Postado em 30 de setembro de 2017 por Lu Bento

Estreou ontem na Netflix um dos meus desenhos favoritos dos anos 90, O ônibus mágico. Esse desenho maravilhoso sobre um grupo escolar que aprende sobre ciência viajando em um ônibus mágico e descobrindo as respostas para suas perguntas através da experiência.  Com qualquer produção que busca tornar a ciência mais atraente para as crianças (e pessoas em geral), o desenho foca muito na prática, na compreensão dos fenômenos naturais através da experiência, bem diferente do que as escolas reais fazem, focando principalmente na teoria.

A versão atual do desenho, produzida e transmitida pela Netflix, mantém  o formato de começar a exploração científica a partir de um questionamento de uma das crianças. A professora Frizzle conduz as crianças em uma aventura de aprendizado, onde várias coisas mágicas acontecem e as crianças vão construindo o conhecimento a partir disso. Com a devida atualização tecnológica ( a versão antiga falava em disquetes nos computadores, por exemplo), a série volta com 13 episódios de 25 minutos, um bom tempo para  desenvolvimento de uma história completa sem perder o foco e a atenção das crianças.

Um dos primeiros desenhos animados preocupados com a diversidade e com a representação positiva das diferenças, o grupo de alunos é composto por meninos e meninas de diferentes origens étnicas e personalidades, formando o equilibrado ecossistema onde todos têm um papel importante. Isso é incrível em termos de identificação, principalmente porque a cada episódio criança se torna protagonista, dando destaque para sua personalidade. É um desenho que não hierarquiza as crianças, onde os pretos não estão lá apenas para ser “o melhor amigo do protagonista branco”.

O desenho original foi inspirado em uma série de livros (livros, sempre eles!) escritos por  Joanna Cole  e ilustrados por Bruce Degen qu chegaram ao Brasil através do selo Rocco para jovens leitores. Infelizmente não conheço os livros, mas o desenho animado é incrível e acho uma boa forma de estimular a curiosidade dos pequenos sobre ciências.

Assisti os dois primeiros episódios com a Mini Bentia, mas pra crianças de 3 anos o desenho não é tão interessante ainda. Agora estou assistindo os demais episódios com a Isha Bentia, de 5 anos, e ela parece bem mais interessada em descobrir como as coisas funcionam. De minha parte, vou aproveitar pra fazer também uma maratona dos episódios da primeira versão, as 4 temporadas também estão disponíveis na Netflix!

Postado em 3 de outubro de 2016 por Lu Bento

No sábado passado foi eleita a Miss Brasil (nome da marca patrocinadora do evento) 2016. Mais uma miss eleita numa versão modernizada da objetificação da mulher. Sim, podemos tecer várias críticas a esse tipo de concurso. Os concursos de beleza não têm mais a mesma importância de outrora: não param o país, não tem grandes destaques na mídia, não atraem nem grandes marcas e profissionais do ramo da moda. Mais ainda existe uma tentativa de manter o glamour da competição e, por mais que a gente negue, ainda gera uma repercussão e muito assunto nas rodinhas de conversa.

                                                                                                               Lucas Ismael/Divulgação

Em 2016 percebemos um fenômeno que concentrou a atenção da comunidade negra: 6 mulheres negras foram escolhidas como misses em diferentes estados. A cada eleição de uma miss negra estadual, mais as pessoas negras se sentiam representadas. Foi um movimento muito bonito de valorização da estética negra. E isso vale muito para o fortalecimento da autoestima das pessoas negras.
Todo esse movimento de valorização da beleza negra tornou a vitória de uma mulher negra no concurso de Miss Brasil algo esperado. A estética negra está na moda, e quem valoriza isso alcança uma parcela do mercado que está sedenta maior representatividade. Diversas marcas de produtos de beleza estão lançando linhas voltadas para a pele negra e para os cabelos crespos e cacheados. Eles estão começando a enxergar o potencial desde público consumidor e a valorização das modelos negras nesse concurso de beleza é uma prova disso. O que mudou no país de 2015 para 2016 que provocou uma mudança radical no perfil das candidatas do concurso? O empoderamento da mulher negra, passando pela valorização da estética negra, dos cabelos crespos!
A primeira (e única) mulher negra a ganhar esse concurso foi Deise Nunes, em 1986. São 30 anos de concurso e só agora, a segunda mulher negra foi agraciada com o título de mulher mais bonita do país. Em um país com mais de 50% de população negra. Essa é a nossa realidade. Em 30 anos nenhuma mulher negra que passou por aquela passarela foi considera suficientemente bela para carregar a coroa de Miss Brasil. Fiz uma busca pelas candidatas aos concursos dos últimos 5 anos. Em 2015 não identifiquei nenhuma candidata negra. Em 2014, 3 candidatas negras, sendo 2 de pele escura e cabelos crespos. Não passaram da primeira fase. Em 2013, 1 candidata de pele bem escura que conseguiu o terceiro lugar. E em 2012 identifiquei 2, sendo que apenas a de cabelo alisado conseguiu uma vaga no top 10 da competição. Nesta edição, foram 6 candidatas, sendo que apenas a de pele mais escura não conseguiu fazer parte do top 15.

Não sou fiscal da negritude de ninguém, mas o resultado do concurso nos mostra qual é a beleza negra que agora está sendo valorizada. E mostra o quão recente é essa valorização. Uma beleza negra que se aproxima dos “padrões” brancos. Uma beleza negra que pode vender shampoo para cabelos cacheados, e não exige um produto específico para cabelos crespos. Que pode ocupar o espaço de pele “morena escura” na paleta de cores da maquiagem. Beleza que está na moda, na carona de todo um movimento de empoderamento da população negra. A moda se apropria de um movimento e o ressignifica, excluindo a nossa crespitude, a nossa pele carregada de melanina. É mais uma tentativa de nos dizer o que é belo, como devemos ser.

Eu sinceramente fiquei muito feliz com a vitória de Raíssa Santana. De verdade. Ela conquistou os jurados de cara, ganhou as provas de maquiagem e estilo. E fiquei mais feliz ainda com a união e a quantidade de mulheres negras participando e se destacando ao longo do concurso. Nossa beleza existe e precisa ser valorizada. Não estou aqui para desmerecer a vitória da Raíssa e a presença de todas as outra, longe disso. Minha intenção é que a gente não fique só no padrão da moda, que a gente tome esses casos como exemplo e realmente rompa barreiras, a ponto dos jornais não acharam mais natural noticiar a vitória de uma mulher negra em um concurso de beleza como algo exótico e extraordinário. Que a vitória de uma mulher negra em um concurso de beleza não seja apenas um reflexo de uma moda “black is beautiful” transitória, que só se repetirá daqui há 30 anos. Que mulheres de pele mais escura também possam ocupar esse espaço.

São 62 anos de concurso de Miss Brasil e até agora só duas mulheres negras ganharam. Que Raíssa, assim como Deise foi em 68, seja mais que uma pioneira solitária. E que a nossa estética esteja de fato sendo incluída no mercado da beleza, não como uma moda, mas como um retrato da estética da população brasileira. A Miss Brasil 2016 é uma mulher negra. Que em 2017, 2018, 2019… não seja tão inesperado tanta presença negra no Miss Brasil.

Postado em 30 de julho de 2016 por Lu Bento

Pessoal! Decidi dividir um pouco mais as coisas. Tenho recebido muitos pedidos pra mais dicas de livros infantis no LêproErê, então decidi separar as coisas e só falar de livros infanto-juvenis por lá. E este será o nosso novo espaço pra falar sobre livros mais adultos. Assim a gente fala um pouquinhod e de tudo, não é mesmo? E já que é pra falar de literatura em geral,  eu apelo logo pra minha querida, minha musa, minha top top das galáxias, a Chima. Não sabe quem é Chima?  Acompanhe o primeiro Leituras Maternas  do blog! 

Leituras

Meio Sol Amarelo

 

meio sol amareloAutora: Chimamanda Ngozi Adichie

Editora: Cia das Letras

Onde Encontrar: InaLivros

Chimamanda Ngozi Adichie. Se você nunca ouviu falar sobre essa mulher, por favor, volte duas casas. Sério, a Chima – olha a intimidade da pessoa! – é uma das maiores escritoras contemporâneas. Sim, sou apaixonada por ela. Seus livros são maravilhosos, já falei de Americanah aqui e o quanto ele foi inspirador para esse blog e agora venho falar sobre Meio Sol Amarelo.

Em Meio Sol Amarelo, Chimamanda fala sobre disputas étnicas na Nigéria, que resultaram na guerra de Biafra, a partir da vida de duas irmãs gêmeas  Igbo, Ollana e Kainene. A história não é contada linearmente, ela tem idas e vindas e a cada capítulo a história foca o ponto de vista de personagens alternados. Isso torna a leitura bem dinâmica e a gente acaba nem percebendo que está lendo um livro de 504 páginas.

Apesar do tema bem denso, Chimamanda conta a história de uma forma muito humana e apaixonada, e isso tem muito a ver com o fato dela também ser uma mulher de origem Igbo e a narrativa conter inspirações biográficas. Ela se inspirou muito nas histórias contadas por seus pais e familiares que viveram e sofreram durante a guerra.

Sou praticamente da idade de Chima e ouvi falar muito pouco (quase nada mesmo) sobre a guerra de Biafra na escola.  Infelizmente a África não era pauta nas escolas na minha época. Mas lembro bem de referências à fome e à miséria, e daquelas imagens de crianças barrigudas desnutridas morrendo de fome. Foram as imagens das crianças de Biafra que ajudaram a difundir a ideia de que em África só há fome e miséria.

Voltado para a história do livro, Meio Sol Amarelo fala também de histórias de amor (meu lado mulherzinha pira!) e Chimamanda sabe fazer isso muito bem. São romances complexos, com problemas e dinâmicas bem reais, passando longe daquele modelo de amor-romântico redentor dos romances água com açúcar.

Diante de tudo isso, nem preciso falar porque recomendo a leitura né? Chima é maravilhosa!


Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção

 

Espelhos, MIradouros e Dialéticas da PercepçãoAutora: Cristiane Sobral

Editora: Dulcina

Onde Encontrar: InaLivros

A dica agora é um livro de contos. E que livro de contos! Espelhos, miradouros, dialéticas da percepção foi uma leitura para o clube do livro do Leia Mulheres Negras. Já estava com ela em casa, na fila de espera  e por sorte, ele se tornou prioridade devido ao clube de leitura.  Que bom! Porque Cristiane Sobral faz um trabalho muito bonito de reflexões sobre negritude e identidade nessa obra.

Foi uma leitura muito gostosa e que me levou a várias reflexões sobre nossos modos de vida, sobre o impacto do racismo em nossas emoções e sobre a minha própria trajetória de reconhecimento como mulher negra. Uma leitura que vale a pena ser feita.

Acabei fazendo um bate papo com ela sobre o livro para o blog da Ina. Se você ficou curioso sobre a obra, ou se leu e quer saber o que a autora fala sobre ela, leia a nossa conversa no blog da Ina!


Gente, os livros citados hoje estão disponíveis na InaLivros, a minha livraria virtual especializada em literatura negra. E pros leitores do blog há um descontinho especial, basta colocar o código AMAEPRETA10 no final da compra, ok?

Acesse a loja: InaLivros

Então, gostou das dicas? Já leu algum desse livrou ou outros livros dessas autoras? Comente aí… ou então entre em nosso grupo no Facebook voltado para o debate sobre literatura negra, o Quilombo Literário – clube de leitura.

Beijo e até a próxima semana!

Postado em 29 de fevereiro de 2016 por Lu Bento

Gente, a internet é um mundo! Esse mês descobri umas coisas bem legais por aí, e claro, vou compartilhar com vocês! Bora começar mais um dicas da mãe preta?

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YOUTUBE -DePretas

DepretasO canal da Gabi Oliveira é uma lindeza só! Cara, estou viciadinha nele! Ela tem uma fala direta e divertida, que consegue tratar de assuntos sérios de uma forma leve, que não assusta quem não está tão conectado com a militância na questão racial. Além disso, vídeos sobre moda, cabelo, maquiagem, estilo… canal diversificado e muito divertido. A Gabi é uma graça. Apesar dela ainda não ser mãe, ela tem uns vídeos muito bons sobre maternidade, e um deles sobre não querer ter filhos, principalmente sobre filhos meninos tem me rendido muitas reflexões que em breve espero partilhar com vocês.

Onde: DePretas


Tumbrl – 100 meninas negras

100 meninas negrasAh, lá vai você falar sobre isso de novo!? Sim, vou falar porque eu estou amando o projeto, estou amando fazer essa listinha  e estou amando a repercussão que o projeto tá alcançando. Com tanto amor assim não tem como parar de falar sobre isso, não é mesmo?  Então, quem não conhece ainda, venha ver 100 livros infantis com meninas negras, é uma coletânea de indicações de livros e estou fazendo uma listinha linda e bem criteriosa. Estou lendo todos os livros pra não ficar dando dicas bobas pra vocês! <3

Onde: 100 meninas negras


Podcast – LiterárioCast

literário castO episódio 93 do LiterárioCast sobre representatividade na literatura é muito bom. O podcast todo é ótimo, eu acompanho sempre e adoro, mas esse episódio foi ainda mais legal por falar de um tema que tem muito a ver com o que a gente fala por aqui.  Eles não aprofundam na questão racial, mas falam de outros tipos de representatividade que também é importante que a gente reflita sobre.  E já que vocês vão ouvir esse episódio, indico também o episódio 92 sobre o incentivo da leitura e o episódio 88 sobre a classe social da literatura.

Onde: LiterárioCast


Site – Blogueira Negras

blogueiras negrasGente, esse já é um clássico né? Mas pra quem ainda não acompanha, corre pro site do Blogueiras Negras porque lá só tem texto bom. Tudo que a gente pensa, escrito por várias mulheres negras, cada uma na sua militância falando de política, feminismo, sexualidade, beleza, moda… o paraíso virtual das mulheres negras!

Um dos pontos mais bacanas é que o blogueiras negras dá espaço para as mulheres negras, o site valoriza a pluralidade de vozes e assuntos.

Onde: Blogueiras Negras


Netflix- The Gabby Douglas Story

Eu que não sou muito fã de filmes, aproveitei o restinho das minhas férias pra ver esse filme. Ele conta a história da ginasta americana Gabby Douglas, mostrando a vida da menina até ela se tornar o fenômeno da ginástica mundial que ela se tornou hoje. É a quela velha fórmula de filmes de superação, mas é uma menina preta né, só isso a gente se identifica e se inspira pra caramba! Eu assisti pela Netflix.

Onde: Netflix


Galera, essas foram as dicas d’A mãe preta de fevereiro.  Tem muita vida na internet além do facebook, então bora diversificar a nossa vida online!

Beijos!

Postado em 6 de abril de 2015 por Lu Bento

Hoje temos um desenho que é um sucesso entre os pequenos e o grandes. Foi um dos posts mais comentados e compartilhados na nossa página do facebook. Todo mundo adora esse herói.

O desenho é… Super Choque

Super choque

Gente, super-herói negro? Super-herói adolescente? Sério, isso é uma superdose de autoestima pra qualquer menino. Eu digo menino porque eles se identificam imediatamente com a figura do Virgil Hawkins, mas um super-herói negro é pra elevar a autoestima de todos nós né!

Eu assistia direto no SBT, não me cansava de ver, se bobear já tinha decorado as falas e tudo. As meninas ainda não assistem, ele é mais indicado pra crianças maiores que conseguem acompanhar melhor a trama.

Nem tem necessidade de falar da trama porque todos conhecem, mas basicamente é a história de um menino negro que vive com o pai e a irmã que se torna super-herói ao ser exposto a um gás desconhecido e se tornar um meta-humano com superpoderes eletrostáticos. O desenho basicamente fala da luta do Super Choque e seu amigo Gear para proteger a cidade dos meta-humanos que desejam destruí-la.

Uma coisa que eu acho bem bacana no desenho é que o Super Choque não gosta de armassuper choque de fogo. Acho meio desnecessária essa valorização das armas de fogo para solucionar problemas. A versão oficial da história diz que o Virgil não gosta de armas de fogo porque a sua mãe foi morta por uma bala perdida em um guerra de gangues rivais. Alguns blogueiros contam uma outra versão, bem mais pesada para um desenho infantil, na qual ela era vítima de violência doméstica e foi assassinada pelo marido. Parece que essa foi a versão do piloto, que não agradou muito o pessoal da Tv e foi adaptado para algo mais leve pra o público infanto-juvenil.

Outra coisa que me chama atenção é o Virgil ser apaixonado por uma menina preta da escola, a Dayse. Tudo bem que na realidade americana é comum escolas na qual a maioria dos alunos são pretos e tal. Mas pros nossos adolescentes aqui, é um grande estímulo para que eles enxerguem a beleza das meninas pretas. A tv brasileira ainda tem sérias dificuldade de mostrar casais pretos, quando mostram personagens pretos com interesse amoroso acabam falando também sobre relações interraciais.

A personasheron - superchoquegem que eu mais gosto, sem dúvida é a irmã do Virgil, a Sharon. Ela tem um lado meio maternal com o irmão, a mãe deles já é falecida e ela meio que ocupa esse lugar. Ela parece meio bolada, mas no fundo tem um coração bom. E é cheia de personalidade!

Tem muita coisa pra se falar, o desenho é bom demais e quem não viu, vale a pena ver!

Postado em 23 de fevereiro de 2015 por Lu Bento

O desenho é  Kiriku

Kiriku

Eu não ia falar dos desenho do Kiriku agora, muitos já conhecem e eu tava planejando falar sobre ele depois que eu visse por mais vezes o novo Kiriku e os homens e as mulheres. Mas nesse carnaval aconteceu uma coisa linda, e eu estou frustradíssima por só descoberto antes: uma escola de samba de São Paulo desfilou com o enredo “Karabá e o menino do coração de ouro”. Então, pra aliviar a minha frustração, vamos falar de Kiriku!

Kiriku é o desenho favorito de Isha Bentia no momento. Ela fala em Kiriku o tempo todo! Ela morre de medo da Karabá (rainha), mas também morre de amores. Sabe aquela sensação de fascínio e medo que as crianças pequenas costumam sentir por alguma coisa? Isha Bentia sente pelas histórias do Kiriku. É bom saber que um história tão fofa como essa vai ficar nas nossas lembranças da infância dela.

Isha Bentia assistiu Kiriku e a feiticeira com o pai, e ficou vidradinha durante todo o filme. Acho que foi o primeiro longa que ela assistiu e ela fez tantas perguntas que deu pra perceber que estava bem interessada. Ficou com medo da feiticeira e seus feitiços e isso nos rendeu algumas horas de explicações para que ela entendesse que a feiticeira não quer fazer mal a ela.

kiriku1

Eu gostei mais da seqüência Kiriku e os Animais Selvagens. As histórias são curtinhas, é mais prático pra Isha ver no dia-a-dia e é melhor para as crianças pequenas.

O último, Kiriku e os homens e as mulheres, eu descobri há pouco tempo e achei bem diferente dos demais. Outros personagens entram na história, me pareceu meio confuso. Mas como Isha Bentia não curtiu muito ainda, eu não tenho muito o que dizer sobre ele.

Kiriku é tão querido aqui em casa que já virou brincadeira entre as meninas, Isha Bentia diz que é a Karabá, a feiticeira e corre atras de todo mundo. Mini Bentia é Kiriku e salva as pessoas. Qualquer brinquedo vira um Feitiço da Karabá e pode pegar a gente. Já dá ora imaginar o quanto eu já corri por essa casa fugindo da Karabá né? E o quanto já tive que ficar com a Kiriku no colo pra não se presa por um Feitiço!

Identidade, cultura, representatividade, ancestralidade…tudo isso encontramos em Kiriku.

Postado em 26 de janeiro de 2015 por Lu Bento

Em nossa página do facebook comecei uma série de posts comentando alguns desenhos animados que tem personagens negros, protagonistas  ou não, ou que tenham de alguma forma uma temática relacionada à cultura negra.

Como a ideia é que a página e o blog tenham o conteúdo integrado, vou tentar prazer pra esse espaço o que for apresentado lá sobre os desenhos e talvez desenvolver um pouco mais minhas impressões sobre eles aqui.

O primeiro O desenho é…  do face foi Zack & Quack.

Zack & quack

Um menino branco, um pato e uma menina preta se envolvem em um monte de aventuras dentro de um livro pop-up. Em geral, o pato faz alguma besteira e o menino e a menina preta resolvem o problema. Zack & Quack é bacaninha, melhor que muitos por aí. A menina preta aparece direto e sempre ajuda a resolver os problemas. Na realidade ela não só ajuda, mas com a sua habilidade em recortar, colar e fazer qualquer coisa com papel, ela tem um lugar de destaque na trama do desenho. O fato da história se passar em um livro também é bem legal, não deixa de ser um estímulo à leitura.

O Kirablack da menina é um arraso!!! A Kira é linda, inteligente e companheira. Uma excelente combinação pra inspirar nossas meninas.

Mas no título só o Zack e o Quack entram. E a Kira? A Kira é menina. E preta.

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