo sobre Machado de Assis já teve mais de de 15mil visualizações! E com mérito, o menino é muito bom e a série é perfeita pra apresentar aos nossos jovens (e aos nem tão jovens) grandes personalidades negras que podem  e devem servir de referência para todos nós.
Os vídeos do PH são sucesso aqui em casa! As meninas adoram, Isha Bentia ficou animadíssima ao ver pessoalmente o PH! O episódio favorito dela é o sobre João Cândido .
Onde: PHCortes

Bom, essas foram as dicas de janeiro. Tem muita coisa boa sendo produzida pro aí. Se vocês também tem dicas pra compartilhar com outras mães pretas, deixe um comentário aqui e vamos ampliar essa rede!

Postado em 21 de outubro de 2015 por Lu Bento

podcast

Hoje é o dia do podcast e eu, como uma nova fã desta mídia, quero fazer a minha parte. Sabe o que é podcast? Não? Então vem comigo que eu te explico!

Postado em 10 de abril de 2015 por Lu Bento

A Xuxa postou uma foto em seu facebook com uma camiseta com uma campanha contra o racismo. Não é de hoje que ela é questionada sobre a ausência de paquitas negras. Eu, que nunca pensei que falaria sobre Xuxa aqui, faço uma carta aberta a ela.

xuxa

Postado em 6 de abril de 2015 por Lu Bento

Hoje temos um desenho que é um sucesso entre os pequenos e o grandes. Foi um dos posts mais comentados e compartilhados na nossa página do facebook. Todo mundo adora esse herói.

O desenho é… Super Choque

Super choque

Gente, super-herói negro? Super-herói adolescente? Sério, isso é uma superdose de autoestima pra qualquer menino. Eu digo menino porque eles se identificam imediatamente com a figura do Virgil Hawkins, mas um super-herói negro é pra elevar a autoestima de todos nós né!

Eu assistia direto no SBT, não me cansava de ver, se bobear já tinha decorado as falas e tudo. As meninas ainda não assistem, ele é mais indicado pra crianças maiores que conseguem acompanhar melhor a trama.

Nem tem necessidade de falar da trama porque todos conhecem, mas basicamente é a história de um menino negro que vive com o pai e a irmã que se torna super-herói ao ser exposto a um gás desconhecido e se tornar um meta-humano com superpoderes eletrostáticos. O desenho basicamente fala da luta do Super Choque e seu amigo Gear para proteger a cidade dos meta-humanos que desejam destruí-la.

Uma coisa que eu acho bem bacana no desenho é que o Super Choque não gosta de armassuper choque de fogo. Acho meio desnecessária essa valorização das armas de fogo para solucionar problemas. A versão oficial da história diz que o Virgil não gosta de armas de fogo porque a sua mãe foi morta por uma bala perdida em um guerra de gangues rivais. Alguns blogueiros contam uma outra versão, bem mais pesada para um desenho infantil, na qual ela era vítima de violência doméstica e foi assassinada pelo marido. Parece que essa foi a versão do piloto, que não agradou muito o pessoal da Tv e foi adaptado para algo mais leve pra o público infanto-juvenil.

Outra coisa que me chama atenção é o Virgil ser apaixonado por uma menina preta da escola, a Dayse. Tudo bem que na realidade americana é comum escolas na qual a maioria dos alunos são pretos e tal. Mas pros nossos adolescentes aqui, é um grande estímulo para que eles enxerguem a beleza das meninas pretas. A tv brasileira ainda tem sérias dificuldade de mostrar casais pretos, quando mostram personagens pretos com interesse amoroso acabam falando também sobre relações interraciais.

A personasheron - superchoquegem que eu mais gosto, sem dúvida é a irmã do Virgil, a Sharon. Ela tem um lado meio maternal com o irmão, a mãe deles já é falecida e ela meio que ocupa esse lugar. Ela parece meio bolada, mas no fundo tem um coração bom. E é cheia de personalidade!

Tem muita coisa pra se falar, o desenho é bom demais e quem não viu, vale a pena ver!

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